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Tudo que Baboo postou

  1. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Nesse artigo eu abordo em detalhes o Windows 10 Enterprise LTSC (Long Term Servicing Channel ou, numa tradução livre, Canal de Serviço a Longo Prazo) e destruo rapidamente a besteira monumental que muitos gamers e youtubers cometem ao achar que ela é a versão mais “leve e segura” do Windows 10, cometendo o gravíssimo erro de indicar seu uso para o desktop dos internautas. Em 2017 a Microsoft renomeou o Windows 10 Enterprise LTSB (Long Term Servicing Branch) para Windows 10 Enterprise LTSC (Long Term Servicing Channel). Ele continua o mesmo; apenas seu nome mudou. Edições do Windows 10 Quando a Microsoft começou a desenvolver o Windows 10, o foco dela foi criar um Windows mais seguro, rápido e adaptável do que as versões anteriores. Por causa disso, existem diversas edições do Windows 10: Windows 10 Mobile, versão descontinuada que era focada em smartphones com processadores x86 e x64 Windows 10 Home, focado no usuário doméstico Windows 10 Pro, focado no usuário que precisa mais funcionalidades do que a Home e que também funciona em dispositivos móveis ARM Windows 10 IoT, destinado para dispositivos pequenos e da Internet das Coisas que podem ter tela ou não Windows 10 Education, focado no mercado estudantil Windows 10 Enterprise, focado no mercado corporativo Windows 10 Enterprise LTSC, focado em equipamentos que não são utilizados como desktop comum ... entre outras edições que virão por aí... Atualização de Recursos Em relação especificamente a atualização de recursos, o Windows 10 é dividido em 4 níveis - os Canais de Serviço: O primeiro nível é o Windows Insider Preview, a versão mais instável do Windows 10 por ser na uma versão beta (de testes), tendo bugs, falhas e funcionalidades incompletas. Essa versão do Windows 10 é destinada exclusivamente para usuários interessados em saber o que está por vir no Windows 10, podendo testar, opinar e comentar sobre o sistema operacional e suas funcionalidades diretamente com a Microsoft, da mesma maneira que os beta-testes faziam isso no passado. Evidentemente essa versão não é indicada para o uso no dia-a-dia. O segundo nível, existente nas versões Enterprise, Home e Pro, é o Current Branch (CB), que é o Canal Semestral (direcionado). Essa canal permite que os usuários recebam atualizações de recursos e novas versões do Windows 10 (Fall Creators Update, October 2018 Update, etc ) assim que elas estiverem disponíveis. Esse é o nível default (padrão), e você pode verificar isso indo em Configurações > Atualização e segurança > Opções avançadas: Nas versões Pro e Enterprise é possível adiar a instalação automática de uma nova versão do Windows por até 365 dias. Na versão Home a instalação de uma nova versão pode ser adiada indefinidamente se a conexão da internet estiver definida como Conexão limitada. O terceiro nível está disponível apenas para usuários do Windows 10 Pro e Enterprise: é o Current Branch for Business (CBB), que é o Canal Semestral. Essa opção adia por alguns meses as atualizações de recurso que os usuários do Canal Semestral (direcionado) acabaram de receber, e ela existe para permitir que as empresas tenham mais tempo para testar essas atualizações evitando eventuais problemas que possam aparecer com elas. Muitas empresas habilitam o Canal Semestral na maioria das estações de trabalho para que esses computadores não sejam atualizados imediatamente, enquanto outras estações são configuradas com Canal Semestral (direcionado) para receberem imediatamente essas atualizações. Isso permite evitar que algum bug na versão nova do Windows afete os computadores dos funcionários. E o quarto nível é a LTSC, existindo somente em uma edição específica chamada Windows 10 Enterprise LTSC. Essa edição não recebe nenhuma atualização de versão, ou seja, ela jamais será automaticamente substituída por uma versão mais nova dela. Windows 10 LTSC: detalhes e cenários de uso Detalhes do Windows 10 Enterprise LTSC Além da LTSC não receber nenhuma atualização de versão, ela também não recebe nenhuma atualização de recurso, ou seja, ela não receberá nenhuma funcionalidade nova existente nas demais edições do Windows 10. Enquanto as demais edições do Windows recebem melhorias e correções via Windows Update, a edição LTSC recebe apenas atualizações de segurança e eventuais correções de bugs das funcionalidades existentes. Além disso, a LTSC não vem com Aplicações Modernas, Cortana, Calendário, Câmera, Edge e Loja do Windows. Essas limitações têm um motivo: essa edição não foi criada para ser utilizada no dia-a-dia de um usuário, como eu detalho mais abaixo. Como a edição LTSC jamais será automaticamente substituída por uma versão mais nova, o usuário precisará instalar uma nova versão manualmente. Enquanto usuários das demais edições do Windows 10 podem aproveitar melhorias e novidades do Windows 10 a cada 6 meses (pois a Microsoft disponibiliza duas novas versões do Windows por ano para usuários do Canal Semestral (direcionado) e Canal Semestral, usuários da edição LTSC terão acesso a essas melhorias e novidades somente a cada 3 anos, pois a Microsoft disponibiliza uma nova versão LTSC a cada 36 meses. Ao saber que a versão LTSC é uma versão mais limitada do Windows 10, jornalistas despreparados, youtubers e principalmente gamers acham (erroneamente) que ela tem um "desempenho melhor" por ser “uma versão mais leve e segura”, além de (absurdamente) considerá-la “a melhor versão do Windows 10”, “a melhor versão para PC fraco e PC gamer” (algo absurdo), entre outras conclusões sem sentido. Cenários de uso do Windows 10 LTSC A Microsoft criou a edição LTSC especificamente para cenários aonde o Windows funciona de maneira simples e limitada. Alguns exemplos: Caixa eletrônico Quiosque Caixa de supermercado Computadores funcionando como caixa registradora em loja, padaria, pizzaria, farmácia.. Computadores conectados a dispositivos médicos: tomógrafos, aparelho de ressonância magnética, etc Computadores em laboratórios Computadores ligados a equipamentos pesados em chão de fábrica Central de monitoramento de câmeras de vídeo Em todos esses cenários o uso do Windows LTSB/LTSC é usualmente restrito a uma aplicação específica sendo executada em um computador que, da mesma maneira que o próprio Windows, não é atualizado constantemente e não precisa de um "técnico de informática" prestando suporte ali. Além disso, não existe nenhuma necessidade do Windows receber atualização de aplicativos ou qualquer nova funcionalidade, pois nada disso vai aprimorar o trabalho realizado ali. Que diferença faz para um caixa eletrônico se o Cortana foi melhorado? O que um computador ligado a um tomógrafo se beneficiará com um novo Menu Iniciar? Que vantagem terá um computador que monitora câmeras de vigilância ou um quiosque de informação de shopping se o Windows 10 tem uma nova funcionalidade que facilita a conexão com XBOX? Nenhuma! Por esse motivo existe a edição LTSC: ela foi criada especificamente para cenários aonde novas funcionalidades e melhorias do Windows 10 nunca serão instaladas, apenas mantendo o sistema operacional seguro e estável por continuar recebendo normalmente atualizações de segurança e correção de bugs. Windows 10 LTSC: pirataria Windows 10 LTSC: pirataria via YouTube Como o Windows 10 LTSC é destinado exclusivamente para o mercado corporativo, ele não está à venda para o consumidor final nem para empresas comuns: apenas empresas com contrato de Software Assurance têm acesso ao Windows 10 LTSC. Infelizmente muitos youtubers oportunistas fazem tudo para ganhar popularidade entre os internautas - incluindo incentivar o crime ao sugerir o uso ilegal da edição LTSB/LTSC através de cracks e ativadores em troca de likes, joinhas e assinantes, se lixando para ética e legalidade, uma vez que a pirataria é um crime de direitos autorais previsto na lei brasileira. Além disso, o próprio incentivo ao crime é ilegal: o artigo 286 do Código Penal informa claramente que o crime de incentivar, estimular, publicamente, que alguém cometa um crime e prevê pena de detenção de 3 a 6 meses e multa. Para que o crime seja caracterizado é necessário que o incentivo seja feito de forma pública e direcionado a pessoas indeterminadas - exatamente como esses youtubers fazem. Windows 10 LTSC: pirataria também em sites e lojas online Para piorar, algumas lojas online "vendem" a edição LTSC (inclusive fornecendo nota fiscal) garantindo que ela é "original" - algo simplesmente fantasioso! Elas aproveitam a falta de conhecimento do internauta, que "compra" essa versão sem saber que seu Windows continuará pirata mesmo se ele for ativado - afinal Windows ativado não é Windows legalizado. Embora a edição LTSC possa ser baixada diretamente no site da Microsoft, essa versão só pode ser testada por 90 dias. A partir daí ela é considerada pirata. Entenda que quem ativa o Windows de maneira ilegal utilizando cracks, ativadores ou chaves de ativação ilegais normalmente não sabe que o fato dele estar ativado não significa que ele é legalizado: quando houver uma fiscalização na empresa, todo software que não tiver nota fiscal e chave de ativação legítima (fornecida pela Microsoft ou revenda autorizada) é automaticamente considerado pirata. Como a edição LTSB/LTSC não não pode ser comprada por pessoas ou empresas (apenas empresas com contrato de Software Assurance têm acesso ao Windows 10 LTSC, conforme eu citei acima. Quem alega usar uma versão LTSB/LTSC "original" foi enganado, pois TODAS as chaves de ativação do Windows 10 LTSB/LTSC que são "vendidas" na internet FORAM OBTIDAS ILEGALMENTE: elas foram roubadas de empresas ou são chaves de ativação que não podem ser vendidas por serem de parceiros, MSDN, são chaves previamente utilizadas em alguma empresa, etc. Isso inclui principalmente o conhecido golpe da "licença original", "licença vitalícia", "licença key chave original" e outros termos inventados pelos bandidos "vendedores" do Mercado Livre que praticam há anos com todas as versões do Windows, Office e outros programas. Essas licenças são totalmente ilegais - e fornecer uma nota fiscal dela não muda isso em nada, pois é o mesmo que comprar um carro roubado e achar que ele é "legítimo" pois o criminoso forneceu uma nota fiscal de venda do carro roubado(!) Esses "vendedores" inventam desculpas absurdas como "nós compramos licenças em lote e por isso ela é barata" ou "essas licenças são adquiridas nos EUA pois lá são mais baratas" enganando muitos internautas e empresas, que compram essas chaves de ativação sem saber que estão jogando dinheiro no lixo com licenças que não valem nada e o software ativado ilegalmente continua sendo considerado pirata. E quando essas chaves de ativação roubadas e revendidas por esses "vendedores" entram em um banco de dados de chaves de ativações ilegais da Microsoft, uma atualização baixada pelo Windows Update desativa o Windows, como já aconteceu desde o Windows XP. Nesse caso o usuário precisa ativá-lo com uma chave de ativação legítima, mas ao contatar o "vendedor" do Mercado Livre, ele percebe que este desapareceu... Windows 10 LTSC: desktop, consumo de memória RAM e conclusão Windows 10 LTSC no desktop Além da total ilegalidade no uso do Windows 10 LTSC no desktop, o usuário dessa edição não aproveita as novidades e melhorias existentes nas demais edições do Windows 10. Algumas novidades disponíveis no Windows 10 que não existem nas versões LTSB/LTSC e que não podem ser instaladas via site Catalog da Microsoft: Windows Sandbox Criação de uma área de trabalho virtual temporária e isolada que possibilita a execução de aplicativos sem afetar o sistema operacional, sendo ideal para executar programas desconhecidos. Saiba como usá-lo. Cortana separada do Search No Windows 10 1903 a Cortana é um processo independente do Windows Search (eu detalho isso aqui). Uma das maiores reclamações dos usuários do Windows 10 é que a Cortana é a própria pesquisa (search) do Windows, existindo em todas as edições para desktop do Windows 10 - inclusive LTSB/LTSC: Menu Iniciar rodando em processo próprio No Windows 10 1903 o Menu Iniciar é executado em um processo próprio, evitando que qualquer aplicativo bugado impeça o seu funcionamento: Solução de problemas recomendada Essa funcionalidade corrige automaticamente problemas críticos do Windows caso eles existam: Desinstalação automática de updates problemáticos O Windows 10 1903 tem uma nova funcionalidade que permite que o sistema operacional automaticamente desinstale alguma atualização que esteja causando algum problema na inicialização dele, sem que o usuário precise fazer isso manualmente. Ajuste automático do horário ativo para download e instalação de updates Essa novidade permite que o Windows detecte qual é o horário que o computador costuma ser utilizado, evitando que novas atualizações sejam baixadas e instaladas Power Throttling Essa novidade disponibiliza mais CPU para programas e jogos sendo executados em primeiro plano, pois ela aproveita a CPU destinada aos programas em segundo plano que não estão utilizando-a. Para piorar, se por exemplo a Microsoft implementar uma novidade nas próximas versões que faz com que o Windows 10 utilize menos CPU e memória RAM, quem estiver utilizando o Windows 10 LTSB/LTSC não receberá essas melhorias ou qualquer outra melhoria no Windows 10, pois elas não são relacionadas a bug ou segurança: elas são atualizações de recurso que não estão disponíveis para o Windows 10 LTSB/LTSC. Muitos acham que poderão instalar qualquer componente ou funcionalidade das edições Home ou Pro do Windows 10 na edição LTSB/LTSC utilizando o site catalog da Microsoft, mas isso é ficção. O site Catalog da Microsoft só tem atualizações que a Microsoft aprova para suas edições, e obviamente as funcionalidades existentes nas novas versões do Windows inexistem ali pois elas estão integradas ao sistema operacional - e a única maneira de obtê-las é instalando uma nova versão do Windows. A conclusão é que toda e qualquer melhoria que o Windows 10 tiver para deixá-lo mais rápido ou completo não será disponibilizado para quem usa a versão LTSB/LTSC. Alguns internautas vão além, alegando que o Windows 10 LTSC é uma versão "pura" do Windows sem as "tranqueiras" das Aplicações Modernas existentes nas demais edições e por isso ele é "melhor e mais rápido". Eles também erram feio nisso: neste artigo sobre Windows 10 LTSB x Pro x Home eu mostro que além do desempenho ser o mesmo, a edição LTSB tem 6 mil arquivos a mais do que a edição Home pois esses internautas esquecem que o Windows 10 LTSB na verdade chama-se Windows 10 Enterprise LTSB e vem recheado de "tranqueiras" corporativas que eles nunca usarão Para mim a definição perfeita de burrice é insistir por vontade própria praticar um crime (pirataria) para utilizar um Windows 10 desatualizado (LTSB/LTSC) que foi criado para ser utilizado em caixas eletrônicas! Consumo de memória RAM no Windows 10 LTSC Lamentavelmente muitos gamers e youtubers sugerem o uso da versão LTSC pois "ela consome menos CPU e memória RAM". Nada mais errado do que isso: o consumo é simplesmente O MESMO das demais versões, pois as funcionalidades removidas não afetam EM NADA consumo de CPU e a diferença de uso de memória RAM é imperceptível. Na prática, quem utiliza o Windows 10 Pro, Home ou LTSC tem o mesmo consumo de CPU e memória RAM: abaixo você tem uma imagem mostrando o Windows 10 Pro à esquerda e o Windows 10 LTSB à direita, ambos instalados “do zero” e com todas as atualizações disponíveis - e você nota que o consumo de ambos é obviamente o mesmo. Outro detalhe importante é que, ao contrário do que muitos acreditam, “economizar memória RAM” não significa que o seu computador vai rodar mais rápido, pois o que importa mesmo é o uso INTELIGENTE da memória RAM – e jamais ECONOMIZAR memória RAM a todo custo achando que quanto menos memória RAM usar, melhor. Eu abordo isso em detalhes nesse artigo. Outro erro comum é achar que o Windows 10 LTSB/LTSC não vem com a Cortana. A imagem abaixo mostra isso, pois Cortana é o Windows Search, conforme eu detalho aqui. CONCLUSÃO Você já percebeu que o Windows 10 Enterprise LTSC NÃO É focada para o usuário comum e NÃO DEVE ser utilizado pelo usuário comum – principalmente por gamers que acham que estão “com a melhor versão do Windows” quando eles estão justamente com a PIOR versão para jogos. Um detalhe final é que a falta de bom senso no uso do Windows 10 LTSC/LTSB é tanta que a própria Microsoft publicou um artigo para as pessoas não instalarem essa edição no Surface, que é um dispositivo híbrido notebook/tablet, pois essa versão remove o suporte a caneta aplicações para telas sensíveis ao toque, comprometendo o uso dele. E aí? Você REALMENTE acha inteligente usar o Windows 10 LTSC no seu computador? Nem eu Que mais? Leia também meu artigo sobre LTSB x Pro x Home aonde eu comparo o desempenho dessas três edições.
  2. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Neste artigo eu abordo Privacidade no Windows 10 A FUNDO, que é um tema complementar ao artigo Telemetria no Windows 10 A FUNDO. Se você ainda não leu esse artigo sobre telemetria, eu sugiro você lê-lo pois ali estão informações importantes sobre a obtenção de dados do Windows e seus componentes pela Microsoft. Infelizmente muitos jornalistas despreparados e youtubers postam abobrinhas inacreditáveis sobre privacidade no Windows, expondo a sua total ignorância sobre esse assunto. Esse artigo explica em detalhes sobre privacidade no Windows 10 para acabar com a paranoia disseminada pela falta de conhecimento desses jornalistas e youtubers. Coleta de informações O Windows 10 coleta mais informações sobre o sistema operacional do que qualquer outra versão anterior do Windows, pois o Windows 10 tem aplicações que dependem de "ajustes" que variam de acordo com o uso do internauta - e o resultado é um sistema operacional mais completo e eficiente para todos. Como eu comentei no artigo sobre Telemetria, o Windows 10 têm várias funcionalidades que dependem da internet para funcionarem corretamente, e por causa disso existe bastante tráfego de dados entre o Windows 10 e os servidores da Microsoft. Esse tráfego inclui informações da Cortana, do Bing, do Live Tiles, do OneDrive, do Skype, da Windows Store, de várias apps (Dinheiro, Notícia, Clima..) e até mesmo da tela de login (que mostra uma imagem diferente por dia) - e obviamente essas informações trafegam através de dezenas de domínios da Microsoft. Além disso, essa troca de informação com os servidores da Microsoft permite a sincronização de dados entre periféricos que usam a conta da Microsoft (@outlook.com ou @hotmail.com) independentemente se o usuário está usando um notebook com Windows, um tablet ou um smartphone com Android ou iOS. Notícia falsa (FAKE NEWS) da República Tcheca Por incrível que pareça, toda essa paranoia absurda sobre a privacidade no Windows 10 começou em 2015 quando o blog AENews da República Tcheca, que é um blog focado em política que defende a “resistência contra a nova Europa"(!) e que não tem nenhum foco em tecnologia ou segurança de dados, além de manter uma campanha fixa para arrecadar dinheiro para se manter no ar, publicou como o Windows 10 “roubava dados”. Essa óbvia notícia falsa (FAKE NEWS) postada por um blog desconhecido alegava que o Windows 10 envia a cada 5 minutos para a Microsoft tudo que você digita, a webcam envia arquivos para a Microsoft assim que ela é ligada, todos os nomes de filmes do PC são enviados para a Microsoft, tudo que você fala no microfone também é enviado para a Microsoft, entre outros absurdos monumentais. Obviamente ninguém perdeu tempo analisando essas asneiras, e milhares de sites do mundo todo publicaram essa “descoberta”. Em pouco tempo, lamentavelmente, todos acreditavam que o Windows 10 “rouba dados” do usuário, seguindo à risca a conhecida frase de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista que alegava que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade“ - e foi exatamente isso que aconteceu. Aqui no Brasil obviamente não foi diferente: artigos e vídeos postados por jornalistas despreparados e youtubers repetiam à exaustão a “descoberta” do site tcheco sem sequer analisar se isso era verdade ou não - e o resultado é essa aberração que vemos por aí na internet. Engenheiro de segurança do Google Cinco dias depois que a notícia do blog tcheco foi publicada, ela chamou a atenção de David Tomaschik, que desde 2013 trabalha como engenheiro de segurança do Google realizando testes de invasão nos serviços internos, além de realizar treinamentos de segurança para os desenvolvedores da empresa. Em um detalhado artigo postado no blog dele (blog esse que é focado em segurança digital, pesquisa e hacking), ele disse ter ficado surpreso e preocupado com isso, e decidiu fazer os mesmos testes. David instalou o Windows 10 numa VM (máquina virtual) no VirtualBox cuja conexão com a internet vinha através de outra VM com Debian que tinha um aplicativo de análise de tráfego de dados. O Windows 10 instalado foi o build do Insider Preview com todas as configurações default – incluindo as configurações de telemetria: E o que ele descobriu? Enquanto o artigo tcheco afirmava que “tudo que era digitado era enviado para a Microsoft”, na verdade cada letra digitada no Edge ou na Pesquisa do Windows era enviada à Microsoft para que o navegador pudesse sugerir palavras e termos, do mesmo modo que o Google faz: Além disso, o envio também incluía metadados relacionados ao ambiente usado, ou seja, o tipo de periférico usado, data, idioma e outras informações que permitem que a Microsoft otimize a resposta do Edge baseado no cenário aonde a pesquisa está sendo realizada. Enquanto o artigo tcheco afirmava que “todos os nomes de filmes do PC são enviados para a Microsoft”, David fez uma busca por filmes no PC utilizado como "cobaia" e não encontrou absolutamente nenhum indício de envio de qualquer lista de arquivos multimídia para os servidores da Microsoft. Enquanto o artigo tcheco afirmava que “assim que a webcam é ligada, um arquivo de 35MB é gerado e enviado para a Microsoft”, o engenheiro de segurança do Google conectou uma webcam no Windows 10 e notou que nenhum arquivo é criado. O único tráfego relacionado a isso foi o download de um arquivo de 800k que continha o driver de instalação da webcam, sendo que nenhum arquivo foi enviado para a Microsoft. Aliás, uma curiosidade sobre esse isso: a criação de um arquivo de 35 MB tecnicamente té faria sentido, pois 35 MB é exatamente a transferência máxima de um periférico USB 2.0 durante exatamente um segundo - e sabendo qual é a taxa máxima de envio de dados da webcam, o Windows 10 poderia utilizar essa informação para otimizar a banda para streaming no Skype, mas nada disso acontece. Enquanto o artigo tcheco afirmava que “tudo falado no microfone era enviado para a Microsoft”, obviamente o engenheiro do Google também não encontrou absolutamente nada disso. Por fim, enquanto o artigo tcheco afirmava que “um grande volume de dados é transferido quando o computador está sem uso”, a conclusão foi a mesma: não houve nenhum “grande volume de dados”: apenas dados da telemetria, Windows Update e informações do tempo. A conclusão básica é a mesma das demais FAKE NEWS existentes na internet: nada que foi publicado no artigo tcheco é verídico. O engenheiro de segurança do Google que fez esse teste inclusive publicou no seu artigo a frase do Carl Sagan “Alegações extraordinárias exigem provas extraordinárias” – sendo que nenhuma prova, extraordinária ou não, existe. Domínios utilizados pela Microsoft O artigo tcheco também publicou uma lista “assombrosa” de mais de 100 domínios que são acessados pelo Windows 10, aonde o desconhecido autor comprova que não entende nada sobre o funcionamento desse sistema operacional - e muito menos sobre os domínios listados. Alguns exemplos: msn.com é a rede de conteúdo da Microsoft, necessária para atualizar os Live Tiles e as notícias que aparecem no Edge telemetry.microsoft.com é o principal domínio de telemetria da Microsoft vortex.data.microsoft.com utilizado pelo aplicativo OneDrive do Windows 10 oca.telemetry.microsoft.com é o domínio utilizado para o envio dos dumps de memória quando há algum problema no Windows. OCA significa Online Crash Analysis (Análise Online de Travamento) update.microsoft.com.akadns.net é um dos domínios da CDN da Akamai de onde os arquivos do Windows Update que são baixados, pois eles não são baixados direto dos servidores da Microsoft por causa do tráfego absurdo exigido para atualizar meio bilhão de computadores feedback.windows.com domínio relacionado às sugestões dos usuários para melhorar o Windows msecnd.net um dos domínios utilizados pela CDN do Azure para baixar imagens de temas e tela de bloqueio do Windows 10 watson.microsoft.com domínio utilizado no envio de dados de telemetria relacionados a travamentos no sistema operacional trustedsource.org site de análise de reputação de e-mail (pertencente à McAfee) que é automaticamente acessado quando há algum tráfego de e-mails, seja via Outlook ou a app Mail etc etc etc O amadorismo do autor nesse assunto é tão evidente que ele mistura ali domínios da GoDaddy, Verizon e Appnexus pois esses domínios estão relacionados a algum banner ou propaganda que apareceu nos testes dele, sendo que não tem nada a ver com o Windows ou a Microsoft em si. Tudo que esse artigo alega é patético, e a conclusão disso tudo é que obviamente as afirmações de “roubo de dados” que o site tcheco alega são completamente falsas. Se os internautas tivessem o bom senso de navegar nesse blog e analisar o conteúdo e as imagens dele, todos saberiam que ele jamais deveria ser levado a sério: Análise do site Ars Technica Até mesmo o conhecido e respeitado site Ars Technica fez um teste similar, e o que ele encontrou foi o que se espera do Windows 10: 1. As palavras digitadas no Bing são enviadas para um servidor da Microsoft - algo que o Google também faz, afinal são sites de busca e precisam pesquisar as informações em algum lugar. 2. Ao se conectar via rede o Windows acessa dois arquivos NCSI.txt de duas URLs distintas (www.msftncsi.com/ncsi.txt e ipv6.msftncsi.com/ncsi.txt), que servem para saber se o Windows está acessando a internet ou não. Detalhe: NCSI significa Network Connection Status Indicator ou Indicador de Status de Conexão de Rede. 3. Windows 10 recebe informações do site MSN, que é necessário para os Live Tiles e para as notícias que aparecem no Edge 4. De tempos em tempos o Windows 10 envia dados para um servidor em ssw.live.com, que é o servidor utilizado para login no OneDrive e outros serviços Microsoft 5. Ao desabilitar a telemetria, o Windows 10 continua enviando dados de telemetria para os servidores da Microsoft - algo que não é nenhuma novidade e está detalhado no meu artigo sobre Telemetria no Windows 10. Se você precisa desabilitar a telemetria completamente, é necessário o uso do Windows 10 Enterprise ou outra edição que permita isso - conforme eu comento no artigo. Um detalhe final sobre essa análise é que eles utilizaram o Windows 10 Technical Preview, que foi uma versão de testes disponibilizada muito antes da versão final do Windows 10 e que tinha por default habilitado todo tipo de telemetria e obtenção de dados para que a Microsoft analisasse o funcionamento do Windows. Obviamente isso tudo foi removido na versão final do Windows 10, mas mesmo essa versão Technical Preview, que obtinha mais dados que a versão final do Windows 10, foi testada pelo site Ars Technica e nada citado no artigo do blog tcheco foi encontrado. Como você pode ver, infelizmente a imensa maioria dos jornalistas e youtubers que escrevem sobre Windows 10 são completamente despreparados sobre esse assunto - e o resultado são milhões de internautas acreditando em uma mentira que se tornou verdade. Lamentável. Privacidade no Windows 10 A FUNDO Bem, finalizada essa primeira parte sobre a mentira da privacidade do Windows 10 que se tornou “verdade”, vamos ao que REALMENTE interessa: Privacidade no Windows 10 A FUNDO (e VERDADEIRA). Infelizmente a maioria dos usuários pensa que qualquer informação que o Windows envia para a Microsoft é algo preocupante – algo totalmente inverídico. O Windows envia dois tipos de informações aos servidores da Microsoft. Ele envia informações relacionadas à telemetria, que você sabe que ajuda a manter o Windows atualizado, seguro, e rápido, além de ajudar a corrigir bugs, e também envia informações que não tem nenhuma relação com a telemetria: os dados funcionais. Os dados funcionais são informações relacionadas ao Windows, seus componentes e apps. Exemplos de dados funcionais: - sua localização para ajudar no app Clima ou das notícias da sua região ou país - pesquisas do Bing ou da Cortana para eles encontrarem o que você procura - configurações do desktop e das contas sincronizadas em diferentes dispositivos, pois essas informações precisam ser enviadas e recebidas por esses dispositivos através dos servidores da Microsoft Você se lembra do exemplo do aplicativo de Temas para Windows do BABOO no artigo sobre Telemetria no Windows 10? Imagine que ao invés da opção “Escolher tema aleatoriamente” eu tivesse colocado “Aplicar tema da sua região”, aonde a imagem de fundo do tema seria uma paisagem da sua cidade ou país: Como o meu programa saberia aonde você está para aplicar a imagem correta? Simples: ele precisa apenas enviar o endereço IP do seu computador para um servidor do BABOO que analisa esse IP, descobre qual cidade ele pertence, depois ele seleciona a imagem correspondente à cidade, e por fim ele envia essa imagem para o meu aplicativo. Como você pode perceber, nenhuma informação pessoal do usuário (nome, e-mail..) é necessária além do IP do computador dele, pois as informações pessoais dele são totalmente desnecessárias. E o que acontece se alguém monitorar o tráfego de rede do meu aplicativo? Essa pessoa vai saber que obviamente existe envio de dados entre o meu aplicativo e um servidor externo na internet. Se essa pessoa tem o conhecimento mínimo de como um programa obtém informações necessárias para ele funcionar corretamente, ela saberá que esse tráfego é normal e até esperado que isso aconteça. E o que aconteceria se essa pessoa não entende como funciona a interação de um programa com a internet e como ele se beneficia disso? Ela certamente vai ter um chilique paranoico dizendo que o meu programa está “roubando dados e enviando para o servidor do BABOO”. E o resultado dessa conclusão baseado na ignorância é que depois de alguns dias milhares de internautas que leram e compartilharam essa informação incorreta transformaram essa mentira em uma “verdade", causando um grande prejuízo à minha imagem. Isso é o que acontece quando jornalistas despreparados escrevem sobre privacidade no Windows 10 sem conhecer o funcionamento correto disso. Mesmo que o Windows 10 tenha claramente a opção Privacidade no menu de Configurações, aonde estão detalhadas dezenas de opções de privacidade de cada componente do Windows que o usuário pode desabilitar se quiser, jornalistas, “especialistas” e youtubers continuam alegando que o Windows 10 “rouba dados” quando somente a ignorância deles justifica isso: Nas próximas páginas eu vou abordar as duas principais funcionalidades do Windows 10 que esses “profissionais” adoram relacionar com “roubo de dados: Cortana e a Câmera do Windows, além da NSA, que é algo que todos adoram relacionar quando o assunto é privacidade. Cortana e sua privacidade Poucos sabem, mas Cortana não é um aplicativo à parte que possa ser desinstalado no Windows 10: a Cortana é o próprio Windows Search, a pesquisa do Windows 10 – tanto que se você procurar qual é o executável da Cortana, não é Cortana.exe, mas sim SearchUI.exe. Ao desabilitar a Cortana, na prática você não estará desinstalando-a ou removendo-a pois ela não é um aplicativo externo: ela é apenas uma interface entre você e o mecanismo de pesquisa do Windows. A Microsoft informou a partir da versão do Windows 10 de Abril de 2019 a Cortana será separada do Windows Search. A Microsoft deu nome de Cortana para a sua interface da mesma maneira que a Apple nomeou a sua busca como Siri, o Google usa Assistente do Google, a Amazon usa Alexa, a Samsung usa Bixby, etc. O que todos esses nomes têm em comum? Todos eles ajudam você a encontrar respostas e realizar tarefas - que nada mais é do que uma ação gerada pelo resultado de um problema ou necessidade. E o que acontece se você desabilitar a Cortana, o Assistente do Google ou a Siri? A pesquisa continua funcionando normalmente, mas não essa interface. O problema dos internautas sobre a compreensão do funcionamento da Cortana é que além dela ser o nome da interface da pesquisa do Windows, ela também é o nome que reúne todas as funcionalidades de pesquisa no Windows 10 – e isso causa bastante confusão. Se você desabilitar a Cortana via registro ou política de grupo, as funcionalidades online da Cortana deixam de funcionar, MAS a pesquisa local (que também tem o nome Cortana) continua funcionando normalmente. É por isso que quando as pessoas desabilitam o Cortana, na prática ela continua funcionando para pesquisas locais. Se você fechar o processo SearchUI.exe, daí sim você elimina totalmente a Cortana, mas você também elimina totalmente a pesquisa do Windows. Um detalhe curioso é que a Cortana está em todas as edições do Windows 10 - inclusive na LTSB/LTSC: Se você tiver um microfone, você pode pedir para a Cortana fazer buscas na internet, procurar arquivos no seu computador, enviar mensagem de texto, tocar música, agendar compromissos, abrir aplicativos, obter a previsão do tempo, configurar alarme, entre muitas outras coisas. Obviamente para obter esse nível de integração, antes de mais nada a Cortana precisa compreender o que você está falando. Pense bem: a Cortana precisa entender o que a pessoa fala independentemente se essa pessoa fala sem sotaque, ou se essa pessoa tem sotaque nordestino, sulista ou mineiro, se a pessoa é um estrangeiro que moram no Brasil e que fala o nosso idioma com todo tipo de sotaque possível, se essa pessoa tem algum problema de dicção, etc. E isso não acontece por mágica: a Cortana precisa acostumar a ouvir a sua voz (incluindo seu sotaque e timbre de voz) para que ela compreenda corretamente o que você está falando. E como ela compreende as palavras da sua fala? Para isso ela criar arquivos de cache, pois embora as pessoas falem com sotaque, o texto escrito do que elas estão falando é absolutamente o mesmo - e com isso ela consegue relacionar as palavras com o áudio. Para fazer isso, a Cortana consulta os servidores de Machine Learning no Azure permitindo que ela saiba exatamente o que você está falando. Isso na teoria, pois na prática não é fácil compreender tudo que as pessoas falam com todo tipo de sotaque, timbre, frequência, volume, velocidade e particularidades vocais de cada um. É por isso que quanto mais você utiliza a Cortana, mais eficiente ela se torna. A grosso modo, a Cortana faz com a sua voz o que os aplicativos Shazam ou o SoundHound fazem com as músicas, ou seja, ao ouvir um ruído (seja uma voz falando uma frase ou uma sequência de notas musicais), é possível identificar e “traduzir” esse ruído, possibilitando realizar a tarefa correspondente – seja respondendo a previsão do tempo na Cortana ou informando qual é o nome da música e o cantor no caso do Shazam. Como a tecnologia envolvida nisso é muito similar, não é à toa que a Cortana também identifica qual uma música está tocando. Além disso, se a Cortana entende o que você fala, então nada impede que ela traduza o que você falou para outro idioma – algo que ela também faz em 50 idiomas. Como eu citei antes, a Cortana também interage com seu calendário, seus contatos, suas ligações (afinal você pode pedir para ela telefonar para alguém), e com as suas mensagens de e-mail - mas ela também pode acessar (atenção paranoicos ) todos seus documentos, fotos e arquivos! E porquê a Cortana faz isso? Pois ela é uma ferramenta muito mais poderosa do que você imagina: você pode pedir para a Cortana mostrar as imagens salvas na semana passada, mostrar os documentos do Word editados ontem, as planilhas do Excel editadas no mês passado, etc. Na prática ela faz tudo que a Pesquisa do Windows permite fazer, mas de uma maneira mais simplificada, então é evidente que aparentemente a Cortana precisa acessar essas informações para que ela funcione corretamente e faça o que você pediu. E porque “aparentemente”? Pois como eu informei anteriormente, a Cortana é apenas a interface da pesquisa do Windows - e quem está REALMENTE acessando essas informações é a Pesquisa do Windows (aquela mesma que você usa via teclado), que repassa as informações para a Cortana falar ou mostrar os resultados em uma janela. Infelizmente jornalistas e youtubers não sabem isso e postam artigos dizendo que a Cortana “funciona como uma espiã”, e que “seus dados estão sendo transferidos para a Microsoft”, algo que é obviamente apenas fruto da ignorância deles. Windows Hello e sua privacidade O Windows 10 tem uma novidade interessante em reconhecimento facial: o Windows Hello. Ele permite que você simplesmente apareça em frente à câmera para desbloquear o seu Windows, fazer login em redes ou executar algum aplicativo sem precisar clicar em nada. O Windows Hello é bastante sofisticado e só funciona com webcams compatíveis com essa tecnologia, pois para uma câmera funcionar com Windows Hello ela precisa ter três câmeras: além da câmera comum, ela precisa ter uma câmera infravermelha e uma câmera laser (3D), pois ele utiliza essas duas câmeras adicionais para evitar que ele seja enganado por uma foto: Isso permite que o Windows Hello diferencie dois irmãos gêmeos absolutamente iguais (para nossos olhos, mas não para o Windows Hello), e te reconheça mesmo que você esteja utilizando óculos escuros (pois isso é irrelevante para a lente infravermelha) ou se você estiver em um ambiente totalmente escuro – inclusive se você estiver usando óculos escuro em um ambiente totalmente escuro! Um detalhe interessante que tem alimentado a paranoia dos jornalistas despreparados e youtubers é que se você desativar a câmera no Windows, ela continuará funcionando se Windows Hello estiver ativado. Isso é necessário pois se você desabilitar a câmera e depender do Windows Hello para fazer login no Windows, você jamais poderia fazer login. Um importante detalhe que esses jornalistas despreparados e youtubers gostam de ignorar é que o Windows Hello vem desabilitado por default mesmo se o seu computador tiver uma webcam compatível com ele. Você precisa configurar manualmente o Windows Hello para que ele seja habilitado, justamente para evitar qualquer problema. Além disso, quando o Windows Hello está habilitado, ele é ativado somente quando duas situações específicas ocorrem simultaneamente: quando há algum movimento na frente da câmera e também quando há um rosto humano olhando para a câmera. Windows Hello não funciona: Se a câmera estiver no seu bolso (num smartphone com Windows 10) Quando você está filmando ou fotografando normalmente (incluindo tirando selfies) Se o rosto estiver longe da câmera Se o rosto aparecer rapidamente próximo da câmera. Windows Hello funciona apenas e somente se houver movimento na frente da câmera e também um rosto humano olhando para a câmera por cerca de 2 segundos, ou seja, na prática o usuário não precisa se preocupar com o fato dele estar habilitado. Quando algum jornalista ou youtubers alega que o Windows 10 “usa a sua câmera mesmo quando ela estiver desligada”, essa pessoa está ofendendo o bom senso e a inteligência de quem conhece o básico do funcionamento do Windows Hello. Se alguém ainda alega que o Windows 10 liga a câmera sozinho sem você saber para “coletar dados e mandar tudo para a Microsoft”, peça gentilmente para essa pessoa parar de falar asneiras e ler este artigo para aprender o que REALMENTE acontece. A conclusão desse longo artigo é que os jornalistas, “especialistas” e youtubers não conhecem o funcionamento do Windows Hello nem a Privacidade do Windows 10, e misturam essa falta de conhecimento com outras informações incorretas sobre telemetria resultando em artigos e vídeos pavorosamente errados sobre Privacidade no Windows 10 e mentiras que se transformaram em “verdades”. Windows Hello é infalível? O reconhecimento facial do iPhone X é facilmente enganado por irmãos gêmeos ou utilizando o molde de uma cabeça em 3D, enquanto o reconhecimento facial do Samsung S8 pode ser burlado com uma simples foto do usuário e até mesmo a opção mais segura de reconhecimento de íris foi facilmente burlada. E o Windows Hello? Em 2017 pesquisadores da empresa de segurança alemã SYSS burlaram o Windows Hello das primeiras versões do Windows 10 utilizando uma foto do usuário com uma câmera infravermelha, mas essa técnica não funciona nas versões do Windows 10 lançadas a partir de março de 2017 (build 1703 em diante) que tenham a opção anti-spoofing do Windows hello habilitada: Bem, como estamos falando de privacidade, eu preciso finalizar esse artigo sobre um assunto que todos adoram relacionar com isso: NSA. NSA e a sua privacidade Os paranoicos de plantão ADORAM citar a NSA quando o assunto é telemetria e privacidade no Windows 10, sendo importante dar um "banho de realidade" sobre isso. O governo americano (seja através da NSA, que é a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos ou qualquer outro órgão governamental do país) tem plenos poderes para obter legalmente informações de qualquer empresa americana (Microsoft, Apple, Alphabet/Google, RedHat, Facebook, Yahoo, Amazon, PayPal, Intel, Cisco, Dell, HP, Oracle, IBM...) ou qualquer empresa estrangeira atuando nos Estados Unidos (Samsung, Sony, Toshiba, Acer, etc). Essas empresas recebem o pedido judicial do governo americano e são obrigadas a cumprir, gostando disso ou não, e algumas delas inclusive têm páginas detalhando informações legais, a quantidade de pedidos e inclusive o governo de quais países solicitaram essas informações – inclusive obviamente o Brasil. Esta página do Google e esta página da Microsoft listam isso. A Microsoft inclusive processou o governo americano assim que um juiz de Nova York exigiu que a empresa entregasse o conteúdo de e-mails de alguns usuários, sendo que essas informações estavam armazenadas no datacenter da Microsoft em Dublin, na Irlanda, ou seja, FORA dos Estados Unidos. A Microsoft alegou que o juiz não tinha jurisdição para isso, e em 2016 ela venceu o caso na Corte de Apelação dos Estados Unidos, mostrando que ela realmente se preocupa com a privacidade dos dados dos usuários. Além disso, sejamos realistas: por mais sombrio que isso seja, a NSA não tem nenhum interesse nos seus dados, nos meus, ou nos dados de qualquer pessoa que não seja relevante para a sociedade, política, economia ou segurança dos EUA. A espionagem de alto nível de qualquer órgão governamental visa obter informações relevantes que possam beneficiar de alguma maneira os EUA. No caso da NSA, tenha certeza ABSOLUTA que, dentre informações que eles consideram relevantes, não está absolutamente NADA que exista no seu computador: suas fotos, documentos, planilhas, apresentações, arquivos, a lista de filmes ou programas pirateados que você baixou via torrent, se o seu Windows é pirata ou não, os sites que você acessa, seus dados de telemetria ou qualquer outra informação similar. Embora o NSA tenha interesse em monitorar principalmente smartphones (que nos últimos anos tem se tornado o principal dispositivo para criminosos transmitirem informações via Telegram, WhatsApp, Messenger e aplicativos seimilares), tenha certeza que isso não inclui as fotos que você tirou nas suas férias, seus contatos do WhatsApp, suas conversas, ou qualquer arquivo ou informação que já esteve ou ainda esteja no seu computador ou smartphone. Se a NSA quiser monitorar você, tenha certeza absoluta que a maneira que ela fará isso independe do sistema operacional que você está usando, de qualquer "alteração no Registro do Windows" que você tenha lido por aí que "aumenta a segurança" do seu computador, do seu antivírus ou de qualquer outra solução de segurança que você esteja utilizando. Firmware malicioso Exemplo real: em 2015 os pesquisadores da Kaspersky descobriram uma maneira inacreditável que um grupo desconhecido (que eles desconfiam que era a NSA) utilizava para monitorar os dados de algumas pessoas: um aplicativo que, sem ser detectado, altera o firmware do disco rígido do computador. Esse “firmware malicioso” é tão complexo que ele funciona em qualquer modelo de disco rígido dos principais fabricantes de discos rígidos do mercado, aonde ele utiliza comandos ATA que não estão documentados e que variam de acordo com o fabricante do HDD. Isso permite que ele crie uma área escondida no disco rígido aonde arquivos do usuário são copiados sem que ele perceba - e por ser uma função de baixo nível, e simplesmente nenhum antivírus ou solução de segurança detecta isso. E não acaba por aí: esse “firmware malicioso” funciona independentemente do sistema operacional utilizado, e e ele continua ativo mesmo depois do usuário formata o disco rígido. Além disso, ele pode continuar funcionando mesmo se você instalar um firmware original do fabricante sobre ele, pois muitas atualizações de firmware não substituem todo o firmware anterior, alterando apenas algumas partes do firmware instalado ali. E aí? Você ainda se acha esperto em ficar preocupado com a possibilidade da NSA “bisbilhotar” seu computador com Windows 10 que tem informações valiosíssimas para garantir a soberania dos Estados Unidos nos próximos anos? Ou você quer evitar isso de qualquer maneira alterando alguma “chave no Registro” milagrosa que impeça isso, ou instalando algum “aplicativo prodigioso” que deixe você garantidamente invisível na internet? Conclusão: a NSA está se lixando para pessoas como nós, então relaxe e não perca tempo se preocupando com ela e muito menos com a privacidade do Windows 10
  3. ✅ O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Desde o lançamento do Windows 10, muitos sites têm aterrorizado os internautas informando como esse sistema operacional “rouba dados do usuário”, tem “keylogger” embutido, monitora tudo que você faz, manda todos seus dados para os servidores da Microsoft, “torna a sua vida um álbum exposto” e "acompanha seus passos e recebe seus dados privados", entre outras bobagens monumentais. Como eu comentei em outro artigo sobre o cuidado que você internauta precisa ter ao ler artigos e análises de antivírus, aqui acontece o mesmo: jornalistas e youtubers completamente despreparados publicam besteiras inacreditáveis e informações totalmente incorretas sobre telemetria e privacidade no Windows 10. É lamentável que conhecidos veículos de mídia utilizem jornalistas despreparados e obviamente incapazes de abordar assuntos que eles desconhecem, que apenas traduzem e publicam informações lidas em outros sites (informações essas que muitas vezes também estão erradas) sobre telemetria no Windows 10. O resultado é o pior possível: a ignorância desses jornalistas despreparados e youtubers faz com que internautas que estão em busca de informações confiáveis e com credibilidade acreditem em besteiras, fake news e fake dicas publicadas por eles, aumentando ainda mais a ignorância geral sobre o tema abordado. Nesse artigo eu abordo Telemetria no Windows 10 A FUNDO para que você entenda o que é telemetria, como ela funciona DE VERDADE, o que ela faz e o que ela não faz, e alguns exemplos do uso dela no Windows 10. Aliás, eu também escrevi um artigo detalhado sobre Privacidade no Windows 10 A FUNDO, que é um assunto que jornalistas e youtubers confundem com telemetria, resultando na publicação de mais asneiras e informações absurdas. Pior, impossível.. Afinal, o que é telemetria? Antes de mais nada, o que é telemetria no Windows? De uma maneira bem resumida, TELEMETRIA é a análise e monitoramento de um determinado software com o envio de dados anônimos para o desenvolvedor desse software saber se ele está com algum problema. Isso é necessário pois se algum problema for detectado, o desenvolvedor poder corrigi-lo e lançar uma versão com esse problema corrigido sem a necessidade de ser avisado pelos usuários. Além disso, a telemetria permite que o desenvolvedor saiba como o usuário interage com o software para poder melhorá-lo. Exemplo prático da telemetria: vamos supor que eu, Baboo, crie um programa gratuito de temas para Windows que permite deixar o visual do Windows 10 com cara de Windows 8, 7, 2000, XP e até Windows 3.1: Se eu souber que quase todos escolhem a opção de deixar o Windows 10 com cara de Windows XP e praticamente NINGUÉM usa a opção do Windows 3.1, então obviamente eu vou concentrar os meus esforços em melhorar o tema Windows XP, e nem vou perder tempo e dinheiro com o tema Windows 3.1, e até eventualmente remover essa opção do programa. E quem vai me informar qual é o tema mais usado e menos usado? A telemetria do meu programa. A telemetria não vai informar nenhum dado pessoal do usuário (como seu nome ou e-mail, por exemplo), pois isso é irrelevante para eu poder melhorar o meu programa: o que eu preciso REALMENTE saber é qual o tema mais usado e o menos usado. O resto não me interessa pois não influenciará nada a qualidade ou a usabilidade do meu programa. Como a telemetria do meu programa é completa, imagine que ela me informe que usuários que baixam o meu programa e tentam instalá-lo no Windows 10 em espanhol recebem uma mensagem de erro, enquanto quem está usando o Windows 10 em qualquer outro idioma não recebe essa mensagem de erro. Com isso, eu testo o meu programa no Windows 10 em espanhol, vejo que realmente há um problema, corrijo esse problema e disponibilizo a versão 1.01 do meu programa com esse erro corrigido. Quem foi a responsável por eu melhorar o meu produto? A telemetria. Com ela eu não precisei contatar NENHUM usuário do Windows 10 em espanhol para saber que o meu programa apresentava uma mensagem de erro quando era instalado. É por isso que a telemetria é tão importante: ela permite que eu mantenha o meu software estável e eficiente, me alertando caso haja algum problema com ele. Telemetria: muito além do Windows A telemetria está embutida nos principais aplicativos e plataformas justamente para que eles sejam monitorados e melhorados, e basicamente todas as grandes empresas que têm produtos ou serviços online utilizam telemetria. Alguns exemplos de produtos e serviços que utilizam telemetria: Android, iOS, MacOS, todos navegadores, todos antivírus, todos programas da Adobe, produtos corporativos da Oracle, SAP, VMWare, IBM, basicamente TODOS os aplicativos de smartphone: WhatsApp, Facebook, Waze, Instagram, Snapchat, YouTube, Uber, Netflix, Twitter, Spotify, CandyCrush, entre outros. Empresas de hardware também utilizam telemetria: Dell, HP, NVIDIA, Samsung, e principalmente a Tesla, cujos carros podem basicamente dirigir sozinhos sem nenhuma interação do motorista. Um ótimo exemplo real do uso da telemetria na indústria automobilística é o caso do Bugatti Chiron. Um cliente do Golfo Pérsico estava dirigindo seu Chiron quando recebeu um telefonema da Bugatti informando que ele deveria verificar a pressão dos pneus antes da próxima viagem! Isso foi possível pois o sistema de telemetria do Chiron detectou que a pressão dos pneus estava abaixo do normal por muito tempo (indicando que o cliente não se preocupava com isso) e essa informação foi enviada para a sede da Bugatti, que contatou o cliente. A telemetria do Chiron analisa mais de 10 mil informações, permitindo inclusive a detecção de "eventos incomuns", quando por exemplo o carro está se movendo mas o velocímetro indica que ele está parado - situação essa que pode indicar que ele foi roubado e está sendo transportado em um caminhão. A Bugatti pode inclusive alterar remotamente as configurações do Chiron (algo que a Microsoft não pode fazer com o Windows) e também atualizar o software do Chiron sempre que for necessário. O que todas essas empresas que utilizam a telemetria têm em comum? Elas querem e precisam melhorar e corrigir seus produtos para eles ficarem mais confiáveis e eficientes - e por isso a telemetria é tão importante. Agora que você compreendeu o que é telemetria, vamos nos focar na telemetria do Windows 10. Telemetria no Windows 10 Ao contrário das versões anteriores, o Windows 10 é um sistema operacional que precisa estar conectado na internet para que todas as suas funcionalidades e ferramentas funcionem corretamente. Ele tem um kernel unificado (apelidado de “OneCore”) que pode ser utilizado em desktops, notebooks, tablets, smartphones, XBOX One e outros dispositivos. Na prática o Windows 10 se assemelha muito aos sistemas operacionais de smartphone ao funcionar muito melhor se ele estiver online. Pelo fato do Windows 10 ser muito mais complexo por funcionar no desktop, aonde existem milhões de configurações possíveis de fabricantes, hardware e periféricos, a telemetria do Windows é obviamente mais detalhada e complexa do que a telemetria de um software qualquer ou de outro sistema operacional. No Windows, a Telemetria analisa e monitora o sistema operacional, seus componentes, aplicações e drivers. A telemetria envia dados para os servidores da Microsoft e com essas informações a Microsoft consegue detectar problemas e gargalos, além de dar uma visão geral do uso do Windows. Quando um programa trava ou algum driver apresenta problema no Windows, por exemplo, as informações técnicas envolvidas nesse cenário são enviadas para a Microsoft analisa-las. Muitas das atualizações constantes do Windows 10 existem devido à telemetria recebida pelos milhões de usuários: de correção de drivers a problemas com o Menu Iniciar, tudo é analisado para que bugs sejam corrigidos sem que o usuário precise informá-los à Microsoft. Até mesmo o Windows Server tem telemetria, que é algo fundamental para detectar problemas em sistemas críticos. A telemetria não está restrita somente a correção de problemas: ela também mostrou que quase ninguém assistia DVD no Windows (e por isso essa funcionalidade foi removida do Windows 8), ela foi a principal responsável pela criação da opção de agrupar os botões da barra de tarefas no Windows 7, entre diversas outras melhorias implementadas nas últimas versões do Windows. Além disso, foi graças à telemetria do Windows Vista que a Microsoft detectou que 22% dos travamentos que aconteciam nesse sistema operacional era devido a problemas nos drivers da placa de vídeo da NVIDIA. Como funciona a telemetria? Embora a Microsoft não tenha interesse nos dados pessoais do usuário (nome, endereço, telefone, etc), ela precisa identificar qual é o computador que está enviando os dados da telemetria para que a análise dos problemas seja completa - e para isso ela utiliza o Hardware ID. Hardware ID e a telemetria O Hardware ID é um código único que o Windows cria em cada computador, sendo que não existem dois Hardware ID iguais, pois ele é criado utilizando informações únicas, como por exemplo o número de série da placa-mãe, da memória RAM, do chipset, da placa de rede, e de vários outros componentes instalados no computador. Desta maneira, dois modelos idênticos de computador, ou seja, que têm a mesma configuração de hardware, terão Hardware ID totalmente diferentes. Isso acontece pois o número de série de cada componente de hardware é único, e com isso o Hardware ID também será único. O Hardware ID permite que a Microsoft tenha uma telemetria completa, e para você compreender melhor, eu usarei o meu notebook Alienware 14 como exemplo. Eu vou mostrar de uma maneira bastante simplificada como a telemetria do Windows 10 funciona. Vamos supor que o Hardware ID criado pelo Windows 10 nesse meu notebook seja 123456. Com isso, toda vez que a telemetria do Windows 10 deste notebook enviar dados para os servidores da Microsoft, a Microsoft sabe que essa telemetria veio do computador que tem o Hardware ID 123456. Agora vamos imaginar que há algumas semanas o Edge começou a ficar lento e travar no meu notebook, e cada vez que isso aconteceu, obviamente a telemetria do Windows 10 pegou essa informação e enviou para a a Microsoft. Só que esse problema com o Edge não está acontecendo somente comigo: os servidores de telemetria da Microsoft detectaram que esse mesmo problema também está acontecendo com outros computadores no mundo todo, pois a telemetria do Windows 10 deles também detectou o mesmo problema que o meu. E como a quantidade de notebooks com problemas está aumentando diariamente, entra em ação o sistema de inteligência artificial que investiga automaticamente os dados da telemetria do Windows. Pouco tempo depois, ele identifica que todos computadores Alienware 14 igual a esse que tem a placa de vídeo GeForce GTX 780M e que estão rodando com a versão mais nova do driver da NVIDIA estão com esse problema, enquanto notebooks iguais a este, com a mesma configuração e com a mesma placa de vídeo, mas com outro driver, não têm problema. Assim que o problema é confirmado, a Microsoft publica um artigo na página de suporte do Windows 10 informando que existe um bug no driver mais recente da NVIDIA que aparece somente para os usuários do Alienware 14 com placas de vídeo GeForce GTX 780M, sugerindo nesse caso a instalação de um driver mais antigo para evitar problemas. Paralelamente, a Microsoft informa à NVIDIA sobre esse bug, possibilitando que ela analise e corrija esse erro e lance uma versão mais nova do driver que funcione corretamente. E o que aconteceria se esses usuários do Alienware 14 com problema estivessem com a telemetria do Windows 10 desabilitada? Eles apenas impediriam que a própria Microsoft pudesse ajudá-los, sem ter absolutamente NADA em troca. A conclusão é que a telemetria é crucial para ajudar a Microsoft e o próprio usuário (você) ter um sistema operacional estável e confiável, e que nenhuma informação pessoal do usuário é necessária para isso: a telemetria precisa apenas do Hardware ID e de algumas informações do computador. O mesmo acontece quando a telemetria ajuda a melhorar alguma funcionalidade do Windows: ela permite, por exemplo, ajudar a definir quais opções serão exibidas no menu de contexto que aparece quando você clica com o botão da direita do mouse no Menu Iniciar do Windows 10, porque o ideal é que ali tenha os links mais clicados pelos usuários quando eles abrem o Painel de Controle. É por isso que a telemetria precisar estar sempre ativada no Windows 10: sem ela, quem sai perdendo são justamente os próprios internautas pois a Microsoft não receberá informações importantes sobre bugs, falhas, problemas estatísticas do Windows e seus componentes. Telemetria e roubo de dados Agora que você compreendeu a importância da telemetria no Windows 10 e como ela funciona, você entende o motivo dela precisar estar habilitada no Windows. Infelizmente a ignorância de muitos jornalistas e youtubers fazem com que eles sugiram desabilitar a telemetria para “melhorar a performance do Windows” - que é uma asneira monstruosa, pois a telemetria existe justamente para deixar o Windows mais estável e mais rápido. Desabilitar a telemetria do Windows para deixá-lo mais rápido é tão incoerente quanto defender que a remoção da caixa-preta do avião, que é a telemetria dele, vai fazê-lo voar mais rápido. E lamentavelmente, a irracionalidade não acaba aí: muitos deles sugerem desabilitar a telemetria para “evitar que a Microsoft roube meus dados”, que é simplesmente uma das coisas mais imbecis que alguém pode falar sobre a telemetria do Windows. A completa ignorância desses jornalistas e youtubers sobre o funcionamento da telemetria faz com que eles acreditem que, entre os dados enviados para a Microsoft, estão documentos, fotos, arquivos, contatos, e-mails, itens do calendário, músicas e vídeos, quando absolutamente nada disso é enviado. Inclusive os arquivos de telemetria são minúsculos, como eu vou detalhar mais abaixo. Típico artigo com bobagens escrito por jornalista despreparado para abordar telemetria ou privacidade no Windows 10 A Microsoft não quer nem precisa das informações pessoais dos usuários, pois isso não ajudará em absolutamente nada a melhorar o Windows. A Microsoft é uma empresa de software e a fonte de lucro dela vem da venda corporativa de Windows, Office e Azure. O faturamento dela não vai crescer se ela souber informações da sua vida pessoal, pois ela não é uma empresa de publicidade como o Google e Facebook, cujo lucro depende diretamente da quantidade de informações que eles obtêm de você. Embora a Microsoft tenha o Bing Ads (plataforma de publicidade), quem não acessa os resultados de pesquisas no próprio Bing, Yahoo e MSN nem sabe que ele existe, ou seja, seu alcance (e eventual preocupação com privacidade) é infinitamente menor comparado com Google ou Facebook. Detalhes importantes sobre a telemetria do Windows 10 Abaixo estão cinco detalhes importantes sobre a telemetria do Windows 10: 1. O envio de dados de telemetria aos servidores da Microsoft acontece a cada 15 minutos se o computador estiver ligado na tomada ou a cada 4h se ele estiver usando bateria, e antes de fazer isso o Windows 10 monitora o uso da CPU, bateria e tráfego na rede para garantir que o envio não vai atrapalhar em nada o usuário. Se o computador estiver sendo utilizado, o envio é adiado - e é por causa disso que a telemetria não afeta EM NADA a velocidade do Windows. Infelizmente muitos jornalistas despreparados e youtubees alegam o contrário e acham que o fato do Windows enviar os dados em momentos aonde ninguém está usando o computador indica que o Windows está “fazendo de tudo para que o internauta não saiba que ele está enviando dados para a Microsoft” - que é um absurdo. 2. A telemetria do Windows criptografa os arquivos que serão enviados para garantir a segurança e a inviolabilidade dos dados ali contidos, mas muitos jornalistas despreparados e youtubers acham que a Microsoft faz isso para "esconder os dados do usuário", algo que também não faz sentido algum. 3. A telemetria do Windows 10 tem quatro níveis: Segurança, Básica, Avançada e Completa. ⚙️ A telemetria com nível Segurança inclui informações necessárias para garantir que o usuário esteja protegido, como por exemplo quando uma atualização do Windows não consegue ser instalada ou quando há algum problema com o Windows Defender. ⚙️ A telemetria Básica inclui tudo existente no nível Segurança, além de informações básicas sobre o Windows e hardware, uso da CPU e memória RAM, informações dos drivers e apps. Esse é o nível mínimo de telemetria necessária para que a Microsoft seja informada quando houver algum problema de driver, como no exemplo do meu Alienware 14 citado anteriormente. Com esse nível habilitado a telemetria envia entre 110 e 160 KB de dados por dia para os servidores de telemetria da Microsoft. ⚙️ A telemetria Avançada inclui tudo existente no nível Segurança e Básica, além de informações de uso do Windows e dos componentes Cortana, Edge e todos os apps que vêm com o Windows 10, além dos eventos relacionados à usabilidade do Windows. Esse é o nível de telemetria que permite que a Microsoft melhore as funcionalidades do Windows 10, e com esse nível habilitado a telemetria envia entre 240 e 350 KB de dados por dia para os servidores de telemetria da Microsoft. ⚙️ A telemetria Completa inclui tudo existente nos níveis anteriores, além da análise dos dumps de memória criados quando houve algum travamento ou problema no Windows. Esse nível é automaticamente habilitado nas versões disponibilizadas pelo Programa Windows Insiders para que a Microsoft possa analisar a estabilidade e confiabilidade dos builds distribuídos nesse programa. IMPORTANTE: Diferentes versões do Windows têm diferentes controles de telemetria. Como as versões Home e Pro do Windows 10 são para uso doméstico e a Microsoft quer garantir que a segurança básica do Windows 10 esteja funcionando perfeitamente, não é possível desabilitar o nível Segurança, ou seja, mesmo que você tente desabilitar todas as telemetrias, até mesmo via Política de Grupo ou Registro, ela continuará funcionando. Somente o Windows Server, o Windows 10 Enterprise (incluindo o LTSB), o Education e o IoT podem ter a telemetria Segurança desabilitada, e nesse caso os servidores de telemetria da Microsoft não receberão nenhuma informação. Isso existe pois a transmissão de qualquer tipo de informação da estação de trabalho de uma corporação ou órgão governamental é muito mais sensível e sujeita às suas políticas internas. 4. Essa é para os paranoicos de plantão: Em alguns casos, o envio dos arquivos de telemetria do Windows independe da configuração de servidor DNS e do arquivo hosts do Windows. Além disso, não é possível bloquear por completo a telemetria via firewall. Essas medidas garantem que a Microsoft receba a telemetria do usuário mesmo que haja algum problema ou bug de rede ou firewall que impeça isso. 5. A Microsoft tem artigos detalhados com todas as informações possíveis sobre telemetria, incluindo um longo artigo com a lista de informações obtidas pela telemetria. São eles: ℹ️ Artigo da Microsoft sobre Telemetria nas empresas ℹ️ Artigo da Microsoft com detalhes das informações obtidas pela Telemetria no Windows 10 ℹ️ Artigo da Microsoft detalhando como gerenciar as conexões do Windows e componentes do Windows com servidores da Microsoft 6. Windows 10 inclui uma ferramenta para visualização dos arquivos de telemetria do usuário. Esta opção está disponível a partir da versão Windows 10 April 2018 Update (build 1803 que foi lançado dia 30/Abr/2018). Para acessar o conteúdo dos arquivos de telemetria, você deve acessar Configurações > Privacidade > Diagnóstico e comentários e ativar a opção Exibir dados de diagnóstico: Ao clicar no botão Abrir Visualizador de Dados de Diagnóstico, você será levado ao aplicativo Diagnostic Data Viewer da Loja da Microsoft, que deve ser baixado e executado. Ali você pode visualizar informações relacionadas aos dados de diagnóstico e também problemas reportados por outros programas em execução no Windows: Neste exemplo, o Diagnostic Data Viewer mostra erros reportados pelo Windows Defender e Malwarebytes 7. A Microsoft permite que você remova as informações de telemetria que foram enviadas pelo Windows 10. Essa opção também está disponível a partir da versão Windows 10 April 2018 Update (build 1803 que foi lançado dia 30/Abr/2018). Para fazer isso, você deve acessar Configurações > Privacidade > Diagnóstico e comentários e clicar no botão Excluir da opção Excluir dados de diagnóstico: CONCLUSÃO: Com eu mostrei nesse artigo detalhado, a telemetria não deve ser temida pois ela é útil e necessária, trazendo muitos benefícios para o usuário de Windows. Da próxima vez que você ler algum artigo ou assistir algum vídeo falando sobre como a "telemetria do Windows rouba dados do usuário" ou qualquer bobagem similar sobre a telemetria do Windows, indique esse artigo para o autor aprender sobre ela e parar de publicar asneiras ? Eu sugiro você ler o meu artigo sobre Privacidade no Windows 10 A FUNDO, que é outro assunto que poucos compreendem, com o agravante que muitos misturam isso com telemetria - e o resultado é uma mistura de conceitos completamente absurdos que insultam o bom senso e agridem a inteligência de quem entende sobre esses assuntos.
  4. ✅ O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Esta é a terceira e última parte do artigo Otimização de SSD A FUNDO. Na primeira parte desse artigo eu abordei sobre desfragmentação, vida útil e backup de SSD, e na segunda parte desse artigo eu abordo em detalhes as dez principais dicas inúteis que jornalistas e youtubers sugerem sobre otimização de SSD, detalhando também o motivo delas serem erradas. É importante que você leia a primeira parte deste artigo para evitar que você tenha dúvidas na segunda e terceira parte dele. Neste terceiro e último artigo eu listo dez dicas que REALMENTE funcionam para você alcançar a performance máxima do seu SSD. Neste artigo eu abordo 10 dicas que REALMENTE melhoram a velocidade do Windows e do SSD, ou seja, você vai perceber claramente que o seu Windows e SSD estão mais rápidos. Se você duvida disso, pois você aplicou as dicas de algum "guia de otimização de SSD" da internet que obviamente não serviu para nada, eu sugiro você fazer um teste de velocidade antes e depois da aplicação dessas dicas para se certificar que o ganho de performance é verdadeiro e real. Embora essas dicas tenham sido testadas e aprovadas sob Windows, na prática algumas delas também servem se você estiver utilizando Linux ou MacOS pois elas independem do sistema operacional utilizado. Aí vão as 10 dicas que você estava aguardando, começando pela mais básicas e simples até a última, que é mais técnica. Dicas básicas de otimização de SSD - Parte 1 1. Evite entupir o seu SSD JAMAIS mantenha seu SSD entupido de arquivos pois isso deixará ele absurdamente lento. O ideal é que ele tenha 40% de espaço livre (se ele for um modelo de pouca capacidade, como 128 GB) - e se ele tiver menos de 10% você PRECISA URGENTEMENTE apagar arquivos desnecessários dali. Dica: utilize o TreeSize Free portátil (que não precisa de instalação) para analisar seu SSD ou HD e informar quais são as pastas e arquivos que ocupam mais espaço nele, verificando ali os arquivos que podem ser apagados. 2. Apague arquivos temporários e desfragmente o SSD A segunda dica também é básica: execute a Limpeza de Disco do Windows e depois a limpeza do CCleaner (que remove arquivos temporários dos navegadores que não são removidos pela Limpeza de Disco) para remover alguns gigabytes de arquivos desnecessários - principalmente com a eliminação de uma versão anterior do Windows (cujos arquivos são removidos pela Limpeza de Disco). Eu já vivenciei casos aonde apenas o CCleaner eliminou mais de 40 GB de dados desnecessários pois o usuário nunca removeu arquivos temporários do navegador que ele utilizava - e isso acontece com qualquer navegador: Edge, Chrome, Firefox, Vivaldi... Depois disso, execute o Defraggler e execute uma desfragmentação (ao invés de otimização) para desfragmentar os milhares de arquivos que estão fragmentados - algo importantíssimo para garantir a máxima performance dele. E não se preocupe com a diminuição da vida útil do seu SSD ao fazer isso, conforme eu detalho na primeira parte desse artigo ? 3. Verifique o TRIM A terceira dica é confirmar que o TRIM está ativado. O TRIM é um comando enviado ao SSD que informa quais blocos de memória podem ser utilizados, e é importantíssimo que ele esteja ativado para o SSD obter a melhor performance possível. Quando um arquivo é apagado em um disco rígido, a posição (setor) que esse arquivo ocupava pode ser imediatamente utilizada por outro arquivo sem que esse setor precise ser apagado, mas no SSD o setor precisa ser apagado para poder ser novamente utilizado por outro arquivo. Para piorar, o SSD não permite a remover arquivos de setores individuais - apenas em blocos. Com isso, ao apagar um arquivo, os demais arquivos do bloco aonde está o arquivo a ser apagado precisam ser realocados para outro bloco para que o bloco anterior possa ser apagado. Veja como funciona o TRIM: Para você verificar se o TRIM está ativado, abra uma janela de Prompt de Comando (Admin), digite o comando fsutil behavior query DisableDeleteNotify e tecle ENTER. Se o DisableDeleteNotify for zero, isso indica que o TRIM está ativado, mas se o resultado for 1, isso indica que ele não está ativado e para ativá-lo basta digitar o comando fsutil behavior set DisableDeleteNotify 0 e teclar ENTER. Dicas básicas de otimização de SSD - Parte 2 4. Conecte o SSD na porta SATA 3 A quarta dica também é simples e é focada em usuários de desktop, pois ela não funciona se você estiver utilizando um notebook, ultrabook ou tablet: confirme que o cabo do SSD está ligado ao conector SATA 3 da placa-mãe. De nada adianta você comprar um SSD ultramoderno e rápido, e conectá-lo a uma porta SATA que limita sua velocidade. Enquanto um drive SSD consegue transferir entre 200 e 300 MB/s se ele for conectado a uma porta SATA 2, esse limite praticamente dobra quando ele é conectado a uma porta SATA 3. Não faz sentido você comprar um SSD que pode transferir arquivos a mais de 500MB/s e conectá-lo a uma porta SATA que impedirá que ele atinja essa velocidade. Um detalhe interessante é que existe uma imensa diferença entre testes de performance e uso REAL do SSD quando você faz essa mudança. Se o seu SSD é SATA 3 e ele estiver conectado a uma porta SATA 2, mesmo que você conecte seu SSD na porta SATA 3 não significa que ele automaticamente ficará duas vezes mais rápido. O ganho REAL varia muito, e normalmente é bem menor do que o dobro de velocidade que você acha que terá. Exemplo prático: um SSD SATA 3 ligado em uma porta SATA 2 precisa de 1 minuto e 15 segundos para copiar um arquivo de 16 GB. Esse mesmo SSD SATA 3 conectado a uma porta SATA 3 copiará o mesmo arquivo em pouco menos de um minuto. Tarefas de backup e o tempo de inicialização do Windows não sofrem grandes variações se ele está conectado em SATA 3 ou SATA 2. Independentemente disso, é importante verificar se o seu SSD está conectado na porta SATA 3 para permitir que ele trabalhe o mais rápido possível. 5. Utilize AHCI ao invés de IDE A quinta dica é confirmar que a controladora SATA está configurada como AHCI ao invés de IDE, pois o AHCI aumenta muito a performance de qualquer disco conectado a ela, seja SSD ou HD. Para saber se o seu PC está usando AHCI, entre no Gerenciador de Dispositivos > Controladores IDE e veja ali: Se não estiver, você precisa mudar a configuração para AHCI. Para fazer isso, infelizmente alguns “especialistas” indicam a alteração da chave do Registro HKLM\System\CurrentControlSet\Services\Msahci e a reinicialização do Windows, para depois descobrirem que inexplicavelmente na maioria das vezes o Windows não inicia mais depois de fazer isso. Isso acontece pois essa alteração no Registro é apenas UMA de várias alterações necessárias no Registro para o Windows detectar corretamente a mudança para AHCI. Além dessa solução ser incompleta, ela serve como ótimo exemplo que o Registro só deve ser acessado por quem realmente saiba o que fazer ali. Felizmente a chave MSAHCI não existe no Windows 10. A maneira correta de alterar de IDE ou RAID para AHCI é a seguinte: 1. Acesse a Configuração do Sistema (MSCONFIG) e configure o computador para reiniciar em Modo de Segurança: 2. Clique em OK e reinicie o Windows. 3. Acesse a BIOS do computador e altere o acesso a disco de IDE para AHCI. Salve essa configuração e reinicie o PC: 4. O Windows vai reiniciar em Modo de Segurança (pois você configurou isso no primeiro item). Entre novamente na Configuração do Sistema (MSCONFIG) e desabilite a Inicialização segura. Clique em OK e reinicie o Windows: 5. Pronto! A partir daí o Windows estará funcionando com AHCI. Detalhe importante: você deve fazer isso logando em uma conta local do Windows. Não faça isso usando uma conta Microsoft ou se você faz login com PIN. Se você não tem uma conta local, crie uma, siga a dica que eu dei para mudar de IDE ou RAID para AHCI, e depois apague a conta local que você criou. Dicas intermediárias para otimização de SSD 6. Não substitua o driver da controladora A minha sexta dica é não substituir o driver da controladora. Normalmente atualizar o driver de qualquer periférico é fundamental para ele funcionar mais rápido, mas existe uma exceção a essa regra: o driver da controladora AHCI. Os drivers originais do Windows têm data 21/06/2006, mas obviamente eles são muito recentes do que isso. Entenda o motivo do uso dessa data no artigo sobre drivers do Windows. O Windows vem com um driver padrão de AHCI que funciona perfeitamente, e atualizar o driver da controladora por drivers de terceiros (que não seja do próprio Windows) pode interferir em funcionalidades específicas do fabricante de SSD que aumentam muito mais a performance do SSD do que se você simplesmente atualizar o driver da controladora AHCI. No item 8 abaixo eu abordo os programas de gerenciamento de SSD e a vantagem do uso deles para um ganho EXPRESSIVO de performance. Como os fabricantes de SSD utilizam como referência o driver AHCI original que vem com Windows para desenvolver e testar firmware e funcionalidades no gerenciamento dos seus SSD, usualmente você tem uma performance maior mantendo o driver original do Windows do que substituindo esse driver por outro desconhecido que possa impedir o funcionamento de alguma funcionalidade implementada pelo fabricante do SSD. Embora a atualização de driver da controladora possa aumentar a velocidade de gravação de dados no SSD, na prática esse ganho de performance é imperceptível, principalmente pelo fato do Windows cachear a gravação em disco, que é algo importante manter habilitado conforme eu comentei no artigo  anterior. Por esse motivo é importante manter o driver padrão do Windows. Essa dica tem duas exceções: 1. Quando o SSD não tem nenhum programa de gerenciamento ou quando o programa de gerenciamento do SSD não tem nenhuma opção de ganho de performance 2. Quando você está usando RAID, pois nesse caso a atualização do driver da controladora pode ser mais benéfico em termos de performance, uma vez que nem todas as opções de ganho de velocidade disponíveis no programa de gerenciamento do SSD funcionam em RAID (pois normalmente elas funcionam somente com AHCI). 7. Atualize o firmware do SSD A sétima dica é atualizar o firmware do seu SSD. Veja o firmware como o "cérebro" do SSD, que na prática é o programa que controla o funcionamento dele. De tempos em tempos o fabricante do SSD melhora esse programa, e ao instalá-lo no seu SSD, ele pode ficar mais rápido, mais estável e mais confiável. Por causa disso a atualização de firmware é FUNDAMENTAL para obter o melhor desempenho do SSD. Para atualizar o firmware do seu SSD, você deve entrar na página de suporte do fabricante do seu SSD e verificar ali se existe alguma atualização de firmware - ou fazer isso de maneira mais simples lendo a próxima dica ? 8. Utilize o programa de gerenciamento de SSD Oitava dica: todos os fabricantes de SSD disponibilizam um aplicativo para gerenciar o SSD instalado. Embora normalmente eu seja completamente contra a instalação de programas e aplicativos que são aparentemente desnecessários, nesse caso você DEVE instalar o programa que gerencia seu SSD. Isso é necessário pois o fabricante usualmente disponibiliza alguma funcionalidade específica do SSD para ele funcionar mais rápido – funcionalidade essa que o Windows não tem acesso. A Crucial, por exemplo, tem a opção Momentum Cache que melhora MUITO a performance do SSD porque ele aloca parte da memória RAM que não está sendo utilizada como cache de escrita para o SSD, tornando a velocidade de escrita 10x mais rápida. A Seagate tem o RAPID Mode, que faz basicamente a mesma coisa, então você deve entrar no site do fabricante do seu SSD, baixar e testar o aplicativo de gerenciamento do seu SSD e habilitar as opções de aumento de performance. IMPORTANTE: ao habilitar a opção de utilizar RAM como cache (Momentum Cache, RAPID Mode, entre outros) em desktop, é necessário utilizar um no-break para evitar que arquivos fiquem corrompidos caso haja uma interrupção de energia. Isso não é necessário em notebooks. Além disso, como eu citei no item anterior, certamente você também pode atualizar o firmware do seu SSD através desse gerenciador de SSD. Infelizmente alguns fabricantes de SSD de baixo custo não disponibilizam programa de gerenciamento dos seus SSD: entre eles estão Adata, KingDian, KKmoon, KingSpec, Inland, Zheino, Dogfish, Londisk e addlink. Considere também que os modelos vendidos por estes fabricantes normalmente utilizam matéria-prima de baixa qualidade (por isso eles são baratos!) e começam a ter problemas em pouquíssimo tempo - inclusive pifar "do nada": ao ligar o computador, o SSD que estava funcionando perfeitamente no dia anterior está simplesmente "morto" e sequer é reconhecido pela BIOS/UEFI. Por esse motivo eu sugiro que você compre SSD de fabricantes que se preocupam com a qualidade e gerenciamento dos seus produtos, como Samsung, Crucial, Kingston e Corsair. Dicas avançadas para otimização de SSD 9. Habilite o OP (Over Provisioning) A nona dica é você aumentar o OP (Over Provisioning). OP é um espaço adicional que todo SSD tem para realizar operações extras de escrita, para armazenar o firmware, para buffer, para uso caso apareça algum bad blocks, etc. Esse espaço ocupa entre 7 e 10% do espaço total do SSD, ou seja, mesmo que o SSD esteja lotado, na prática ele ainda tem entre 7 e 10% de espaço para uso. Aumentar esse espaço livre ajuda muito o SSD a trabalhar mais rápido, principalmente quando ele está utilizando aplicações que exigem bastante escrita – tanto que alguns SSD mais robustos utilizam até 28% de espaço para o OP justamente para que o SSD funcione o mais rápido possível em qualquer situação. Isso acontece pois com um OP maior, o SSD trabalha mais rápido pois ele tem mais espaço para cache, o SSD consegue manter uma excelente performance mesmo em tarefas longas - onde normalmente há uma queda de performance depois de um tempo. SSD também trabalham mais rápido mesmo quando houver muito pouco espaço livre. A própria Samsung publicou um documento mostrando que a mudança de 0% de OP para 28% mais do que TRIPLICOU a velocidade de escrita do SSD: Não fique muito feliz quando você compra um SSD de 256 GB e, depois de formatá-lo, você tem praticamente 256 GB livres, pois isso indica que o OP dele é inexistente ou baixíssimo, comprometendo a sua velocidade. Em comparação, quando você compra um SSD de 256 GB e depois de formatá-lo ele tem 238 GB livres, isso indica que ele tem cerca de 7% de OP - e embora ele tenha um pouco menos espaço livre do que o anterior, certamente ele é mais rápido. Alguns cenários aonde o aumento de OP pode ajudar muito: computadores rodando VMs (máquinas virtuais), estações de edição de vídeo (aonde há uso intensivo de cache), servidores de arquivos (e qualquer servidor em geral) em qualquer tipo de empresa, tarefas que envolvam bastante cópia e conversão de arquivo, etc. E o que você precisa fazer para aumentar o OP? Você deve utilizar o programa de gerenciamento do seu SSD citado no item anterior. É imprescindível que você saiba que quando você aumenta o OP, você obviamente diminui o espaço livre no seu SSD, então é importante que leve isso em consideração antes de mudar o tamanho dele, pois o PIOR cenário possível para um SSD é quando há muito pouco espaço sobrando - conforme citado no primeiro item dese artigo. Então aumente o OP somente se o seu SSD tem espaço livre disponível para isso. 10. Verifique se as partições do SSD estão alinhadas E a décima e última dica é verificar se as partições do SSD estão alinhadas, que é algo fundamental se você migrou de HD para SSD. Quando uma partição está alinhada, isso indica por exemplo que um arquivo de 4K será escrito em um único cluster de 4K: Mas quando a partição não está alinhada, esse arquivo de 4K será escrito em dois clusters de 4K, pois o arquivo está sendo salvo na posição incorreta: Esse problema não acontece se você instalou o Windows no SSD, mas se você migrou o Windows de um disco rígido para um SSD, isso pode acontecer se o aplicativo que você utilizou para fazer essa migração não verificou e corrigiu esse alinhamento de partição. Embora o Windows e o SSD funcionem perfeitamente com partições desalinhadas, isto é, você não terá NENHUM problema de segurança, compatibilidade ou estabilidade, a velocidade de cópia e leitura de dados nesse caso pode ser até 40% menor em comparação a um mesmo SSD funcionando com partições alinhadas. O desalinhamento de partições é algo tão importante, que a Microsoft publicou um artigo detalhado sobre esse assunto para quem pretende otimizar a performance do SQL Server mostrando que em alguns cenários houve um ganho de performance absurdo, diminuindo uma tarefa de 7 minutos para menos de um minuto. Para verificar se as partições do seu SSD estão alinhadas, execute Informações do Sistema, clique em Componentes > Armazenamento > Discos. Confirme que você está no item Partição Disco #0 Partição #0 e veja o número de bytes listado em “deslocamento inicial da partição”. Se esse número for divisível por 4.096, então a partição do seu SSD está alinhada, e se não for, ela está desalinhada. Exemplo: se ali mostra 1.048.576 bytes, divida esse número por 4.096 e o resultado é exatamente 256, sem nenhuma casa decimal, indicando que a partição está alinhada: Em outro caso aonde temos 1.050.624 bytes, a divisão por 4.096 resulta em 256,5, indicando que a partição está desalinhada: E neste terceiro exemplo, temos 1.049.216 bytes, que dividido por 4.096 resulta em 256,15625 indicando também que essa partição está desalinhada: Se a partição do seu SSD estiver desalinhada, existem duas soluções para isso: a primeira é reinstalar o Windows no SSD - algo que os puristas e amantes de TI vão adorar fazer em um domingo chuvoso, mas quem quer ser mais eficiente e rápido deve usar a segunda opção, que é o aplicativo gratuito de gerenciamento de partições MiniTool Partition Wizard Free Edition: Ali você clica no menu Disk e na opção Align All Partitions. Se não houver nenhuma partição desalinhada, ele te informará: No entanto, se houver alguma partição desalinhada, você deve clicar em OK para alinhá-las (sem perder os dados): CONCLUSÃO Como você pode ver, é relativamente simples você obter o máximo de performance do seu SSD – e o primeiro passo é ignorar as dicas obsoletas e incorretas desses “guias de otimização do SSD” existentes na internet. Evite também utilizar programas que “otimizam” o SSD como o Tweak-SSD, SSD Tweaker pois na prática eles apenas automatizam as dicas inúteis desses "guias de otimização", além de aplicar outras dicas inúteis, como por exemplo impedir a criação de arquivos no formato 8.3 na partição NTFS - que é algo que só faria algum sentido em servidores que tenham pastas com dezenas ou centenas de milhares de arquivos com nome longo: Por fim, sempre que você se deparar com algum artigo ou vídeo abordando "otimização de SSD" com dicas ilusórias, indique este artigo como referência para mostrar como se deve otimizar o SSD da maneira correta e profissional ?
  5. ✅ O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Este artigo é a segunda parte do artigo sobre Otimização de SSD A FUNDO aonde eu abordo em detalhes as principais dicas inúteis que jornalistas e youtubers sugerem sobre otimização de SSD, detalhando também o motivo delas serem erradas.. Na primeira parte desse artigo eu explico três tópicos fundamentais que você PRECISA saber sobre SSD para você entender mais a fundo sobre otimização do WINDOWS no uso do SSD: desfragmentação, vida útil e backup. Esses estes tópicos constroem a base do conhecimento necessário para você saber o que é mito e o que é verdade na otimização de um SSD. É importante que você leia a primeira parte deste artigo para evitar que você tenha dúvidas ao ler a segunda e terceira parte dele Na terceira e última parte deste artigo eu listo dez dicas que REALMENTE funcionam para você alcançar a performance máxima do seu SSD. Dicas ultrapassadas sobre otimização de SSD Infelizmente muitos jornalistas e youtubers publicam artigos e vídeos sobre otimização de SSD sem ter conhecimentos técnicos para isso. O resultado disso não poderia ser pior: a imensa maioria das dicas deles não servem para absolutamente nada em relação a ganho de performance, sendo que algumas podem causar perda de dados. Essas dicas podem até servir para economizar espaço em disco, mas elas não deixarão o seu Windows mais rápido e não vão fazer o seu SSD trabalhar mais rápido, pois não existe absolutamente nada nelas que faça o SSD ou o sistema operacional trabalhar mais rápido. Desde o aparecimento dos primeiros SSD no mercado consumidor, há quase uma década, apareceram na internet guias e dicas de otimização de SSD. Nessa época os SSD da primeira geração tinham em média apenas 32 GB de capacidade e o foco na otimização de SSD era um só: economizar espaço em disco - algo que fazia todo sentido. Mas isso mudou muito: nos últimos anos os SSD evoluíram muito e a capacidade deles aumentou extraordinariamente - tanto que atualmente (fevereiro de 2019) existem modelos de SSD para o consumidor comum com 4 TB de capacidade. Além disso, alguns fabricantes de SSD nem produzem mais modelos de 128 GB, disponibilizando modelos a partir de 256 GB. A tecnologia envolvida no SSD evoluiu muito, aumentando a velocidade de leitura e gravação de dados, e também a confiabilidade desses drives. No primeiro artigo eu citei como exemplo o Samsung 860 PRO que tem um TBW de 4.800 TB. Isso indica que se ele salvar 40 GB de dados por dia (algo absurdamente alto para um usuário comum), ele vai durar 120 mil dias ou 328 anos baseado nesse TWB. Embora os dias de economia de espaço em disco em SSDs de 32 GB estejam no passado, as mesmas dicas de "otimização de SSD" daquela época continuam sendo postadas como se fossem necessárias hoje em dia por jornalistas e youtubers que não conhecem a fundo sobre SSD. Em Maio de 2009, o Steven Sinofsky (que foi o principal responsável pelo Windows 7 e Windows ? publicou um interessante artigo sobre as otimizações do Windows 7 no uso do SSD. Ali ele lista diversas alterações de configurações que o Windows faz automaticamente quando ele detecta que está rodando sob SSD. Nesse mesmo artigo, Sinofsky também abordou informações relevantes no uso do SSD com compressão de dados, BitLocker, arquivo de paginação, etc. Como os SSDs eram novidade, e na praticamente ninguém entendia a fundo sobre eles, a publicação do artigo do Sinofsky deu início a muitos “guias de otimização de SSD” que incluíam, entre outras coisas, informações modificadas e até distorcidas desse artigo. Lamentavelmente essas dicas continuam sendo repetidas até a exaustão mesmo sendo totalmente inúteis por não "otimizar" absolutamente nada no Windows ou no SSD. Aí vão as 10 dicas folclóricas sobre otimização de SSD listadas por jornalistas e youtubers, e o porquê elas serem inúteis: Reinstalar o Windows, desativar pagefile, Serviços, Indexação... 1. Reinstalar o Windows se você migrar o Windows do disco rígido para o SSD Isso é completamente desnecessário, pois assim que o Windows detecta que ele está funcionando sob SSD, ele AUTOMATICAMENTE realiza as pequenas alterações necessárias no sistema operacional sem que o usuário precise alterar qualquer configuração. Mesmo o eventual desalinhamento de partição que pode acontecer durante a migração de HD para SSD (assunto importante abordado em detalhes na terceira parte desse artigo) pode ser facilmente resolvido sem a reinstalação do Windows. O argumento que a reinstalação do Windows é necessária para que “os drivers sejam atualizados” não faz sentido algum, pois o Windows faz isso AUTOMATICAMENTE independentemente se você migrou o sistema operacional do disco rígido para o SSD, se trocou você uma placa de vídeo ou instalou um periférico qualquer. 2. Desativar o arquivo de paginação do Windows Internautas cometem essa aberração há muitos anos porque eles não fazem a menor ideia de como funciona a paginação no Windows (algo abordado em detalhes nos meus cursos de Manutenção de Windows). O arquivo de paginação jamais deve ser desativado, pois algumas funções internas no Windows precisam desse arquivo (como criptografia e criação de logs e dumps) independentemente da quantidade de memória RAM instalado no computador. Além disso, alguns aplicativos e jogos podem apresentar problemas sem o arquivo de paginação. A ausência do arquivo de paginação ou o uso de um arquivo de tamanho fixo inferior ao necessário causa erros no Windows: No máximo você pode diminuir o tamanho do arquivo de paginação, mas jamais desativá-lo. Nos últimos anos a telemetria do Windows tem mostrado que, em média, o arquivo de paginação do Windows (pagefile.sys) tem uma taxa 40x maior de leitura do que de escrita, isto é, ele é muito lido do que escrito, destruindo o argumento dos que defendem que o arquivo de paginação do Windows é muito utilizado e a remoção dele é necessária para evitar diminuir a vida útil do SSD. 3. Desativar a Proteção de Sistema Esse item merece um adendo: o próprio Windows automaticamente desativa a Proteção do Sistema na primeira vez que ele detecta que está rodando sob SSD. Isso acontece somente para economizar espaço em disco, pois infelizmente a Microsoft continua sendo muito conservadora em relação ao SSD – tanto que ela faz isso desde o Windows 7 que foi lançado há uma década (2009). Dito isso, a Proteção do Sistema existe para permitir que você restaure o Windows a partir de um Ponto de Restauração aonde ele estava funcionando perfeitamente, mas que ele começou a apresentar problemas depois disso, seja por algum problema de driver, algum malware, ou o que for. Embora a Restauração de Sistema crie arquivos grandes, eles podem ser apagados usando a Limpeza do Windows. A Proteção de Sistema não fica constantemente ativa no Windows e por isso ela não afeta em nada o desempenho do sistema operacional: ela é realizada automaticamente em algumas poucas situações, como a instalação de atualizações via Windows Update e na instalação de alguns aplicativos. Conclusão: desativar a Proteção de Sistema não vai deixar o Windows ou o SSD mais rápido pois ela não afeta EM NADA a performance do sistema operacional. 4. Desativar a Indexação de Disco A indexação do disco permite que você defina quais pastas e arquivos devem ser indexados para evitar que o Windows tenha que rastrear o seu SSD ou HD à procura deles sempre que você fizer alguma pesquisa. Com ela ativada, o Windows mostra instantaneamente resultados das pesquisas, além de (opcionalmente) as informações contidas dentro de arquivos, e-mails, documentos, arquivos multimídia, etc. sempre que você faz uma pesquisa. As informações da Indexação de disco são salvas no arquivo windows.edb que fica dentro da pasta \ProgramData\Microsoft\Search, e desativá-la para melhorar a performance do Windows ou SSD não faz sentido algum. Além dessa indexação ser executada com baixa prioridade (para ela não interferir em outras tarefas que possam estar sendo realizadas), ela só é executada quando o computador não está sendo utilizado pelo usuário. Desativar a Indexação do Disco causa dois problemas: 1. O SSD será mais utilizado, pois ele precisa rastrear todos os arquivos sempre que alguma pesquisa for realizada ao invés de buscar as informações e arquivos diretamente no arquivo windows.edb 2. As pesquisas serão mais lentas., pois o SSD precisa rastrear os arquivos ao invés de mostrar os resultados com a ajuda do arquivo windows.edb. Conclusão: desativar a indexação do disco não deixará nem o Windows nem o SSD mais rápido, mas a pesquisa de dados ficará mais lenta e o SSD será mais utilizado! 5. Desativar a Pesquisa do Windows A Pesquisa do Windows é a ferramenta que se beneficia da indexação de disco do item anterior: enquanto a Indexação de Disco cria o arquivo windows.edb contendo informações sobre pastas e arquivos, a Pesquisa do Windows utiliza esse arquivo para mostrar os resultados. A ideia de que ela deixa o computador lento e por isso precisa ser desativada quando há um SSD é duplamente errada. Em primeiro lugar pelo fato do Serviço de Pesquisa do Windows ocupar 0% de CPU e quase nada de memória RAM, sendo ativado somente quando alguma pesquisa é realizada, e em segundo lugar toda tarefa relacionada à pesquisa é realizada com baixa prioridade de processamento justamente para não interferir em tarefas mais importantes que o computador pode estar realizado. Se você fizer um teste de performance em um computador com a Pesquisa do Windows ativada, e depois desativá-la e refazer o teste, você notará que não haverá nenhuma diferença na performance do sistema operacional ou SSD. E detalhe importante: quando a Pesquisa do Windows está ocupando 100% do disco rígido, isso é algo incomum e normalmente indica que o arquivo windows.edb citado no item anterior está corrompido - e a recriação dele normalmente resolve esse problema. Confira isso neste artigo. Desabilitar cache, Superfetch, hibernação, mudar plano de energia... 6. Desabilitar a gravação em cache do disco Embora isso tecnicamente poderia até economizar alguns milissegundos quando um arquivo é salvo, você não deve desabilitar a gravação em cache do disco por dois motivos: 1. Se você fizer isso e acabar a energia sem que você tenha um no-break, esse arquivo certamente ficará corrompido. 2. SSD antigos se beneficiam da gravação em cache do disco, pois com ela os dados são salvos mais rapidamente. Desabilitar essa opção, independentemente se for HD ou SSD, pode aumentar as chances de corromper arquivos se houver qualquer instabilidade na energia elétrica – mesmo aquelas que você não percebe pois o PC continua funcionando normalmente. Isso acontece pois os dispositivos de armazenamento (HD, SSD ou SSHD, que são os HDs híbridos) trabalham com tolerâncias mínimas e são extremamente sensíveis à variação de energia: quando isso acontece, os arquivos sendo salvos naquele exato momento sofrem alterações e ficam corrompidos (isto é, o arquivo é salvo com erros que impedem que ele seja lido corretamente). E quando os arquivos sendo salvos são arquivos importantes do sistema operacional, o resultado pode ser um Windows mais lento ou o aparecimento da Tela Azul da Morte (BSOD). 7. Desabilitar o Superfetch (ou SysMain) e Prefetch Quando o Windows detecta que está rodando sob SSD, ele automaticamente desabilita o Superfetch (renomeado para Sysmain nas versões recentes do Windows 10), Prefetch e ReadyBoost, que são três funcionalidades focadas na otimização do carregamento de programas, mas se o Windows detectar que o SSD é antigo, ele mantém ativada essas três opções pois desse modo o carregamento de programas é agilizado. O Serviço SuperFetch ou SysMain continuará ativado mesmo se vc usar SSD, embora ele será utilizado se o Windows achar que há necessidade disso. Além disso, o Prefetch também agiliza a inicialização do Windows. Por isso não faz sentido VOCÊ decidir desabilitá-los: o correto é deixar que o próprio Windows decida isso por você. Você sabe com o Windows detecta se o dispositivo de armazenamento é um SSD? Ele obtêm do próprio dispositivo a velocidade de rotação do disco - e se esse valor for zero isso indica que ele é um SSD ? 8. Alterar o plano de energia para Alto Desempenho A opção padrão do Windows (plano Equilibrado) faz com que periféricos que não estejam em uso entrem em modo de suspensão. A alteração do plano de energia para Alto Desempenho não muda absolutamente nada o desempenho do Windows ou do SSD, mas em compensação essa dica faz a bateria do notebook durar menos! Isso acontece pois enquanto o plano Equilibrado faz com que os cores do processador estejam ativos somente quando necessário, o plano Alto Desempenho ativa todos os cores mesmo quando não há necessidade disso. O resultado é que o aumento do consumo da bateria sem que isso resulte no sistema operacional ou SSD mais rápido. O mesmo acontece com o plano Desempenho Máximo, disponível no Windows 10. 9. Desabilitar a Hibernação Desabilitar a hibernação é um dos erros mais comuns dos "guias de otimização de SSD". Embora isso possa economizar espaço em disco para quem não utiliza essa funcionalidade, essa dica não torna o Windows ou o SSD mais rápidos. Para piorar, aqueles que indicam desabilitar a hibernação não sabem que ao fazer isso, a Inicialização Rápida do Windows também é desabilitada, fazendo com que a inicialização do Windows seja mais lenta. Isso acontece pois a Inicialização Rápida do Windows utiliza 20% do arquivo de hibernação (hiberfil.sys) para armazenar a imagem do kernel e os drivers em uso justamente para agilizando seu carregamento sem que esses arquivos precisem ser acessados durante a inicialização - e se o arquivo de hibernação não existe, a inicialização rápida não funciona. Por esse motivo você NÃO DEVE desabilitar a hibernação. Os autores dessa dica provavelmente não sabem que é perfeitamente possível desabilitar a hibernação, mas manter a inicialização rápida do Windows 10. Para fazer isso, basta abrir um Prompt de Comando (Admin), executar o comando powercfg /h /type reduced e teclar ENTER. 10. Apagar os arquivos da pasta Windows/SoftwareDistribution/Download Essa é uma dica no mínimo esquisita, pois essa pasta armazena arquivos relacionados ao Windows Update, e apagá-la não deixará o Windows ou SSD mais rápido. Ao apagar os arquivos dessa pasta (parando o Serviço do Windows Update para isso ser possível), você simplesmente ganhará temporariamente mais espaço em disco - mas assim que o Windows Update começar a atualizar o Windows, essa pasta voltará a ficar cheia de arquivos. A eliminação dessa pasta serve para resolver alguns problemas relacionados ao Windows Update, mas não existe simplesmente nenhuma relação entre essa pasta e o desempenho do Windows ou do SSD! CONCLUSÃO Como você pode observar, as dicas desses guias de "otimização de SSD" não otimizam absolutamente nada e jamais deixarão o Windows ou o SSD mais rápidos. Detalhe: eu não incluí na lista acima dicas medonhas como desabilitar a Lixeira, desabilitar dumps de memória, impedir que navegadores criem arquivos de cache e outras "pérolas de sabedoria" existentes em vários sites de tecnologia que existem por aí. Sempre que você se deparar com algum artigo ou vídeo com essas “dicas”, sugira este artigo como referência para evitar que essas dicas inúteis de otimização de SSD continuem sendo postadas para sempre na internet. Entenda que o Windows não é um sistema operacional estático e inerte: ele não precisa que o usuário dê uma de “babá” monitorando ele a todo instante, aplicando otimizações mirabolantes ou fazendo alterações no Registro para deixa-lo magicamente mais rápido - ou pior: instalando aplicativos inúteis que prometem isso tudo. Windows é um sistema operacional dinâmico e adaptável (principalmente o Windows 10), e que precisa de pouquíssima manutenção para funcionar corretamente. Tome MUITO CUIDADO com "dicas" existentes em sites e vídeos de youtubers que nunca estudaram a fundo o Windows, pois elas não fazem sentido algum pois certamente foram copiadas de sites e fóruns americanos cujos autores também não conhecem Windows a fundo. Sejamos inteligentes: se houvesse alguma dica que tornasse o Windows ou o SSD muito mais "otimizados", tenha certeza absoluta que a Microsoft já teria implementado todas elas no próprio Windows, né? ? Leia a terceira e última parte desse artigo com 10 dicas que REALMENTE fazem seu SSD trabalhar mais rápido
  6. ✅ O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Nesse artigo eu vou abordar otimização de SSD A FUNDO e esse tema está dividido em três artigos. Nesta primeira parte do artigo eu explico três tópicos fundamentais que você PRECISA saber sobre SSD para você entender mais a fundo sobre otimização do WINDOWS no uso do SSD. Esses tópicos constroem a base do conhecimento necessário para você saber o que é mito e o que é verdade na otimização de um SSD. Na segunda parte eu abordo em detalhes as principais dicas inúteis que jornalistas e youtubers sugerem sobre otimização de SSD, detalhando também o motivo delas serem erradas. Na terceira e última parte deste artigo eu listo dez dicas que REALMENTE funcionam para você alcançar a performance máxima do seu SSD. É importante que você leia este primeiro artigo para evitar que você tenha dúvidas na segunda e terceira parte dele. O que é SSD? SSD é o Disco de Estado Sólido (Solid State Drive), que a grosso modo é um "disco rígido feito de pentes de memória". Ao contrário da memória RAM, ele não perde os dados quando você desliga o computador, da mesma maneira que um pendrive ou um cartão de memória de smartphones e câmeras digitais. O SSD é um "pendrive gigante" que substitui com vantagens o disco rígido tradicional, pois ao contrário do disco rígido, o SSD não tem peças móveis, não faz barulho, ele não esquenta tanto quanto o disco rígido no uso do dia-a-dia, e ele consome muito pouca energia. E a MAIOR vantagem dele é obviamente a velocidade. Enquanto um disco rígido precisa de cerca de 10 milésimos de segundo para encontrar um arquivo, um SSD é em média 100 vezes mais rápido - e na hora de salvar o arquivo, o SSD é entre 4 e 10 vezes mais rápido do que um disco rígido. Além disso, o SSD raramente sofre algum dano se ele cair no chão (pois ele não tem peças móveis) e não sofre influência de objetos magnéticos como um disco rígido comum. Por esses motivos ele também tem vantagem ao ser utilizado como drive externo para backup. A única desvantagem do SSD é que ele é mais caro do que um disco rígido tradicional. Posso desfragmentar um SSD como se fosse um disco rígido? Ao contrário do que muitos alegam, a resposta é SIM. Quando os programas de desfragmentação detectam um SSD, eles não desfragmentam os arquivos dali: eles otimizam o espaço livre, que na prática ajuda o TRIM, um comando utilizado pelo SSD para definir quais blocos podem ser utilizados e quais não podem ser utilizados. Se você quiser desfragmentar um SSD como você faz com um disco rígido, você PODE fazer isso sem problema algum, embora nem sempre isso seja útil. Isso não vai danificar o SSD e a diminuição da vida útil dele é IRRISÓRIA, como eu mostrarei a seguir. Embora a tecnologia do SSD torne a sua desfragmentação tecnicamente desnecessária, existe uma situação aonde a desfragmentação do SSD é justificável. Caso do Fórum do BABOO O caso do meu fórum foi bastante representativo. Há alguns anos eu migrei o servidor do Fórum do BABOO para um hardware muito potente que tinha 1TB de SSD em RAID 10 e 96 GB de memória RAM, e o fórum "voava baixo". Tudo era ridiculamente rápido: tarefas internas eram realizadas instantaneamente e eu podia copiar pastas e arquivos entre partições a 900 MB/s. Estranhamente o fórum começou a ficar mais lento algumas semanas depois: o carregamento das páginas ficou mais lento, a cópia de arquivo idem, e eu não entendi o porquê. Então eu executei o PerfectDisk Server, que é o programa de otimização de disco que eu uso nos servidores do BABOO. Ele analisou o que estava acontecendo e encontrou 480 MIL fragmentos de arquivos. Como eu sabia que o servidor tinha apenas SSD, eu decidi utilizar a opção de OTIMIZAR o disco que é a opção default para SSD. Após a finalização da otimização, nada mudou: a performance continuava ruim. Então eu resolvi fazer um teste: eu fiz um backup completo da partição e configurei o PerfectDisk para desfragmentar o SSD como se fosse um disco rígido. O PerfectDisk informou que isso não era recomendável, mas eu prossegui e a desfragmentação foi iniciada. Cerca de uma hora depois, todos os 600 GB de arquivos estavam totalmente desfragmentados - e para minha surpresa, o fórum estava muito rápido, bem como todas as tarefas internas, e a performance dele era a mesma de quando o servidor foi inicialmente configurado. Daí eu me perguntei: então é conversa-fiada que eu não posso desfragmentar um SSD como um disco rígido comum Para analisar essa questão de mais a fundo, eu contatei a Raxco, empresa que criou o PerfectDisk, e eles me colocaram em contato com Greg Hayes, o principal especialista de otimização e sistemas de arquivos da Raxco que entre 2003 e 2007 ele foi Microsoft MVP da área de File System. Greg me explicou que teoricamente a fragmentação do SSD não afeta a performance do computador, mas se o nível de fragmentação for altíssimo a controladora do SSD não consegue realizar as tarefas em tempo hábil e a própria controladora se torna um grande gargalo. Embora o SSD acesse os dados em pentelhésimos de segundos (e por isso você não precisa desfragmentar), uma fragmentação altíssima penaliza a controladora - e o SSD ficará lento independentemente do poder de processamento da CPU, GPU ou da quantidade de memória RAM instalada. Então fica a dica: se o seu SSD estiver extremamente fragmentado e a otimização do SSD não deixou ele mais rápido, você PODE desfragmentar o SSD como se fosse um disco rígido comum. Ele vai ficar mais rápido, embora vá diminuir minimamente a vida útil dele, algo que eu vou abordar em seguida. Então faça isso e você verá a diferença. Qual é a vida útil de um SSD? Da mesma maneira que um disco rígido (HD), um SSD não vai durar para sempre - mas a imensa maioria das pessoas acha que o SSD vai pifar na semana que vem, no mês que vem ou no ano que vem se você ficar utilizando-o muito. Isso está completamente errado! Os fabricantes de SSD informam o TBW (Total Bytes Written), que é o total de bytes escritos. Na prática esse valor é o total de terabytes de dados que serão escritos nesse drive antes dele perder a garantia - sendo que isso não significa que o drive vai pifar logo em seguida, somente que a garantia dele vai acabar. Exemplo: de acordo com o site oficial da Kingston, o SSD Kingston A400 de 240 GB tem garantia de 3 anos e um TBW de 80 TB: Isso indica de depois de você salvar 80 TB de dados nesse SSD, ele perderá a garantia. Para você saber quanto que é isto por dia, basta aplicar uma fórmula simples: multiplicar o TBW por mil e dividir por 365 vezes o número de anos da garantia: No caso do Kingston A400 que tem 3 anos de garantia e TBW de 80 TB: Então esse drive suporta 73 GB de dados salvos por dia nele ininterruptamente durante 3 anos até que a garantia dele acabe. Segundo exemplo: o site oficial da Samsung informa que o Samsung EVO 860 de 500 GB tem TBW de 300 TB e 5 anos de garantia de acordo com o site da Samsung: Então esse drive suporta 164,4 GB de dados salvos por dia nele ininterruptamente durante 5 anos até que a garantia dele acabe. Traduzindo isso de uma maneira simples: se o Defraggler informar que seu SSD de 500GB tem 40GB de arquivos fragmentados e você desfragmentar esse drive todos os dias durante 5 anos seguidos, ao fazer isso ele atingirá apenas 25% da vida útil dele! É por isso que você não precisa se preocupar com a diminuição da vida útil do seu SSD se você desfragmentá-lo como se fosse um disco rígido comum sempre que isso for necessário. Para você saber quantos TB o seu SSD já escreveu e qual é a data de vencimento da garantia baseado no TBW, você pode utilizar a versão portátil do SSDLife que não precisa de instalação. E é importante que você saiba que a data informada não indica que o seu SSD pifará em seguida: ele indica apenas o final da garantia dele, sendo que ele vai pifar muito depois disso. Em 2013 o site The Tech Report fez um teste MUITO interessante. Eles testaram seis SSD, sendo um da Corsair, um da Intel, dois da Kingston, e dois da Samsung, fazendo-os escrever dados ininterruptamente até que eles pifassem. Esse teste durou quase 19 meses para ser finalizado, que foi o tempo necessário até que o último SSD pifar, indicando que esse SSD precisou mais de 13 mil horas de escrita contínua antes dele pifar. Qual foi o resultado desse teste? Eu criei a tabela abaixo baseada nos resultados do teste da The Tech Report para você compreender melhor o que acontece. Como você pode ver, o Kingston HyperX 3K foi o primeiro a pifar: o TBW dele é de 153 TB, mas ele durou cinco vezes mais do que o tempo de garantia estabelecido pela própria Kingston. O curioso é que esse mesmo drive durou 15 vezes mais quando a compressão de dados nativa da controladora estava ativada. O Corsair Neutron tem um TBW de 75 TB, mas ele pifou depois de escrever um petabyte e meio (1,5 PB) que são 1.500 TB, ou seja, ele durou 20 vezes mais do que o tempo de garantia estabelecido pela própria Corsair. E o campeão do teste foi o Samsung EVO 840 Pro que durou 33 vezes mais do que o tempo de garantia estabelecida pela própria Samsung: o TBW dele é de 75 TB, mas ele pifou somente depois de escrever inacreditáveis dois e meio petabytes (2,5 PB) ou 2.500 terabytes (TB). E detalhe importante: esses SSD são de 6 anos atrás, sendo que os novos são ainda mais robustos, pois a tecnologia do SSD continua evoluindo. Só como comparação: um dos SSD mais avançado do mercado, o Samsung 860 PRO, tem um TBW de 4.800 TB. Isso indica que se ele salvar 40 GB de dados por dia (algo absurdamente alto para um usuário comum), ele vai durar 120 mil dias ou 328 anos baseado nesse TWB ? A conclusão disso é que embora o SSD tenha um tempo de vida útil, ele é absurdamente alto e você não precisa ficar mendigando o número de bytes escritos no SSD, ou pior: desabilitar funcionalidades do Windows por causa disso. SSD precisa de backup? SIM, você precisa fazer pois eu tenho visto muita gente que migrou de disco rígido para SSD e acha que não precisa fazer mais backup porque o SSD é novo, a tecnologia é nova, e ele nunca vai pifar. Isso é um ERRO! O Facebook foi uma das primeiras empresas a utilizar maciçamente o SSD nos seus data centers e em 2015 a empresa disponibilizou um relatório sobre as falhas desse tipo de drive. Embora o SSD deles seja diferente do modelo para consumidores que é o que tem no seu computador e no meu, é interessante saber que eles descobriram que o SSD é extremamente sensível a temperatura: quanto mais quente, mais ele pifa. Além disso, quanto mais dados forem escritos, mais energia ele consome e mais problemas aparecem. Em 2016 o Google também publicou um relatório com os resultados do uso de SSD em seus data centers e revelou dois fatos interessantes: eles notaram que SSD pifa muito mais do que disco rígido, além de gerar mais erros, embora o usuário não perceba pois o SSD faz a autocorreção desses erros. Então a conclusão óbvia é que você NÃO DEVE deixar de fazer backup pelo simples fato de você estar utilizando um SSD. Confira agora o segundo artigo com as principais dicas inúteis que jornalistas e youtubers sugerem sobre otimização de SSD, detalhando também o motivo delas serem erradas.
  7. O artigo abaixo foi atualizado em 2020 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Vários sites e youtubers tem dicas de como otimizar o Windows e como deixá-lo mais rápido, mas os autores dessas dicas não entendem do assunto - e elas são absolutamente inúteis. Para piorar, grandes sites e portais utilizam jornalistas despreparados aonde a imensa maioria deles são jovens estagiários inexperientes que não têm nenhum conhecimento profundo nem capacidade técnica para escrever artigos confiáveis Windows e segurança digital - e o resultado é desastroso! Muitos sites conhecidos publicam dicas e sugestões absurdas que jamais deveriam ser publicadas por deixarem o Windows mais lento e inseguro. Graças a esses jornalistas despreparados, "especialistas" e youtubers, milhões de brasileiros aprenderam a acreditar em bobagens como: Utilizar programas dispensáveis para "otimizar o Windows" como o Advanced System Care, WiseCleaner, AVG TuneUp, Glary Utilities e outros Apagar arquivo de paginação do Windows para deixá-lo mais rápido Acreditar que "Quanto mais memória RAM livre, melhor" "Limpar o Registro" para deixar o Windows mais rápido É necessário "liberar o cache L2 e L3", entre muitos outras.. Além disso, existem dezenas de dicas e sugestões sem sentido que são repetidas à exaustão por esses "profissionais", eternizando informações erradas e mais atrapalhando do que ajudando o internauta - principalmente quando eles indicam antivírus ruins e programas dispensáveis. Esse artigo inclui exemplos disso, aonde eu listo cinco dicas clássicas ERRADAS que sempre são postadas por estes "profissionais", e que eu considero excelentes exemplos de como NÃO otimizar o Windows: Dica errada 1: Limpar ou otimizar o Registro Muitos aplicativos tem a opção de "limpar o Registro" ou "otimizar o Registro", como se otimização e limpeza do Registro fossem necessárias - mas isso é fantasioso. O Registro que é a "espinha dorsal" do Windows, tendo cerca de 2,5 milhões de chaves únicas, isto é, são dois milhões e meio de chaves que definem o funcionamento e configuração de programas, extensões, DLLs, configurações do Windows e dos demais aplicativos, etc. Os arquivos que compõem o Registro estão na pasta C:\Windows\System32\Config e totalizam em média 150MB, sendo lidos em pouco mais de 1 segundo(!) durante a inicialização do Windows. Se algumas dessas linhas (chaves) referenciam ou apontam para arquivos inexistentes, isso não afeta em nada a performance do Windows. É errado achar que você apagar essas linhas deixará o Windows mais leve ou mais rápido. A única "otimização" que acontece nesse caso é visual, pois operacionalmente não muda nada. Você está eliminando linhas (chaves) que não estavam deixando o Windows lento, e a remoção delas obviamente não deixará o Windows mais rápido. Limpador do Registro do CCleaner: dispensável Dica: eu abordo em detalhes o Registro do Windows nos meus cursos de Manutenção do Windows Dica errada 2: Opções Avançadas do MSCONFIG Esse é a principal dica errada divulgada por sites e youtubers: eles acham que você deve executar o MSCONFIG > Inicialização do Sistema > Opções avançadas e clicar nas duas opções principais que estão desclicadas: Número de processadores e Memória máxima para deixar o Windows mais rápido assim que o computador for reiniciado. Nada mais ERRADO do que isso! Aquelas duas opções estão desclicadas pois desta maneira o Windows estará configurado para utilizar todos os processadores (cores) e memória RAM disponíveis no computador. Então por que essas opções existem? Elas existem pelo motivo contrário ao que esses profissionais alegam: essas opções existem para deixar o seu Windows mais lento! Você deve estar pensando: "BABOO, você está doido! Por que eu vou querer um Windows mais lento?" Você vai querer o Windows mais lento se você for um desenvolvedor que precisa testar o seu aplicativo em um computador mais lento e/ou com pouca memória RAM sem que ele seja executado em uma máquina virtual por causa das limitações existentes nesse cenário. Estas duas opções permitem que você configure o Windows para utiliza menos processadores e memória RAM para simular um computador mais lento, permitindo que você teste seu aplicativo nesse hardware limitado. Clicar essas duas opções é um erro clássico! Se você clicar nessas duas opções visando configurar o número máximo de processadores e o máximo de memória RAM, isso não deixará o Windows mais rápido do que essas opções estiverem desclicadas (que é a configuração padrão delas). É engraçado saber que essas opções fazem exatamente o contrário do que esses "profissionais" alegam ? Dica errada 3: desativar Serviços do Windows Esse é mais um erro clássico de quem quer otimizar o Windows. Embora você possa desabilitar alguns Serviços do Windows, isso não vai mudar em nada a performance dele quando o sistema operacional estiver sendo utilizado. Desabilitar alguns Serviços fará com que no máximo o seu Windows carregue um pouquinho mais rápido no próximo boot. Além dos Serviços terem sido criados para utilizar o mínimo de CPU e o mínimo de memória RAM, na prática eles só se tornam ativos (utilizam CPU) quando eles forem necessários. O fato de um Serviço ser carregado na inicialização do Windows não indica que ele estará ativo: ele ser manterá inativo (gastando 0% de CPU) até que ele seja necessário. Para você comprovar isso, abra o Gerenciador de Tarefas e veja quais Serviços estão rodando ali (eles são descritos como Host de Serviço). Você verá que a maioria deles está com zero por cento de CPU e utilizando muito pouco memória RAM. Para piorar, alguns sites indicam desabilitar o Serviço do Windows Update, além do Serviço da Central de Segurança e do Windows Search, que é um ABSURDO: ao fazer isso o internauta ficará desprotegido e as pesquisas serão muito mais lentas em troca de NADA. A única situação em que desabilitar um Serviço é importante para deixar o seu computador trabalhar mais rápido, é quando esse Serviço está com algum problema, ou seja, ele está utilizando muita CPU, disco ou RAM sem nenhum motivo para isso, impedindo que o sistema operacional funcione corretamente. Nesse caso você realmente tem que fechar o Serviço e descobrir o que está acontecendo. A conclusão dessa dica é que desabilitar Serviços do Windows é desnecessário e não vai melhorar em nada o desempenho do Windows. Dica errada 4: Aplicações Modernas afetam o desempenho do Windows Esse é outro erro comum. Como o Windows 10 vem com diversas Aplicações Modernas e outras são baixadas automaticamente, aparecendo no Menu Iniciar, muitos culpam elas por qualquer problema de desempenho no Windows. Isso não faz nenhum sentido, pois as Aplicações Modernas são similares aos serviços do Windows: elas utilizam muito pouca CPU e memória RAM, e elas são automaticamente suspensas quando estão em segundo plano, ou seja, assim que você executa um programa, ela automaticamente "congela" e não utiliza mais CPU. Além disso, o Windows 10 permite que você defina quais aplicações podem ser executadas em segundo plano. Essa funcionalidade não tem relação com consumo de CPU ou desempenho do Windows, mas sim com a duração da bateria. Isso acontece pois mesmo que alguma Aplicação Moderna esteja suspensa (pois algum programa está sendo executado em primeiro plano), ela consome um pouco mais de bateria do que se ela não estivesse funcionando. Então neste caso, se você estiver usando um notebook, laptop ou tablet, você consegue desabilitar essas aplicações para ter mais tempo de uso do seu dispositivo. Dica errada 5: desligar a Proteção do Sistema Essa dica é simplesmente irracional. A Proteção do Sistema permite a criação de um Ponto de Restauração com toda a configuração do seu Windows, aplicativos e programas. Desta maneira, se seu Windows tiver algum problema, você consegue restaurá-lo exatamente como ele estava naquele dia que você criou o Ponto de Restauração, evitando que você precise desinstalar qualquer atualização ou programa que esteja afetando o funcionamento correto do sistema operacional. A Proteção do Sistema não é um Serviço que está rodando constantemente no seu computador: ela é uma aplicação comum do Windows que funciona como qualquer outro aplicativo. Com ela o usuário executa-a para criar o Ponto de Restauração, e assim que ele é criado o programa deve ser fechado. A Proteção do Sistema não fica ativa na memória nem em constante funcionamento e por isso não faz nenhum sentido relacioná-la com desempenho do Windows. Desabilitá-la obviamente não faz sentido algum em relação a ganho de desempenho do Windows. Dicas que eu considero verdadeiras ABERRAÇÕES Além das dicas anteriores, muitas outras aparecem nos principais sites de tecnologia e canais de youtubers. Aí vai uma lista com dicas que eu encontrei em sites e vídeos de youtubers e que são verdadeiras aberrações pois nenhuma delas deixa o Windows mais rápido: Desabilitar a telemetria do Windows Desativar o efeito de transparência Desligar a Hibernação Desabilitar o serviço Prefetch Desfragmentar" o Registro Apagar arquivos de prefech em \Windows\ prefech Não usar arquivo de paginação Apagar atalhos do desktop Desabilitar os relatórios de Erro do Windows Desabilitar rastreamento do navegador Impedir que navegadores criem arquivos de cache Apagar arquivos da pasta\Windows\Temp
  8. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Nesse artigo você compreenderá o que é fragmentação, porquê ela é ruim e como resolver esse problema. Quando um arquivo é salvo no disco rígido ou SSD, ele não é salvo inteiro: ele sempre é salvo em pequenas partes. Se houver um espaço livre contínuo, essas partes são salvas sequencialmente, ou seja, uma após a outra – mas se não houver espaço livre contínuo que permita que essas partes sejam salvas juntas, então elas são divididas e salvas em locais diferentes. E quando isso acontece, dizemos que o arquivo está fragmentado: E se milhares de arquivos são salvos em dezenas de milhares de fragmentos, o disco rígido perde muito tempo localizando esses fragmentos que estão dispersos – e isso gera lentidão quando os arquivos são lidos e principalmente quando eles são salvos. É por isso que se diz que se o disco rígido está muito fragmentado, o Windows fica lento. E fica mesmo! A imagem abaixo é um ótimo exemplo disso tudo: aqui temos um arquivo com 520 MB que tem nada menos que 6.890 fragmentos, além de vários outros com milhares de fragmentos – inclusive o arquivo Windows.edb (que é o arquivo de indexação do Windows) que tem mais de 1.750 fragmentos: Ao clicar neles, é possível visualizar a quantidade absurda de arquivos distribuídos pelo disco: Quando o arquivo de 6.890 fragmentos BABOO Curso 01 parte 1.mkv for lido por completo, o disco rígido precisará localizar todos esses 6.890 fragmentos para montar o arquivo final, tornando a sua leitura lenta. Quando o arquivo BABOO Curso 01 parte 1.mkv for desfragmentado, todos os 6.890 fragmentos são reunidos e salvos de maneira contínua e ordenada. E embora o tamanho do arquivo permaneça o mesmo, o acesso a ele é muito mais rápido, e com isso o Windows trabalha mais rápido. Abaixo você tem o resultado final: após a fragmentação do arquivo BABOO Curso 01 parte 1.mkv, o arquivo que tinha 6.890 fragmentos agora tem agora apenas UM único fragmento, tornando a sua leitura muito mais rápida. E perceba que mesmo após a desfragmentação de todos arquivos do disco rígido, o arquivo Windows.edb continua totalmente desfragmentado: Por que isso aconteceu? Isso aconteceu pois esse arquivo é um arquivo importante que está em uso pelo Windows, e o próprio Windows impede que ele seja copiado ou movido. Nesse caso, o programa de desfragmentação tem a opção de ser configurado para desfragmentar na inicialização do Windows, permitindo que arquivos importantes sejam desfragmentados ANTES do carregamento do sistema operacional: O Windows tem um desfragmentador próprio, mas eu sugiro o uso de um desfragmentador gratuito que é muito mais completo e eficiente do que o do Windows: o Defraggler. Você deve baixá-lo do site oficial dele clicando aqui. Ao executar o programa de instalação do Defraggler, escolha o idioma Português Brasileiro e inicie a instalação: Agora desclique a opção de ver as novidades dessa versão e clique no botão verde para executar o Defraggler: Agora vamos configurá-lo. Clique em Configurações > Mapa do Dispositivo > Visão Customizada, escolha 12 x 12, Estilo Plano e Barras. Clique em OK: Agora clique novamente em Configurações > Opções > Desfragmentar e clique na opção Mover arquivos grandes para o final do volume. Como tamanho mínimo coloque 1000 e clique em OK: Agora clique na aba Saúde e ali você saberá se o seu disco rígido com os parâmetros corretos, que é algo que o chkdsk da primeira aula não verifica. Se a temperatura está na cor verde e não tiver nenhuma linha vermelha nessa lista, isso indica que tudo está OK. Abaixo está a imagem do Defraggler indicando que está tudo OK (BOM e temperatura de 38 graus, sendo que o ideal é sempre estar abaixo de 49 graus) e a lista de variáveis não contém nenhuma linha vermelha: Esta imagem, por outro lado, mostra que o disco rígido tem problemas e certamente vai pifar em pouco tempo. Nesse caso eu sugiro você fazer backup dos dados do seu computador pois o disco rígido está com algum problema e pode eventualmente pifar de vez. Agora clique em Configurações > Desfragmentação na Inicialização > Executar uma vez e clique em não. Isso fará com que a próxima vez que o Windows for iniciado, antes disso acontecer o Defraggler vai desfragmentar os arquivos que o Windows impede que sejam copiados ou movidos, conforme eu mostrei no início desse artigo: Agora clique no botão Desfragmentar para iniciar a desfragmentação: Se aparece Otimizar ali, isso significa que você está usando um SSD. Mesmo assim clique na seta, escolha Desfragmentar, clique em Sim na janela e a desfragmentação iniciará. Seja paciente pois ela pode durar algumas horas. Se você estranhou o fato de eu desfragmentar o SSD, que é algo que todos falam para NÃO fazer, então assista meu artigo detalhado sobre otimização de SSD e você compreenderá que não há nenhum problema em fazer isso: os benefícios compensam ?
  9. Na época do XP isso deixava a navegação mais lenta, mas desde então não há problema algum..
  10. Não existe milagre nem alguma otimização específica para jogos além do básico. Se vc quer um Windows rápido, não use nenhum crack, ativador, otimizador ou booster, execute os três procedimentos iniciais do meu vídeo sobre o HD a 100% (chkdsk, SFC e DISM) para garantir que seu HD e Windows estão OK, e utilize o CCleaner para apagar arquivos temporários e o Defraggler para desfragmentar o disco, executando-os no máximo a cada 15 dias. Além disso, jogue conectado via cabo ao invés de Wi-Fi..
  11. Leia https://www.baboo.com.br/os-melhores-antivirus-gratuitos-do-mercado/ ?
  12. Eu não uso o ZHP Cleaner e por isso eu não abordei ele em nenhum vídeo ou artigo - inclusive a Aula 05 inclui apenas o uso de antivírus (e não anti-malware)..
  13. Infelizmente não: o defrag do Windows faz o mínimo necessário e a Microsoft não pretende mudar isso..
  14. Pois a taxa de detecção desse antivírus no mundo real (computadores em uso no dia-a-dia) caiu enquanto a taxa dos demais antivírus melhorou..
  15. Para incluir uma assinatura, clique no seu login acima à direita e clique em Configurações de Conta: Agora clique em Assinatura e crie sua assinatura. Ela aparecerá automaticamente embaixo de todas as mensagens que você postar. Simples, né?
  16. Para alterar os dados, clique no seu nome (acima à direita) e clique em Configurações da Conta: Agora você clica em Alterar para modificar seu nome, endereço de e-mail e senha: Você poderá alterar o seu nome após 30 dias de participação no Fórum do BABOO, e a partir daí você poderá trocá-lo novamente uma vez a cada 90 dias.
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