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  1. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Este artigo aborda em detalhes os melhores antivírus gratuitos do mercado. Se você quer saber quais são os melhores antivírus pagos, clique aqui. Infelizmente a imensa maioria dos artigos e vídeos sobre "os melhores antivírus" não têm credibilidade alguma por terem sido criados por youtubers e jornalistas sem nenhum conhecimento profundo sobre segurança digital. Esses artigos são basicamente traduções e adaptações de artigos de terceiros cuja escolha do melhor antivírus também foi baseada no "achismo", com o agravante do fato de que um antivírus excelente para um determinado país não indica que ele será igualmente eficiente em outro país principalmente por causa dos malwares locais que eu informo no artigo "Como ESCOLHER um antivírus". Eu tenho mais de 30 anos de experiência em Windows e Segurança Digital no dia-a-dia do mundo real aqui no Brasil, e neste artigo eu mostro quais antivírus são excelentes para usuários e empresas brasileiras. Em uma internet sem nenhum controle aonde qualquer um escreve sobre o que quiser, e até mesmo sites de bem-estar publicam artigos sobre o melhor antivírus(!), na prática esses artigos são inúteis pois não existe nenhuma confiança nas informações apresentadas. Eu não ganhei um único centavo de qualquer empresa de antivírus na criação e publicação desse artigo. Todas as minhas sugestões e indicações são baseadas exclusivamente no resultado de muitos anos de trabalho realizado resolvendo problemas de segurança e de configuração no Windows em todo tipo de cenário em computadores no Brasil. Testes no mundo real Atualmente existem mais de 70 antivírus, e desde os anos 90 eu tenho usado e testado diversos deles. Nas muitas consultorias que eu realizei nos últimos anos, eu vivenciei diversos casos escabrosos de segurança aonde eu precisei utilizar alguns antivírus realmente eficientes que resolveram por completo os problemas de segurança e de malwares. Com o uso desses antivírus, os problemas de infecção por malwares caíram para ZERO, indicando que são excelentes soluções para proteção dos computadores. Estes testes no mundo real resultaram na escolha antivírus extraordinários para internautas brasileiros. Como eu comento no artigo sobre como escolher um antivírus, um antivírus considerado excelente em um país pode não ser tão eficiente em outro por causa de malwares locais. No caso do Brasil existem malwares específicos como os que alteram boletos de pagamento, malwares que afetam o funcionamento do bankline de bancos brasileiros, etc. Com isso, de nada adianta utilizar no Brasil um antivírus que é considerado ótimo em testes realizados na Europa ou Estados Unidos, se ele não detecta e impede malwares brasileiros, né? Observações importantes sobre os antivírus gratuitos que eu indico: 1. Ficaram de fora antivírus que jamais devem ser utilizados por serem chineses (Baidu, 360 Total Security, Tencent) e também antivírus da Comodo. 2. Malwarebytes não foi testado pois ele é um anti-malware (e não antivírus). Eu abordo ele aqui. 3. Na análise de alguns antivírus eu também levei em consideração a opinião de alguns profissionais de TI focados em segurança que eu conheço há muitos anos e confio no excelente trabalho deles. 4. A escolha de um bom antivírus não depende somente de testes externos, conforme eu detalho no meu artigo sobre como escolher um antivírus, sendo que eu adicionei a imagem do resultado de testes da AV-Comparatives para servir como referência. Embora esses testes analisem a taxa de detecção de centenas de malwares novos, a cada dia aparecem cerca de 350 MIL novos malwares. Eu abordo isso em detalhes na última página dessa Bem, chega de papo-furado. Agora você saberá quais são os melhores antivírus gratuitos para os internautas brasileiros: Kaspersky Security Cloud Free 2019 Há alguns anos eu considero o Kaspersky Internet Security como o melhor antivírus pago do mercado, e agora outro antivírus da Kaspersky se tornou o melhor gratuito: o Kaspersky Security Cloud 2019. Ele utiliza o excelente mecanismo dos demais antivírus da Kaspersky, com a vantagem de ser muito mais configurável do que o Kaspersky Free 2019. O Kaspersky Security Cloud 2019 É DIFERENTE do Kaspersky Free 2019 que eu abordo aqui: ao contrário do Kaspersky Free, o Kaspersky Security Cloud 2019 permite a configuração de módulos que estão indisponíveis no Kaspersky Free. O nível de proteção de ambos é basicamente o mesmo, embora o Kaspersky Security Cloud 2019 inclua segurança adaptiva: confira a minha análise completa do Kaspersky Security Cloud Free 2019 aqui Para baixar o Kaspersky Free 2019, clique neste link: Download do Kaspersky SECURE CLOUD Free 2019 O engine (mecanismo) dos antivírus da Kaspersky é extremamente eficiente e certamente o melhor do mercado: mesmo que o antivírus esteja desatualizado, ele é capaz de detectar malwares e ransomwares desconhecidos - algo que poucos antivírus conseguem fazer. Bitdefender Free Edition O segundo antivírus gratuito que eu recomendo é o ótimo Bitdefender Free. Ele utiliza o mesmo mecanismo de detecção de malwares (engine) da sua versão paga, mas ele tem uma limitação importante que poucos conhecem: o Bitdefender Free não tem uma ferramenta específica para proteger o internauta contra criptografia de arquivos por ransomwares, ou seja, um ransomware é detectado como qualquer outro malware. Isso é particularmente importante, pois ransomwares são extremamente danosos e na maioria das vezes o internauta tem seus arquivos sequestrados sem chance de recuperá-los a curto prazo. Felizmente a própria Bitdefender disponibiliza para download o Bitdefender AntiRansomware, um programa gratuito que protege o computador contra ransomwares independentemente do antivírus sendo executado. Para baixá-lo, clique no botão abaixo: DOWNLOAD DO BITDEFENDER ANTIRANSOMWARE IMPORTANTE: Embora o BDAntiransomware informa que ele protege apenas contra ransomwares CTB-Locker, Locky e TeslaCrypt, o log de instalação dele informa que ele também protege contra ransomwares recentes: A Kaspersky também oferece o Kaspersky Anti-Ransomware Tool for Business, um anti-ransomware gratuito: DOWNLOAD DO KASPERSKY ANTI-RANSOMWARE Avira Free Antivirus 2019 e Panda Dome Free Outros dois excelente antivírus gratuitos que na minha opinião estão empatados em terceiro lugar são o alemão Avira e o espanhol Panda: Avira Free Antivirus 2019 Download do Avira Free AntiviruS 2019 Ele utiliza o mesmo mecanismo de detecção de malwares (engine) da sua versão paga, mas ele tem uma limitação importante que poucos conhecem: o Avira Free não tem uma ferramenta específica para proteger o internauta contra criptografia de arquivos por ransomwares, ou seja, um ransomware é detectado como qualquer outro malware: Felizmente a própria Bitdefender disponibiliza para download o Bitdefender AntiRansomware, um programa gratuito que protege o computador contra ransomwares independentemente do antivírus sendo executado. Para baixá-lo, clique no botão abaixo: DOWNLOAD DO BITDEFENDER ANTIRANSOMWARE IMPORTANTE: Embora o BDAntiransomware informa que ele protege apenas contra ransomwares CTB-Locker, Locky e TeslaCrypt, o log de instalação dele informa que ele também protege contra ransomwares recentes: A Kaspersky também oferece o Kaspersky Anti-Ransomware Tool for Business, um anti-ransomware gratuito: DOWNLOAD KASPERSKY ANTI-RANSOMWARE Panda Dome Gratuito Desde 2015 eu sugiro o uso do Panda Dome gratuito pois ele é um excelente antivírus depois que a Panda introduziu seu novo engine XMT. Esse antivírus gratuito tinha uma taxa de detecção altíssima - tanto que no segundo semestre de 2017 o Panda Dome gratuito foi o único antivírus que conseguiu taxa de detecção contínua de 100% durante todos os testes da AV-Comparatives - algo que nenhum antivírus pago conseguiu! Isso por si só é um feito incrível considerando que ele concorreu com os melhores antivírus pagos - incluindo Kaspersky, Bitdefender, F-Secure, Trend Micro, Avira e muitos outros: Infelizmente o antivirus Panda não manteve essa invencibilidade durante 2018, mas ele continua muito eficiente para uso no dia-a-dia. O Panda Dome gratuito também tem uma limitação importante que poucos conhecem: ele não tem uma ferramenta específica para proteger o internauta contra criptografia de arquivos por ransomwares, ou seja, um ransomware é detectado como qualquer outro malware: Por causa disso é recomendável você instalar o anti-ransomware gratuito da Bitdefender ou da Kaspersky que podem ser utilizados como proteção adicional. A Bitdefender disponibiliza para download o Bitdefender AntiRansomware, um programa gratuito que protege o computador contra ransomwares independentemente do antivírus sendo executado. Para baixá-lo, clique no botão abaixo: DOWNLOAD DO BITDEFENDER ANTIRANSOMWARE IMPORTANTE: Embora o BDAntiransomware informa que ele protege apenas contra ransomwares CTB-Locker, Locky e TeslaCrypt, o log de instalação dele informa que ele também protege contra ransomwares recentes: A Kaspersky também oferece o Kaspersky Anti-Ransomware Tool for Business, um anti-ransomware gratuito: DOWNLOAD KASPERSKY ANTI-RANSOMWARE E os outros antivírus pagos? E o resultado dos testes de antivírus? Existem alguns antivírus pagos conhecidos no mercado, mas eles não estão na minha lista de antivírus recomendados. Isso acontece pois eu não considero-os eficientes. São eles: Avast/AVG O Avast e AVG (que foi comprada pela Avast em 2016) são provavelmente os antivírus mais conhecidos no Brasil principalmente pela sua versão gratuita, mas na minha opinião eles estão muito longe de serem tão eficientes quanto os demais. Há muitos anos eu removo malwares de notebooks e computadores em todo tipo de cenário, e eu cansei de ver que mesmo aqueles que tinham o AVG e Avast instalados e atualizados estavam infectados por malwares ou adwares. Esse problema acontecia independentemente se o sistema operacional era Windows 7, Windows 8.x ou Windows 10, se o antivírus Avast/AVG era gratuito ou pago, e também qual a versão do antivírus estava instalada. Além disso, muitas vezes o Avast mostrou ser o responsável pela demora na inicialização do Windows, e bastou removê-lo para a inicialização ser muito mais rápida. O mesmo aconteceu em muitos casos aonde o disco estava em uso constante sem motivo (indicando problema do disco a 100%) e bastou remover o antivírus para esse problema ser solucionado. É importante salientar que eu não tenho absolutamente nada contra a empresa Avast (tanto que eu indico o uso do CCleaner e Defraggler que pertencem à essa empresa), mas na minha opinião ela precisa melhorar seu antivírus para ele ser recomendável para os internautas brasileiros. 360 Total Security, IObit Malware Fighter, Baidu, Tencent, CM Security... Eu sou absolutamente contra o uso de qualquer software chinês - principalmente software de segurança como antivírus. Eu detalho isso em um longo artigo, mas resumindo: Empresas de antivírus chineses lucram com publicidade - e não segurança. Isso por si só mostra o real interesse delas: seus arquivos, histórico e perfil - e não a sua segurança online. Para elas, antivírus é apenas uma ferramenta para elas obterem o máximo de informação sobre você para veicular banners com produtos e serviços relacionados ao seu perfil. Empresas chinesas não são confiáveis: no passado a IObit roubou o banco de dados da Malwarebytes, a Qihoo (criadora do 360 Total Security) incluiu backdoor no seu antivírus para roubar dados dos usuários, a Baidu instalava adwares e programas indesejados no computador do internauta, etc etc. A Qihoo foi pega trapaceando em um teste de antivírus pois o Total Security 360 utilizou o mecanismo da Bitdefender ao invés do mecanismo QVM próprio (embora a versão pública desse antivírus venha com o engine da BitDefender desabilitado e QVM habilitado, fornecendo muito menos segurança do que ela prometia). A Tencent foi ainda pior: ela detectava o teste executado pela AV-Test e simulava um scan mais rápido. A China é conhecida pelo monitoramento da internet e o governo chinês emprega 2 milhões de pessoas para controlar a internet e recentemente tentou forçar que empresas de tecnologia estrangeira implementasse backdoors em seus produtos, além de fornecerem a chave de criptografia utilizada em seus produtos. Quem entende de segurança JAMAIS utiliza software chinês – e quem não entende também deveria fazer o mesmo. Obviamente com smartphones não podia ser diferentes: antivírus chineses gratuitos e aplicativos "inocentes" estão entre os antivírus mais baixados sem que seus usuários saibam o risco que correm em relação à sua privacidade de segurança online. Entre eles estão "otimizadores" e aplicativos que prometem aumentar a duração da bateria. Até mesmo a brasileira PSafe (que tem a Qihoo como investidora) abandonou seu antivírus para Windows para se focar na plataforma mobile com o dfndr Security, aonde seu modelo de negócios é o mesmo: lucro com publicidade. Um dos antivírus mais utilizados na plataforma Android também é chinês: o Security Master, da empresa Cheetah Mobile, que também é responsável pelo Clean Master. Isso sem contar o fato que os aplicativos da Qihoo agora utilizam o nome 360 Security e a Baidu mudou de nome para DU Apps provavelmente para fugir do estigma que esses nomes trazem do desktop. A conclusão é que essas empresas mudam seus nomes, mas o modelo de negócio baseado nas suas informações não muda, portanto FUJA DELAS! Comodo, conclusão e dica importante! Eu não indico nenhum produto da Comodo pois esta empresa teve péssimas atitudes e decisões que acabaram com a minha confiança nela - incluindo fornecimento de certificados digitais para malwares, instalação de adware que interceptava transmissões seguras, instalação de um "navegador seguro" que era pavorosamente inseguro, etc. Eu escrevi um artigo completo sobre isso e eu sugiro você lê-lo para compreender melhor a minha decisão. E os testes de antivírus? Existem no mercado três empresas conhecidas por testarem antivírus: + AV-Comparatives, empresa austríaca fundada em 1999 + AV-TEST, empresa alemã fundada em 2001 + Virus Bulletin, empresa inglesa fundada em 1989 Estas empresas realizam dezenas de testes automatizados de antivírus, incluindo testes: + Mundo Real: análise de malwares na web utilizando as configurações default dos antivírus + Performance: desempenho na varredura do disco rígido + Falso Positivo: taxa de detecção de programas legítimos que são considerados maliciosos + Remoção de Malware: análise da detecção e remoção de malwares provindos de rede local e USB Embora esses testes aparentemente sejam úteis, na prática eles servem apenas como referência para saber como os antivírus se comportam nesses cenários. Esses testes JAMAIS devem ser utilizados para escolha de um determinado antivírus - e existe vários motivos para isso: A quantidade de malwares testados é desprezível, representando menos de 0,01% do total de malwares existentes - e basta UM ÚNICO malware para infectar o computador. Enquanto em um dos testes de proteção a AV-TEST utiliza cerca de 14 mil amostras de malware, a Virus Bulletin utiliza até 2.000 amostras e a AV-Comparatives utiliza cerca de mil amostras, em 2018 surgiram nada menos de 350 mil novos vírus POR DIA. Os testes realizados não levam em conta malwares locais, que são malwares que funcionam apenas em alguns países: no Brasil temos malwares que alteram boletos bancários e interferem no bankline dos bancos nacionais. De nada adianta um antivírus ter ótimas taxas de detecção em testes de laboratório, mas falhar na detecção de malwares locais. Os resultados desses testes podem mudar a cada hora por causa da atualização constante do banco de dados dos antivírus. Com isso, se um mesmo teste de antivírus for realizado de manhã, à tarde ou à noite, ele pode gerar resultados totalmente diferentes por causa da atualização do banco de dados de malwares realizada diversas vezes em cada um desses períodos. Nem todos antivírus são testados, pois embora o resultado dos testes seja idôneo (as empresa de antivírus não têm nenhuma influência nos testes), as empresas que desenvolveram os antivírus são obrigadas a pagar uma anuidade às empresas que testam seus antivírus - e nem todas têm interesse nisso. Esses testes são somente ilustrativos e jamais devem ser utilizados na escolha de um antivírus - tanto que a própria AV-Comparatives informa em seu site: "Please note that we do not recommend purchasing a product purely on the basis of one individual test or even one type of test. Rather, we would suggest that readers consult also our other recent test reports, and consider factors such as price, ease of use, compatibility and support.", ou seja: "Por favor, note que não recomendamos a compra de um produto puramente com base em um teste individual ou mesmo um tipo de teste. Sugerimos que os leitores consultem nossos outros relatórios de teste recentes e considerem fatores como preço, facilidade uso, compatibilidade e suporte." Com isso, mesmo se um determinado antivírus for eleito o "melhor do ano", isso não significa que ele seja o melhor produto do mercado - muito menos para o Brasil! Na prática os melhores antivírus devem ser escolhidos baseado nos resultados obtidos no mundo real, ou seja, na sua eficiência durante o dia-a-dia em todo tipo de cenário e com o maior número de computadores possível. CONCLUSÃO Para mim os três melhores antivírus do mercado são o Kaspersky Security Cloud Free 2019, seguido pelo Bitdefender Free e o Avira Free Antivirus 2019: Quer saber quais são os melhores antivírus PAGOS do mercado? Clique aqui! Dica final importante Se o seu antivírus atual detectou 100% das ameaças e ele está mantendo o seu computador seguro, então não perca tempo testando outros antivírus: evite ouvir opiniões desnecessárias de amigos alegando que “este antivírus X é bom”, “esse aqui é novo”, “esse aqui é o melhor”, etc. Se o antivírus que você está utilizando funciona, e depois de você fazer uma varredura online com outros antivírus (de acordo com este artigo) e não encontrou nada, então mantenha-o pois você já encontrou a solução para sua proteção online: ele é o antivírus que você está utilizando. Simples assim. A partir do momento que o seu PC for eventualmente infectado ou se a varredura encontrou arquivos maliciosos que foram ignorados pelo seu antivírus, daí sim você deve pensar em substitui-lo - e daí eu sugiro você utilizar os antivirus gratuitos indicados nesse artigo, ou antivírus pagos indicados aqui. Eu costumo receber diversas sugestões de testes de antivírus diferentes daqueles que eu indico, mas se o antivírus que eu indico impede que o computador seja infectado, tem um ótimo custo/benefício e não causa nenhum problema para o usuário, então PARA QUÊ eu vou testar outro antivírus? Isso é perda de tempo. Resumindo: substitua seu antivírus somente se isso for necessário
  2. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Um bom antivírus torna desnecessário o uso de anti-rootkit, anti-keylogger, anti-ransomware e anti-qualquer-coisa, pois na prática o antivírus já está monitorando este tipo de ameaça. A instalação desse tipo de programa só é recomendada se o antivírus não proteger contra essas ameaças, como alguns antivírus gratuitos que precisam de um anti-ransomware adicional conforme eu detalho no meu artigo sobre os melhores antivírus gratuitos. Além disso, esses programas adicionais ficam residentes na memória, podendo causar problemas de estabilidade, ter bugs e até deixar o computador lento sem necessidade alguma - e por esses motivos o seu uso deve ser limitado somente ao cenário citado acima. Eu quero evitar que você faça o que a maioria dos internautas fazem: transformar o seu computador em um laboratório de testes instalando soluções adicionais de segurança que usualmente são totalmente desnecessárias. Qual é a diferença entre antivírus e anti-malware? O termo antivírus é antigo pois foi criado na época em que os vírus eram basicamente as únicas ameaças digitais. Depois dele surgiram trojans, worms, keyloggers, spywares e outros tipos de ameaça digital - e todas elas (incluindo os vírus) são definidas como malware. Então tecnicamente um anti-malware deveria ser mais completo do que um antivírus pelo fato do vírus ser apenas um malware dentre muitos outros - mas isso não condiz com a realidade. Embora os produtos de segurança que detectam e eliminam ameaças digitais são comumente chamados de antivírus, na prática eles são antimalware pois eles também detectam trojans, worms, keyloggers, spywares, etc. O problema é que o nome antivírus se tornou sinônimo de qualquer programa que detecta ameaças digitais - mesmo que o programa seja na verdade um antimalware. A conclusão disso tudo é que as empresa utilizam o termo antivírus por questões mercadológicas, uma vez que esse termo é muito mais conhecido do que antimalware - embora o produto que elas vendam seja um antimalware. Isso acontece de maneira similar a produtos de outras empresas, aonde um termo ou marca se sobressai em relação ao produto em si: Gillete (lâmina de barbear), Xerox (máquina copiadora), Durex (fita adesiva), Post-It (bloco de notas adesivo), etc . Em 2018 um executivo de uma conhecida empresa de antivírus me contou que muitas ligações para o suporte são de pessoas perguntando se o produto "Internet Security" também vinha com antivírus, pois essa palavra não consta no nome do produto Então fica a dúvida: o que que utilizar além do antivírus? Malwarebytes for Windows Se o seu nível de paranoia é mais alto do que o normal, como eu, por exemplo, daí eu sugiro o uso do Malwarebytes for Windows (que antigamente se chamava Malwarebytes AntiMalware e era apelidado de MBAM). Por questões mercadológicas a Malwarebytes resolveu remover a palavra "AntiMalware" e anuncia esse produto como algo que torna os antivírus obsoletos - algo totalmente irreal. O Malwarebytes Premium é um excelente produto, com a vantagem dele funcionar em conjunto com qualquer antivírus, e a grande vantagem dele é seu módulo Anti-Exploit. Anti-Exploit do Malwarebytes Para quem utiliza um antivírus, o módulo mais importante que adiciona proteção ao usuário é o Anti-Exploit. Ele está presente em alguns antivírus (incluindo Windows Defender), mas infelizmente em muitos antivírus esse módulo está presente apenas nas versões corporativas (Endpoint Security). O Anti-Exploit do Malwarebytes monitora os scripts sendo executados e bloqueia aqueles que ele considera maliciosos. Isso permite bloquear ataques através de banners maliciosos que utilizam vulnerabilidades do Flash ou do Java para enviar um ransomware para o seu computador e executá-lo. Muitos internautas são infectados através de banners de sites comuns: foi-se a época que ele precisaria navegar em um site pornô ou de conteúdo pirata para ele ser infectado, pois atualmente qualquer site pode infectá-los Isso acontece quando hackers invadem servidores que mantêm esses banners e incluem códigos maliciosos que são executados juntamente com o banner - e quando sites comuns mostram esses banners eles tentam invadir o seu computador. Isso chama-se MALVERTISING. Além disso, o Anti-Exploit também protege o internauta contra vulnerabilidades 0-day de navegadores, de leitores de arquivos .pdf, do Office e de media players - então se você utiliza o Adobe Acrobat, Adobe Reader, Edge, Firefox, Chrome, Opera, Word, Excel, PowerPoint, VLC, entre outros, ele aumenta muito a proteção contra invasões através desses aplicativos. Embora o Malwarebytes AntiMalware seja uma solução paga, a Malwarebytes disponibiliza para download uma versão gratuita do Anti-Exploit que pode ser utilizado em conjunto com qualquer antivírus. Essa versão nem sempre é a mais recente, mas ela é suficiente para proteger o internauta contra ataques via navegador, via Flash e via Java. DOWNLOAD DO MALWAREBYTES ANTI-EXPLOIT Outros dois concorrentes muito bons do Malwarebytes são o Zemana e o Hitman Pro: Zemana e HitmanPro Zemana A Zemana é uma pequena empresa turca com sede em Saravejo, e o AntiMalware dela é muito eficiente. Para baixar uma versão de testes por 30 dias do Zemana AntiMalware, clique aqui. Para aumentar a segurança, acesse Proteção instantânea e habilite a opção Ativar a Tecnologia Pandora Cloud-Sandbox. Na opção Ação, escolha Eliminar: HitmanPro A empresa que criou o HitmanPro foi adquirida pela Sophos em 2015. Para baixar uma versão de testes de 30 dias do HitmanPro, clique aqui. Eu preciso de um firewall além daquele que vem com o Windows? O firewall nada mais é do que uma barreira de proteção contra acessos via rede. Quando ele está ativado, ele permite filtrar e bloquear acesso a determinados serviços que estejam em funcionamento no computador. Eu preciso de um firewall além daquele que vem com o Windows? A resposta a essa pergunta é NÃO. Não existe nenhuma necessidade de você utilizar um firewall além daquele que vem com Windows - exceto nos casos aonde você utiliza um antivírus que tem o seu próprio firewall, como os produtos "Internet Security" existentes no mercado: nesse caso é recomendável você utilizar o firewall que vem com o antivírus por questão de compatibilidade e eficiência. Há muitos anos os criminosos invadem computadores através de navegador, do Flash e de vulnerabilidades de programas, e eles não perdem mais tempo verificando qual porta está aberta e o que dá para fazer ali - por isso a proteção que o firewall do Windows fornece é suficiente para o dia-a-dia. O uso de um firewall é fundamental para manter o computador seguro - tanto que o ransomware WannaCry se propagava através da porta TCP 445 e internautas que não utilizavam firewall para bloquear essa porta podiam ser infectados. Como testar as portas do firewall? Dica: para testar quais portas estão abertas no seu firewall, use o ótimo ShieldsUP! da GRC, um serviço online que verifica se as principais portas TCP. Para fazer isso: 1. Acesse a página do GRC e clique na opção ShieldsUP!: 2. Uma nova página abrirá. Clique no botão Proceed: 3. Agora clique em Common Ports: 4. Pronto! Aguarde a análise ser finalizada. Para um usuário caseiro comum, o ideal é que nenhuma porta esteja aberta, ou seja, apareça sempre: Retângulo verde Stealth: ou o Retângulo roxo Closed: Se o retângulo for vermelho Open, isso indica que a porta está aberta e você deve criar uma regra no firewall para fechá-la:
  3. DÚVIDAS GERAIS: 1. Existe alguma alternativa segura pra quem não tem dinheiro pra comprar o Windows? Ficar com o Windows original pedindo chave por exemplo? 2. Instalar o Windows pelo próprio site da Microsoft (criando o pendrive bootável) mas não comprar a chave e simplesmente ignorar a mensagem de "Ativar o Windows" traz quais limitações além da de não poder customizar a aparência dele? Posso ficar usando ele assim por quanto tempo? 3. O Windows Defender é suficiente pro usuário comum que usa o PC pra jogar games originais na Steam, Epic, etc., e o Office de vez em quando? 4. Qual melhor antivírus pago pra você? Eu vi no vídeo que exemplificou com Kaspersky e pela pesquisa que eu fiz eu cheguei a conclusão que ele é ótimo. Eu uso ele comprado versão Total Security. Já tem um vídeo sobre isso? Se quiser pode fixar esse comentário com as suas respostas porque devem ser dúvidas comuns pra muitos que chegam no seu vídeo. Ah só agora eu vi que você gera sua receita, dentre outras formas, com consultoria. Então se puder responder, por favor responda pelo menos as pergunta 1 e 2 ou somente uma delas. Já me inscrevi no seu canal e vou tentar alertar todas as pessoas que eu conseguir, divulgando seu vídeo em todos os vídeos brasileiros do YouTube sobre "ativação do Windows". Respostas: 1. A única "alternativa segura" é utilizar o Windows que veio pré-instalado no computador, atualizando-o para Windows 10. Realisticamente não há necessidade de comprar o Windows 10.. 2. Nesse caso você não poderá personalizá-lo e legalmente você estará usando uma versão pirata do Windows, pois utilizar um Windows sem ativar ou após o período de testes dele é considerado pirataria e isso está claro no Termos de Uso: "Você estará autorizado a usar esse software somente se estiver corretamente licenciado e o software tiver sido ativado adequadamente com uma chave do produto (Product Key) original ou por outro método autorizado. " 3. Sim, ele é suficiente para o dia-a-dia, embora eu sugiro o uso do KSCF: https://www.baboo.com.br/artigos/kaspersky-security-cloud-free-2020/ 4. O melhor antivírus pago é o Kaspersky Total Security mesmo, e eu abordo ele e o KSCF em detalhes no meu curso Windows 10: da formatação à produtividade
  4. Curso gratuito Windows RÁPIDO e SEGURO Aula 07: Eliminação TRIPLA de malwares Observações sobre o vídeo acima: Links deste vídeo: Kaspersky Security Cloud Free: https://www.kaspersky.com.br/free-cloud-antivirus Kaspersky Total Security: https://www.kaspersky.com.br/total-security Vídeo sobre Kaspersky Small Office Security (KSOS) 7: Vídeo sobre Kaspersky Endpoint Security Cloud Plus (KESC+): Trend Micro HouseCall: https://www.trendmicro.com/pt_br/forHome/products/housecall.html KVRT (Kaspersky Virus Removal Tool): https://devbuilds.s.kaspersky-labs.com/devbuilds/KVRT/latest/full/KVRT.exe ESET Online Scanner: https://download.eset.com/com/eset/tools/online_scanner/latest/esetonlinescanner_enu.exe Aula 08: Bloqueadores de propaganda e URL Aula 06: Remoção de Adwares e PUPs
  5. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017:  Nesse artigo eu abordo em detalhes como funcionam os antivírus, mostrando as várias técnicas que eles utilizam para detectar malwares: assinatura, heurística, HIPS, proteção na nuvem e Inteligência Artificial. Assinatura A detecção através de assinatura é a técnica mais antiga e básica, aonde o antivírus procura por trechos de código ou combinação de caracteres que já foram utilizados em outros malwares, pois se eles também estiverem ali, certamente esse programa é um malware. A repetição de linhas de código nos vírus é relativamente comum, pois existem na internet várias ferramentas (gratuitas ou não) para criação de vírus. Na prática a imensa dos criadores de vírus não cria o seu próprio vírus: eles utilizam essas ferramentas que permitem que qualquer um possa criar um vírus novo sem ter conhecimento técnico para isso, ou então eles simplesmente baixam o código-fonte de vírus que estão disponíveis em vários sites, fazendo pequenas modificações neles. E quem utiliza qualquer uma dessas duas opções para criar um vírus é apelidado de script kiddie, um termo que define um jovem inexperiente que se considera um hacker porque criou um vírus novo (e normalmente ele adora anunciar isso para os amiguinhos dele), quando na realidade ele usou uma ferramenta para fazer isso ou adaptou algo já existente porque ele simplesmente não tem conhecimento técnico para criar o seu próprio vírus. Aliás, quando um novo vírus é criado e depois disso aparecem outros vírus que foram baseados nele (com algumas modificações em relação ao primeiro), todos esses vírus baseados no primeiro são considerados uma variante do vírus principal, aonde o nome principal do vírus é o mesmo, mas cada variante recebe uma identificação própria. Se os antivírus identificassem um malware somente pela análise do código-fonte dele, isso obviamente impediria a detecção de vírus que tenham um código-fonte único e desconhecido - e por isso há muitos anos os antivírus utilizam a heurística para isso. Heurística A heurística analisa as características do programa e procura por padrões internos que possam indicar que o programa é um malware. Cada vez que um padrão é encontrado, é atribuída uma pontuação para ele, e se na soma total essa pontuação for superior a um determinado valor, o antivírus considera esse programa sendo um malware desconhecido. Tanto o método de assinatura quanto de heurística permitem analisar o programa sem que esse programa seja executado pelo usuário. O melhor exemplo disso acontece quando você baixa um arquivo para o seu computador, e assim que ele é baixado o seu antivírus já te avisa que ele é um malware e apaga ele. Isso acontece pois o módulo de assinatura ou de heurística já detectaram pelo código do programa que ele é um malware, sem necessidade de executar o programa pra comprovar isso. Só que às vezes você baixa um programa e o antivírus não fala nada, e assim que esse programa é executado, daí sim o antivírus bloqueia ele falando que é um malware. Por que isso acontece? Isso acontece porque quando o programa é aprovado pela verificação da assinatura e da heurística, assim que esse programa for executado pelo usuário, entra em ação o módulo de comportamento do antivírus, que também é conhecido por HIPS (Host Intrusion Prevention System ou Sistema de Prevenção de Intrusão). Com esse módulo o antivírus monitora o que um programa está fazendo ou o que ele vai fazer em seguida, e se esse programa apresentar um comportamento suspeito, o antivírus bloqueia ele informando que ele é malicioso. Exemplo simples: se você executa um programa e o antivírus detecta que ele está começando a criptografar os arquivos da pasta Documentos e a próxima instrução do programa (instrução essa que já está carregada na memória RAM) é para ele apagar os arquivos originais, isso indica o comportamento de um ransomware, e nesse caso o antivírus bloqueia a execução desse programa. O mesmo acontece quando um programa é executado e o antivírus detecta que esse programa está injetando código adicional em outros programas, quando o programa altera o arquivo HOSTS, quando ele instala um driver que monitora o teclado (indicando ser um keylogger), etc. Além dessas três proteções, os antivírus também utilizam proteção na nuvem e mais recentemente inteligência artificial, que são abordados nas próximas páginas. Proteção na Nuvem Há algum tempo os antivírus utilizam proteção na nuvem, garantindo que isso aumenta a taxa de detecção de novos malwares, ao mesmo tempo que fornecem uma proteção mais rápida para seus usuários. Como isso funciona? Exemplo simples: imagine que um internauta acabou de encontrar em um site um novo ativador de Windows para ativar o Windows pirata dele, e aí ele baixa esse ativador e dá um duplo-clique nele para usá-lo. Quando o internauta executa esse arquivo, o antivírus que ele estiver utilizando vai fazer uma análise rápida desse programa para decidir se ele é um programa confiável ou não. Essa análise que o antivírus faz é multi-layer, ou seja, ele não faz uma ÚNICA análise: ele realiza simultaneamente diversas análises, verificações e comparações. Entre elas ele analisa se existe algum código suspeito, se o programa vai realizar alguma tarefa destrutiva (como apagar partição), se o programa tem certificado digital válido de uma empresa séria, se o código do programa está propositalmente embaralhado para tentar confundir o antivírus (técnica essa conhecida como obfuscar o código), etc. Se depois de todas essas verificações, que no total duram menos de um décimo de segundo, o antivírus detectar que esse ativador se comporta como um malware, então ele bloqueia a execução dele e informa ao usuário que esse ativador é suspeito, que é o que a gente viu até agora. Mas quando o antivírus tem proteção na nuvem, a próxima tarefa que ele faz é criptografar esse ativador e enviá-lo para servidores de quarentena que estão na nuvem, aonde eles fazem uma análise mais detalhada. E se for confirmado que esse ativador é realmente um malware, ele é identificado e catalogado, e em seguida as informações dele são adicionadas no arquivo de atualização de vírus que é baixado diversas vezes por dia pelos antivírus. A partir daí, assim que algum outro internauta em qualquer lugar do mundo baixar esse mesmo ativador, o antivírus avisará imediatamente que ele é um malware, desta vez sem a necessidade do ativador ser executado, porque o antivírus criou uma assinatura para ele, e com isso ele é considerado malware já na primeira análise. Então na prática os antivírus com proteção na nuvem realmente têm uma taxa de detecção mais alta e também permitem uma proteção mais ágil, pois a nuvem permite receber, analisar e catalogar novos malwares em pouco tempo, independentemente em qual país ele foi detectado, protegendo em pouco tempo internautas do mundo para que não sejam infectados por esse mesmo malware. E para você ter uma ideia disso funcionando no mundo real, durante o ano de 2018, somente a Kaspersky (que é UMA dentre mais de 70 empresas de antivírus do mercado) detectou mais de 350 MIL novos arquivos maliciosos POR DIA, que resultaram em 21 milhões de novos malwares criados somente no ano passado. Bem, isso é muito interessante, mas aborda apenas nuvem. E a Inteligência Artificial, aonde ela entra nisso tudo? Inteligência Artificial Como funciona a Inteligência Artificial (IA) em um antivírus? Para você compreender isso de maneira simples, eu vou usar como exemplo o Windows Defender, que desde a versão Fall Creators de outubro 2017 utiliza Inteligência Artificial para ajudar na detecção de novos malwares - e que por causa disso eu não tenho a menor dúvida que muito em breve o Windows Defender será um dos melhores antivírus gratuitos do mercado. O principal motivo do uso da Inteligência Artificial em um antivírus é vencer o desafio do antivírus não errar NUNCA, ou seja, ele precisa detectar 100% dos malwares e ter 0% de falso positivo (que é quando um programa comum é detectado como malware quando ele não é). E da mesma forma que nós só ficamos experientes em algo depois de muita prática, acertando e errando, a Inteligência Artificial também precisa de muito treino, com erros e acertos. E o treino da Inteligência Artificial para identificar malwares exige que ela tenha acesso ao maior número possível de arquivos (maliciosos ou não) para ela treinar a sua detecção - e como o Windows Defender vem pré-instalado no Windows e é utilizado por centenas de milhões de usuários, ele é perfeito para isso. Toda vez que o Windows Defender detecta um malware no computador de algum usuário, as informações desse malware (incluindo o próprio malware, os trechos suspeitos do seu código, o comportamento que ele teve, etc.) são imediatamente repassadas para servidores da Microsoft que estão na nuvem. Só que esses servidores não são servidores comuns: eles são servidores de Machine Learning, que fazem apenas uma tarefa: eles analisam continuamente um volume inacreditável de informações provindas das centenas de milhões de Windows Defender que estão em uso no mundo todo, procurando por padrões de comportamento e anomalias que ajudem a identificar se um programa desconhecido é um malware ou não. O resultado da análise dessas informações permite a criação de padrões que serão levados em consideração quando a Inteligência Artificial analisar se um arquivo é malicioso ou não: Exemplo real: no dia 3 de fevereiro de 2018 a Microsoft informou que o módulo de Inteligência Artificial do Windows Defender de um usuário na Carolina do Norte bloqueou um novo malware. Isso aconteceu pois em alguns milissegundos o módulo de Inteligência Artificial do Windows Defender analisou o código do malware, montou uma árvore de decisão baseada em padrões descobertos pelos servidores de Machine Learning, e concluiu que aquele programa desconhecido era um novo malware: E assim que isso aconteceu, esse malware foi imediatamente enviado para servidores de quarentena da Microsoft que “detonaram” ele, ou seja, eles recebem esse malware e executam ele como administrador em um ambiente virtual protegido, e analisaram tudo que acontece depois: Isso permitiu saber se esse malware estava criptografando arquivos, se ele alterou alguma linha do Registro, se ele substituiu algum arquivo importante do sistema operacional, etc. E como houveram alterações no sistema operacional depois dessa detonação, essas alterações foram analisadas e comparadas através de rede neural, que concluiu que o malware em questão é uma variante do trojan bancário Emotet. Isso tudo aconteceu porque conforme os servidores de Machine Learning descobrem novos modelos de comportamento dos malwares, eles agrupam essas informações em PADRÕES, sendo que cada padrão pode conter milhões de combinações possíveis que são levados em consideração pelo módulo de Inteligência Artificial na detecção de um novo malware. Esse exemplo do Emotet foi apenas UM padrão dentre mais de 30 que funcionam em paralelo no Serviço do Windows Defender, sendo que eles são constantemente atualizados de acordo com os resultados das análises dos servidores de Machine Learning. Esse segundo exemplo real é ainda mais interessante e detalhado: dia 24 de outubro de 2017 um internauta em São Petersburgo na Rússia baixou e executou um programa FlashUtil.exe achando que era uma atualização do Flash. O Windows Defender analisou o programa, considerou ele suspeito e enviou algumas informações desse programa para os servidores da Microsoft analisarem. O arquivo foi analisado por esses servidores, que consideraram ele suspeito, mas não o suficiente para ser considerado um malware. Por causa disso, esses servidores solicitaram ao Windows Defender daquele internauta que o arquivo FlashUtil.exe fosse enviado para eles analisarem detalhadamente. Isso foi feito, em alguns segundos a análise via Machine Learning e redes neurais concluiu que esse arquivo tinha 81,6% de chance de ser um malware - e como nesse cenário específico exigia que houvesse no mínimo 90% de chance para o arquivo ser considerado um malware, esse arquivo foi enviado para uma das câmara de detonação. Uma câmara de detonação é uma máquina virtual criada especialmente para execução de programas desconhecidos, aonde TUDO que acontece após a execução desses programas é analisado e monitorado. Nesse caso, ao ser executado, o programa FlashUtil.exe realizou diversas tarefas que foram consideradas suspeitas, incluindo a eliminação dos logs de Segurança do Visualizador de Eventos (assunto que eu abordei em detalhes em uma das minhas aulas), e também a reinicialização forçada do computador no final da execução das demais tarefas, fazendo com que a probabilidade dele ser um novo malware tenha superado 90%. E assim que isso aconteceu, ele foi imediatamente considerado como um novo malware. E a partir desse momento, quando o Windows Defender de outros internautas que baixaram esse mesmo programa também considerou esse programa suspeito, e enviou as informações desse programa para os servidores da Microsoft fazerem a análise inicial, dessa vez a resposta foi direta informando que aquele programa é um malware e que não deve ser executado. O resultado disso é que passaram apenas 14 minutos entre o momento que o Windows Defender suspeitou desse arquivo no computador do primeiro internauta (que foi o paciente zero), e o início do bloqueio desse malware pelo Windows Defender dos demais usuários de todo mundo. Nesses 14 minutos apenas 9 usuários de 4 países foram infectados, e esse malware depois ficou sendo conhecido como o ransomware Bad Rabbit. Eu tenho certeza absoluta que você jamais imaginou a existência desse nível de automação e complexidade no Windows Defender, mas isso tudo é fundamental para combater os malwares modernos. Há algum tempo apareceram no mercado empresas com produtos de segurança baseados em Machine Learning, big data (um termo que significa um volume absurdo de informações) e inteligência artificial. Esses produtos estão evoluindo bastante, permitindo não apenas monitorar os arquivos do computador, mas também todas as conexões e transferência de dados, conseguindo com isso bloquear acesso interno e externos de aplicações maliciosas desconhecidas. Se você tem interesse nesse assunto, eu sugiro ficar de olho na CarbonBlack, empresa americana, e na inglesa DarkTrace, duas empresas com produtos e tecnologias bem interessantes. Aliás, a DarkTrace citou um exemplo real de como esse tipo de proteção inteligente é cada dia mais necessária, principalmente com dispositivos da Internet das Coisas. Hacker acessa rede através de termômetro de um aquário Em 2017 eles implementaram o sistema de proteção deles em um casino nos Estados Unidos, e esse casino tinha um aquário no lobby principal com sensores conectados à internet que monitoravam a temperatura, salinidade e outras características desse aquário. Assim que o sistema de proteção deles entrou em funcionamento e começou a monitorar a rede e os dispositivos, ele detectou transferência de dados suspeita utilizando protocolos de áudio e vídeo entre o termômetro do aquário e um servidor na Finlândia. O que eles descobriram é que um hacker aproveitou uma vulnerabilidade que existia nesse termômetro - e como esse termômetro também estava conectado na rede do hotel, ele conseguiu se infiltrar na rede do hotel, roubando dali informações confidenciais. Entre elas estava a lista dos grandes jogadores do casino que estava em um computador que não tinha conexão com a internet justamente par garantir a proteção dos dados - e mesmo assim essa informação foi roubada via rede local por um dispositivo que nem era um computador e que não seria possível proteger com um antivírus comum. A seguir você tem quatro informações importantíssimas sobre antivírus. Programas que "provam" que antivírus não detecta malware Independentemente de como funcionam os antivírus, existem na internet vários programas que servem para "provar" que antivírus não detectam spyware, keylogger e outros malwares, embora esse tipo de programa só serve para enganar o internauta. Esse tipo programa é criado por alguma uma empresa que pretende convencer o internauta que o produto de segurança que ela vende é necessário - e para fazer isso, ela cria um programa de teste que simula uma "ação maliciosa" mostrando que o seu antivírus não detecta essa "ação maliciosa", enquanto o programa que ela vende detecta - e por isso ele deveria ser utilizado. Isso é pura enganação, pois para um programa ser considerado malware por um antivírus, ele precisa ter comportamento de malware. Criar um programa qualquer que realize tarefas que são comumente realizadas por programas maliciosos não significa que ele tem que ser detectado como malware. Se isso fosse remotamente válido, qualquer programa que criptografe arquivos de uma pasta deveria ser considerado ransomware, programas como TeamViewer seriam malware, e até um simples batch que apague arquivos poderia ser considerado malicioso. Antivírus evoluíram MUITO nos últimos anos e há muito tempo eles evitam falsos-positivos como esse tipo de programa. Antivírus falham na detecção de malware Independentemente do nível de eficiência de um antivírus, existem diversos artigos e vídeos mostrando malwares que não são detectados pelos principais antivírus, aonde esses antivírus varrem uma pasta com 1.000, 2.000 ou 5.000 malwares ali, deixando de detectar vários deles. A única utilidade REAL desses vídeos é comprovar o que todos já sabem: NENHUM antivírus é 100% infalível, sendo que esses vídeos JAMAIS devem ser utilizados para escolha ou não de um determinado antivírus. Isso acontece pois se esse teste for realizado todos os dias, cada dia ele terá um resultado diferente, uma vez que o antivírus que foi o melhor ontem pode ser o pior com os malwares de amanhã, voltando a ser o melhor no dia seguinte, e por aí vai. Inclusive se os testes forem realizados de manhã, à tarde e à noite em um mesmo dia, provavelmente cada período tará um melhor antivírus, pois a taxa de detecção deles varia continuamente, dependendo diretamente das atualizações que esses antivírus recebem durante todo o dia. Para piorar, estes testes não têm muita representatividade diante da quantidade real de malware: enquanto eles analisam centenas ou alguns milhares de malwares, a Kaspersky informou que em 2018 ela detectou 350 mil novos malwares por dia. Isso significa que se um teste desses analisou a eficiência de um antivírus ao varrer 5.000 malwares, essa quantidade de malwares representa apenas 0,05% dos malwares criados em apenas um mês, ignorando 99,95% deles. Antivírus: só se for criado por uma empresa focada em segurança digital Segurança Digital é coisa séria e por isso eu recomendo que você não utilize antivírus cuja empresa não seja focada APENAS em segurança digital. Isso obviamente exclui todos os antivírus chineses como Baidu, Qihoo, Tencent, Rising, etc, além de produtos de segurança da IOBIT, Glary, Wise e outras empresas chinesas. Além disso, escolha preferencialmente antivírus que tenha a sua própria engine, que é o mecanismo de proteção do antivírus. Muitos antivírus utilizam o mecanismo de proteção de antivírus concorrentes. Por exemplo: os antivírus Emsisoft, G-Data, HitmanPro, Seqrite/QuickHeal, a coreana Hauri, a inglesa BullGuard e a americana VIPRE utilizam o mesmo mecanismo de proteção da Bitdefender, enquanto a F-Secure utiliza o mecanismo de proteção da Avira. O que acontece é que essas empresas "alugam" o mecanismo de proteção da Bitdefender para adicioná-lo nos seus produtos, pagando à Bitdefender um valor anual pelo seu uso e atualizações constantes do banco de dados de novos malwares, sendo que muitas dessas empresas adicionam funcionalidades adicionais no seu antivírus. Isso permite que empresas pequenas ou desconhecidas que não tem nenhuma relação com segurança se lancem no mercado de antivírus para lucrar com isso, sendo que muitas vezes o antivírus é apenas um meio para isso. A brasileira PSafe (que tem a chinesa Qihoo como sócia) é um exemplo perfeito disso: há alguns anos ela criou uma versão gratuita de um antivírus utilizando o engine da Bitdefender, sendo que o faturamento dela vinha através de anúncios no próprio antivírus. Conforme o uso dos smartphones aumentou, e o lucro da publicidade ali idem, ela deixou de investir no seu antivírus para desktop e migrou ele e aplicativos para Android. Ela inclusive mudou o nome de suas apps para dfndr. O maior problema dessa estratégia baseada em publicidade é que como o faturamento da empresa depende APENAS da quantidade de banners clicados, e não do índice de proteção contra malwares do seu antivírus, o foco da empresa é aumentar a taxa de cliques do usuário - pois ela só existe por causa disso. Essa dependência da publicidade é a minha principal crítica a empresas que utilizam esse modelo de negócios, uma vez que empresas que são focadas apenas na venda dos seus antivírus precisam que eles sejam eficientes, ou ninguém comprará eles e ela sairá do mercado. Se uma empresa é focada em publicidade, a eficiência do produto distribuído gratuitamente é irrelevante, pois o que interessa mesmo é que o usuário clique nos banners dali. Exemplo simples: imagine que eu, Baboo, resolvo lançar o BABOO Antivírus, mas eu não quero criar um mecanismo próprio de detecção de malwares por isso exigir a criação e manutenção de uma equipe altamente especializada que custa caro e demora muito. Então eu simplesmente entro em contato com uma empresa conhecida de antivírus, como a Bitdefender, e fecho um acordo com ela permitindo que eu utilize seu mecanismo de antivírus no BABOO Antivírus mediante um pagamento anual. E assim que eu lançar o BABOO Antivírus e ele for testado, o resultado do teste será uma excelente taxa de detecção, pois na prática esse teste foi realizado no (excelente) mecanismo de detecção de malwares da Bitdefender que está escondido ali dentro. E depois que o meu antivírus ficar ainda mais conhecido depois do sucesso dos testes (que podem ser patrocinados ou não, ou seja, a empresa que realiza os testes é paga por isso), eu aproveito isso para anunciar que o BABOO Antivírus tem uma tecnologia superior, é um "orgulho nacional", que ele é líder em segurança digital (independentemente se isso é verdade ou não), e outras frases atraentes criadas por profissionais de marketing - afinal eu preciso recuperar o dinheiro investido para utilizar o engine da Bitdefender. E como um antivírus gratuito como o BABOO Antivírus pode lucrar? Ele pode lucrar de duas maneiras bem diferentes: A primeira opção é criar uma versão paga do BABOO Antivírus, aonde eu lucro com a venda da licença anual dele. Essa é uma opção interessantes, mas como o produto é pago, isso exige uma série de investimentos para manter essa estrutura funcionando de maneira eficiente e legal: contratação e treinamento de dezenas de funcionários para o SAC, pesado investimento em marketing para concorrer com os demais antivírus pagos, etc. A segunda opção é manter o BABOO Antivírus gratuito sem opção paga (como existem muitos antivírus por aí), aonde eu lucrarei com publicidade. E para a publicidade ser eficiente, eu preciso garantir que o banner mostrado ao usuário anuncie algo relacionado ao próprio usuário, ou seja, se eu souber que o usuário tem um cão, por exemplo, é muito provável que ele clique em um banner com anúncio de ração para cães. E como eu faço isso? Como eu obtenho informações do usuário que possam ser utilizadas para publicidade? Simples: além do BABOO Antivírus utilizar o mecanismo de detecção da Bitdefender, eu adiciono um módulo no meu antivírus (módulo esse que eu não preciso fazer muito alarde) que monitora e rastreia tudo que o usuário faz. Com isso, eu sei todos os sites que ele acessa, o que ele gosta de comprar, os assuntos que interessam para ele, quais grupos e fóruns ele participa, tudo que ele faz nas redes sociais, o que ele curte, com quem ele se comunica, quais assuntos são abordados nos documentos e nos e-mails, e praticamente toda vida dele - e em pouco tempo eu tenho essas valiosas informações em mãos às custas da privacidade dele - privacidade essa que ele (sem perceber) abriu mão ao clicar no botão "Eu aceito" quando ele instalou o BABOO Antivírus, me isentando de qualquer problema legal. Além disso, o usuário não imagina que a instalação de um antivírus exige que ele aceite que esse antivírus acesse todos os arquivos existentes no computador ou smartphone. E agora que eu tenho em mãos o perfil completo de cada um dos milhões de usuários do meu antivírus, chegou a hora de eu lucrar com isso. Para fazer isso, eu fecho uma parceria com uma empresa de mídia que se torna minha "parceira" e me paga para ter acesso ao perfil e informações de todos os usuários do meu antivírus - e como essa empresa de mídia tem ferramentas poderosas para definir com precisão os hábitos de cada usuário do meu antivírus, ela escolhe quais anúncios serão mostrados para eles. E daí em diante os milhões de usuários do BABOO Antivírus começam a ver anúncios e ofertas com produtos e serviços direcionados para ele, sendo que no final de cada mês essa empresa de mídia me paga uma pequena fortuna por eu permitir que ela lucre através do meu antivírus - e com esse dinheiro eu pago a Bitdefender e crio novas apps que lucrarão da mesma maneira. A conclusão desse exemplo hipotético é que se o meu antivírus for gratuito, o meu foco REAL não é proteger o meu internauta contra malwares, mas sim LUCRAR com os DADOS dele, aonde o antivírus (ou uma app de "limpeza", "otimização", etc) é apenas um meio para isso, com a vantagem adicional de eu não precisar investir $$$$$ em infraestrutura e SAC dedicado, necessários para um antivírus pago. Lembre-se que na internet muitas vezes a frase que define perfeitamente algo gratuito é: "Se o serviço é gratuito, o produto é você" Por outro lado, empresas que lucram vendendo antivírus e produtos de segurança PRECISAM proteger o internauta contra malwares, pois se elas não fizerem isso, elas deixam de vender seus produtos e quebram. Por causa disso eu INSISTO que você utilize produtos de segurança criados apenas por empresas de segurança, pois o foco REAL dessas empresas é proteger o usuário com um excelente produto, pois é assim que elas continuarão a lucrar e se manter no mercado. Infelizmente muitos jornalistas despreparados erram ao indicar o uso de antivírus chineses por achar que estes têm uma "parceria" com a empresa que criou o engine deles (Bitdefender, no meu exemplo acima), pois não existe parceria alguma: o que existe é apenas o ALUGUEL ANUAL do mecanismo de proteção dessa empresa em que esta não tem nenhum controle sobre os módulos adicionais incluídos no antivírus do cliente (como o módulo de obtenção de dados do BABOO Antivírus exemplificado acima). Lamentavelmente muitas empresas que disponibilizam antivírus gratuitos se aproveitam da credibilidade de empresas conhecidas para tentar convencer o usuário a utilizar a sua solução, quando realisticamente isso é totalmente desnecessário: se o internauta pode baixar e usar os antivírus gratuitos da própria Kaspersky, Bitdefender, Trend Micro, entre outras empresas SÉRIAS e FOCADAS em segurança digital, não existe nenhum motivo para ele utilizar um antivírus desconhecido que aluga o mesmo mecanismo dessas empresas sérias, mas inclui módulos adicionais desconhecidos para fazer sabe-se lá o quê! Senha no antivírus Não se esqueça que o usuário é sempre muito criativo quando quer fazer alguma besteira no computador, como instalar software pirata, e se o antivírus tentar bloquear isso, muitas vezes o usuário simplesmente desabilita o antivírus para fazer o que ele quer. O melhor exemplo disso foi o caso da Kaspersky e NSA, aonde um funcionário da NSA baixou uma versão pirata do Office 2013 aonde o antivírus Kaspersky que ele utilizava detectou um trojan embutido ali. E o que esse funcionário fez?? Ele desabilitou o antivírus e instalou o programa! O resultado foi que o computador dele foi invadido e um backdoor foi instalado sem o conhecimento dele, permitindo o roubo de informações confidenciais. Essa besteira monumental resultou em uma condenação de 5 anos de prisão para esse ex-funcionário. Com isso, não esqueça de SEMPRE colocar uma senha no antivírus para evitar que ele seja desabilitado, desconfigurado ou desinstalado pelo usuário, pois isso certamente vai te poupar muita dor de cabeça
  6. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017:  TENHA MUITO CUIDADO nos artigos e análises que você lê na internet sobre antivírus, pois ninguém controla a qualidade do conteúdo da internet - e o resultado é que qualquer jornalista inexperiente escreve sobre qualquer assunto - inclusive elege "os melhores antivírus" sem que ele tenha algum conhecimento REAL sobre isso. Qualquer um escreve sobre antivírus Como você, internauta que não é focado em segurança digital, escolhe um antivírus? Certamente você segue este "roteiro": 1. Você abre o seu navegador 2. Você digita ali "melhor antivírus" 3. Aparecem um monte de links para artigos com "os melhores antivírus do mercado" 4. Você clica nos primeiros links e lê rapidamente quais são os melhores antivírus do mercado 5. Você acredita que o antivírus listado ali como o "melhor" é superior aos demais e decide instalá-lo 6. Pronto! Agora você acha que está mais protegido contra malwares e hackers Infelizmente isso está longe da verdade, pois esse roteiro tem dois problemas graves. Primeiro problema: o jornalista que escreveu sobre antivírus entende de segurança digital? Ele é focado em segurança digital? Certamente NÃO! Dois exemplos rápidos que refletem isso: Exemplo 1: Em 2016 um internauta postou em um dos artigos do meu site uma dúvida sobre um produto de segurança em que ele queria saber se era bom ou ruim. Ele postou o link, eu cliquei para dar uma olhada e o review era realmente muito bom - então eu cliquei no nome do jornalista que escreveu o review. Esse jornalista escreveu nos dias anteriores de review de smartphone a projetos do Kickstarter, passando pelo Papa nas redes sociais e, inacreditavelmente, a lista dos filmes mais pirateados da semana(!). Como esse jornalista não tem nenhum foco em segurança digital, suas escolhas sobre os melhores antivírus são irrelevantes pois ele não tem nenhum conhecimento nem credibilidade nesse assunto. Exemplo 2: outro internauta postou em um artigo do site BABOO a lista dos cinco melhores antivírus de um site inglês. Eu entrei no site e dei uma olhada em quem escreveu o artigo: o autor era uma jovem que três meses antes era uma estagiária de publicidade(!) Você acha que esse artigo deveria ser levado a sério? JAMAIS! Como essa "jornalista" também não tem nenhum foco em segurança digital, as escolhas dele sobre os "melhores antivírus do mercado" são totalmente dispensáveis e nem deveriam ser publicadas, pois ela também não tem nenhum conhecimento e muito menos credibilidade nesse assunto. É fundamental que o autor de artigos sobre antivírus e segurança digital tenha vivência teórica e prática nesses assuntos, senão o que ele escreve não tem credibilidade alguma. Infelizmente isso é muito raro na internet brasileira. Não adianta essa pessoa simplesmente baixar testes de antivírus feitos em outros países e concluir que determinado antivírus é o melhor porque ele se deu bem em alguns testes. Experiência prática e malwares locais Existem malwares que só funcionam no Brasil, como aqueles que alteram boletos bancários ou afetam o funcionamento correto do bankline de bancos nacionais - então é crucial que o antivírus detecte e bloqueie esse tipo de ameaça. Infelizmente nem todos antivírus conseguem fazer isso, e por esse motivo a empresa que desenvolveu o antivírus tem que ter uma base no Brasil que ajude a melhorar a detecção dos malwares locais - e esse resultado é obtido somente na prática do dia-a-dia. Nenhum jornalista ou autor de artigo sobre antivírus tem condição de definir qual é o melhor antivírus do mercado se ele não tiver experiência prática no dia-a-dia desses antivírus, que é algo que eles não têm. Por esse motivo os artigos que eles escrevem deveriam ser ignorados pois muitas vezes o "melhor antivírus" escolhido por eles é fraquíssimo - mas eles obviamente não sabem disso. Sites focados no lucro - e não no conteúdo em si Segundo problema: o site que publicou esse artigo é focado em segurança digital? Ele sempre ajudou internautas a remover vírus e malwares? Esse site também informa o internauta sobre as novidades de segurança - ou ele é um site que não é focado em nada e publica um pouco de tudo: Apple, Android, Netflix, drones, smartphones, etc? Ou PIOR: ele é um site de download que elogia todo tipo de programa e jamais publicará algo negativo - afinal a receita desses sites depende do download de programas (independentemente da qualidade deles), além desses sites não se arriscarem a perder um futuro anunciante que pode gerar uma boa receita patrocinando seu produto (por pior que ele seja)? Agora que você compreendeu que um site deve ser focado em segurança digital para que haja credibilidade nos seus artigos e testes sobre antivírus, é importante que você saiba que os três principais sites de testes independentes de antivírus são: 1. AV-Comparatives 2. AV-Test 3. VB100 (Virus Bulletin) Muitos internautas alegam que o antivírus que ele utiliza é o melhor pois no teste mais recente do AV-Comparatives ele ficou em primeiro lugar, ou no último teste do VB100 ele foi o melhor - mas isso também é um erro. Você não deve escolher um antivírus somente por causa do resultado em um determinado mês: o melhor antivírus é aquele que tem um ótimo resultado global durante um longo período. O antivírus é uma composição de diversos módulos que utilizam técnicas específicas para definir se um arquivo é um malware ou não: eles utilizam assinatura, heurística, HIPS e outros módulos que juntos definem a eficácia do antivírus. Clique na imagem ao lado para assistir o vídeo. O melhor antivírus nem sempre precisa ser o melhor em tudo, pois isso é simplesmente impossível, pois nunca existirá um antivírus imbatível em todos os testes a todo instante. Na prática, o melhor antivírus é aquele que está constantemente bem posicionado em diversos testes durante vários meses, além de (idealmente) ter laboratórios de testes em diversos países para detecção de malwares locais. Sites que abordam tudo e não se focam em nada A conclusão desse artigo é que você deve ter MUITO CUIDADO com sites conhecidos sobre "tecnologia" que publicam sobre tudo sem se focar em nada - e pior: não ter nenhum ESPECIALISTA no assunto para dar credibilidade ao conteúdo publicado. O foco desses sites não é ajudar o internauta, mas sim lucrar com qualquer informação postada sobre tecnologia, pois eles usam para isso jornalistas (usualmente jovens estagiários) que escrevem sobre todo tipo de assunto sem se especializar em nada, comprometendo a credibilidade do conteúdo postado. Para piorar, eles não têm nenhum comprometimento com o internauta - afinal o conteúdo deles é apenas informativo como todos os demais. Se você está interessado em qualquer informação sobre segurança digital, é fundamental que o site seja focado em segurança digital e que o jornalista também seja focado no assunto abordado - senão você está perdendo tempo lendo o que eles escrevem, com o agravante de correr o risco de instalar um antivírus medíocre que comprometa a sua segurança pois você seguiu a sugestão de quem não tem conhecimento nem experiência nesse assunto.
  7. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Este artigo aborda em detalhes os melhores antivírus pagos do mercado. Se você está interessado em saber quais são os melhores antivírus gratuitos, então clique aqui. Infelizmente a imensa maioria dos artigos e vídeos sobre "os melhores antivírus" não têm credibilidade alguma por terem sido criados por youtubers e jornalistas sem nenhum conhecimento profundo sobre segurança digital. Esses artigos são basicamente traduções e adaptações de artigos de terceiros cuja escolha do melhor antivírus também foi baseada no "achismo", com o agravante do fato de que um antivírus excelente para um determinado país não indica que ele será igualmente eficiente em outro país principalmente por causa dos malwares locais que eu informo no artigo "Como ESCOLHER um antivírus". Eu tenho mais de 30 anos de experiência em Windows e Segurança Digital no dia-a-dia do mundo real aqui no Brasil, e neste artigo eu mostro quais antivírus são excelentes para usuários e empresas brasileiras. Em uma internet sem nenhum controle aonde qualquer um escreve sobre o que quiser, e até mesmo sites de bem-estar publicam artigos sobre o melhor antivírus(!), na prática esses artigos são inúteis pois não existe nenhuma confiança nas informações apresentadas. Eu não ganhei um único centavo de qualquer empresa de antivírus na criação e publicação desse artigo. Todas as minhas sugestões e indicações são baseadas exclusivamente no resultado de muitos anos de trabalho realizado resolvendo problemas de segurança e de configuração no Windows em todo tipo de cenário em computadores no Brasil. Testes no mundo real Atualmente existem mais de 70 antivírus, e desde os anos 90 eu tenho usado e testado diversos deles. Nas muitas consultorias que eu realizei nos últimos anos, eu vivenciei diversos casos escabrosos de segurança aonde eu precisei utilizar alguns antivírus realmente eficientes que resolveram por completo os problemas de segurança e de malwares. Com o uso desses antivírus, os problemas de infecção por malwares caíram para ZERO, indicando que são excelentes soluções para proteção dos computadores. Estes testes no mundo real resultaram na escolha de antivírus extraordinários para internautas brasileiros. Como eu comento no artigo sobre como escolher um antivírus, um antivírus considerado excelente em um país pode não ser tão eficiente em outro por causa de malwares locais. No caso do Brasil existem malwares específicos como os que alteram boletos de pagamento, malwares que afetam o funcionamento do bankline de bancos brasileiros, etc. Com isso, de nada adianta utilizar no Brasil um antivírus que é considerado ótimo em testes realizados na Europa ou Estados Unidos, se ele não detecta e impede malwares brasileiros, né? Observações importantes sobre os antivírus que eu indico: 1. Malwarebytes não foi testado pois ele é um anti-malware (e não antivírus). Eu abordo ele aqui. 2. Na análise de alguns antivírus eu também levei em consideração a opinião de alguns profissionais de TI focados em segurança que eu conheço há muitos anos e confio no excelente trabalho deles. Além disso, essa observação é a mais importantes de todas: 3. A escolha de um bom antivírus não depende somente de testes externos, conforme eu detalho no meu vídeo sobre como escolher um antivírus, sendo que eu adicionei a imagem do resultado de testes da AV-Comparatives para servir como referência. Embora esses testes analisem a taxa de detecção de centenas de malwares novos, a cada dia aparecem cerca de 350 MIL novos malwares. Eu abordo isso na penúltima página dessa matéria. Bem, chega de papo-furado. Agora você saberá quais são os melhores antivírus pagos para os internautas brasileiros: Kaspersky Internet Security 2019 Há alguns anos eu considero o Kaspersky como o melhor antivírus pago – e isso não mudou. E não sou só eu que defendo isso: as principais empresas independentes de testes de antivírus constantemente consideram o Kaspersky entre os três melhores antivírus. O engine (mecanismo) dos antivírus da Kaspersky é extremamente eficiente e certamente o melhor do mercado: mesmo que o antivírus esteja desatualizado, ele é capaz de detectar malwares e ransomwares desconhecidos - algo que poucos antivírus conseguem fazer. Além do kaspersky Internet Security ser extremamente eficiente, o custo dele é baixo: esse antivírus pode ser comprado por menos de R$ 30, e para micro e pequenas empresas a vantagem é ainda maior: o Kaspersky Internet Security, que é uma versão mais completa do que o Kaspersky Antivírus, custa R$ 180 com 10 licenças, ou seja, ele custa apenas R$ 18 por PC por ano. Ele também pode ser comprado diretamente no site oficial da Kaspersky. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da Kaspersky nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: Bitdefender Internet Security 2019 O segundo antivírus pago que eu recomendo é o ótimo Bitdefender Internet Security 2019. O Bitdefender é um antivírus romeno que sempre se destacou entre os melhores do mercado, e ele constantemente mostra altas taxas de detecção e remoção de malwares em vários testes de antivírus. O Bitdefender Internet Security custa cerca de R$ 140 para proteger 3 dispositivos e ele pode ser comprado diretamente no site da Bitdefender. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da Bitdefender nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: Quer saber mais sobre esse antivírus? Confira o meu artigo completo sobre o Bitdefender Internet Security 2019. Trend Micro Internet Security 2019 Outro excelente antivírus é o Trend Micro Internet Security 2019. Embora a taxa de falso-positivo seja mais alta do que os antivírus da Kaspersky e Bitdefender, a taxa de detecção de malwares do antivírus da Trend Micro é altíssima. Embora a taxa de proteção contra malwares (linha com círculos) seja altíssima, ela recebeu pontuação inferior (Advanced ao invés de Advanced+) por causa da alta taxa de falso-positivo por considerar suspeitos alguns programas legítimos. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da Trend Micro nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: Conforme eu comento no artigo sobre como escolher um antivírus, existem vários fatores que devem ser levados em conta na escolha de um antivírus, não se focando somente na taxa de detecção de malwares. O Trend Micro Internet Security 2019 custa R$ 49 por dispositivo por ano e pode ser comprado diretamente no site oficial da Trend Micro. Quer saber mais sobre esse antivírus? Confira o meu artigo completo sobre o Trend Micro Internet Security 2019. F-Secure SAFE A F-Secure é uma empresa de segurança digital finlandesa que não é muito conhecida no Brasil. Independentemente disso, o antivírus dela é muito eficiente. A empresa tem um dos mais competentes especialistas em segurança digital da atualidade como CSR (Chief Research Officer, ou Diretor de Pesquisa): Mikko Hyppönen, que ajudou a aumentar a segurança do Twitter nas suas primeiras versões e criador da Lei de Hypponen em 2016: O antivírus da F-Secure utiliza o mesmo engine (mecanismo de detecção de malwares) da AVIRA e custa R$ 149 para proteção de 3 dispositivos, podendo ser comprado diretamente no site oficial da F-Secure. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da F-Secure nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: Avira Antivirus Pro 2019 O Avira é um antivírus alemão que também está constantemente bem posicionado nos testes de antivírus, sendo conhecido por causa da sua versão gratuita. A Avira comercializa várias versões de antivírus, sendo que o Avira Antivirus Pro 2019 tem ótimas funcionalidades e baixo custo. O Avira Antivirus Pro 2019 custa cerca de R$ 80 para proteger 3 dispositivos e ele pode ser comprado diretamente no site oficial da Avira. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da Avira nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: Panda Dome Nos últimos anos eu considerei o Panda Dome gratuito como o melhor antivírus gratuito por causa do seu engine (mecanismo de detecção) XMT, embora isso tenha mudado recentemente. O nível de proteção da Panda caiu um pouco em relação aos anos anteriores, embora seu nível de proteção continue alto. Eu publiquei um artigo completo sobre o Panda Dome Complete 2019. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da Panda nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: Norton Security Plus O antivírus da Symantec é um dos mais antigos do mercado, mas há muitos anos ele deixou de estar entre os melhores. Atualmente eu considero-o um antivírus do "segundo escalão" sendo inferior aos demais citados anteriormente. Em 2013 o The New York Times foi invadido por hackers chineses que tiveram acesso aos computadores da rede durante quatro meses sem serem detectados, sendo que dos 45 malwares utilizados por eles, apenas um foi detectado pela Symantec (cujo antivírus era utilizado pela empresa). Para piorar, em 2014 o vice-presidente corporativo de Segurança da Symantec, Brian Dye, afirmou publicamente que o "antivírus está morto". Embora a intenção dele (aparentemente) era dizer que apenas o antivírus não é suficiente para proteger o computador de todas as ameaças, necessitando soluções mais completas, ele foi demitido no mês seguinte. Pelo visto a Symantec resolveu levar a sério essa questão do antivírus, e nos últimos anos o Norton melhorou MUITO, obtendo atualmente uma taxa de detecção de malwares bem alta. O Norton Security Plus custa R$ 199 para proteção de 5 dispositivos, podendo ser comprado diretamente no site oficial da Symantec. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da Symantec nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: ESET Internet Security O ESET é uma empresa bastante conhecida, pois o antivírus dela é bastante utilizado aqui no Brasil e tem uma legião de fãs que gostam muito dele por considerarem "leve" e ideal para gamers. Atualmente eu considero-o um antivírus do "segundo escalão" sendo inferior aos demais citados anteriormente. O ESET Internet Security é um ótimo produto e custa cerca de R$ 140 para proteger até 3 dispositivos (computador, notebook, tablet ou smartphone). Ele pode ser comprado diretamente no site oficial da ESET. A imagem abaixo mostra a taxa de detecção de malwares pelo antivírus da ESET nos últimos dois anos, de acordo com testes da AV-Comparatives: E os outros antivírus pagos? E o resultado dos testes de antivírus? Existem vários outros antivírus pagos conhecidos no mercado, mas eles não estão na minha lista de antivírus recomendados. Isso acontece pois eu não considero-os eficientes. São eles: Avast/AVG O Avast e AVG (que foi comprada pela Avast em 2016) são provavelmente os antivírus mais conhecidos no Brasil principalmente pela sua versão gratuita, mas na minha opinião eles estão muito longe de serem tão eficientes quanto os demais. Há muitos anos eu removo malwares de notebooks e computadores em todo tipo de cenário, e eu cansei de ver que mesmo aqueles que tinham o AVG e Avast instalados e atualizados estavam infectados por malwares ou adwares. Esse problema acontecia independentemente se o sistema operacional era Windows 7, Windows 8.x ou Windows 10, se o antivírus Avast/AVG era gratuito ou pago, e também qual a versão do antivírus estava instalada. Além disso, muitas vezes o Avast mostrou ser o responsável pela demora na inicialização do Windows, e bastou removê-lo para a inicialização ser muito mais rápida. O mesmo aconteceu em muitos casos aonde o disco estava em uso constante sem motivo (indicando problema do disco a 100%) e bastou remover o antivírus para esse problema ser solucionado. É importante salientar que eu não tenho absolutamente nada contra a empresa Avast (tanto que eu indico o uso do CCleaner e Defraggler que pertencem à essa empresa), mas na minha opinião ela precisa melhorar seu antivírus para ele ser recomendável para os internautas brasileiros. McAfee O antivírus da McAfee é um dos mais antigos do mercado e ele costuma vir pré-instalado em computadores e notebooks de alguns fabricantes. Infelizmente na minha opinião o McAfee é fraquíssimo em comparação com os demais antivírus, e eu conheço vários relatos recentes de usuários desse antivírus que foram infectados por ransomware mesmo estando com o antivírus atualizado. Em Fevereiro de 2018 o ransomware SamSam infectou mais de 2 mil computadores do Departamento de Transporte do Colorado, sendo que eles estavam utilizando antivírus da McAfee. Para piorar, no mês seguinte esse mesmo órgão governamental foi novamente infectado por um ransomware que era uma variante do SamSam! Por causa disso tudo eu não recomendo o uso do antivírus da McAfee. Sophos A Sophos é uma empresa inglesa e seu antivírus nunca se destacou entre os melhores e em 2017 o WannaCry comprovou isso. Um dos maiores clientes da Sophos é o NHS, o "SUS inglês", que teve problemas catastróficos quando o WannaCry apareceu no início de 2017. Os computadores de diversos hospitais do NHS estavam protegidos pelo antivírus da Sophos, mas eles foram infectados por esse ransomware, forçando o cancelamento de 19 mil consultas e causando prejuízo de cerca de US$ 120 milhões (R$ 430 milhões). Para piorar, a Sophos demorou várias horas para lançar a atualização do seu antivírus para bloquear o WannaCry. Isso obrigou a Sophos alterar a frase sobre a NHS no site dela de "NHS está totalmente protegido com Sophos" (antes do WannaCry) para "Sophos compreende as necessidades de segurança da NHS" (depois do WannaCry). Depois disso tudo, a NHS substituiu o antivírus da Sophos pelo Windows Defender ATP (versão corporativa do Windows Defender). Emsisoft O antivírus da Emsisoft utiliza o mesmo engine (mecanismo de detecção de malwares) da Bitdefender, algo que deveria resultar em taxa de detecção muito alta ou similar ao da F-Secure, pois esta também utiliza o engine da Bitdefender. Infelizmente em 2018 os testes mostram o contrário: a taxa de detecção da Emsisoft é muito inferior à da Bitdefender e F-Secure, e por isso não há motivo para eu indicar o seu uso. E os testes de antivírus? Existem no mercado três empresas conhecidas por testarem antivírus: + AV-Comparatives, empresa austríaca fundada em 1999 + AV-TEST, empresa alemã fundada em 2001 + Virus Bulletin, empresa inglesa fundada em 1989 Estas empresas realizam dezenas de testes automatizados de antivírus, incluindo testes: + Mundo Real: análise de malwares na web utilizando as configurações default dos antivírus + Performance: desempenho na varredura do disco rígido + Falso Positivo: taxa de detecção de programas legítimos que são considerados maliciosos + Remoção de Malware: análise da detecção e remoção de malwares provindos de rede local e USB Embora esses testes aparentemente sejam úteis, na prática eles servem apenas como referência para saber como os antivírus se comportam nesses cenários. Esses testes JAMAIS devem ser utilizados para escolha de um determinado antivírus - e existe vários motivos para isso: A quantidade de malwares testados é desprezível, representando menos de 0,01% do total de malwares existentes - e basta UM ÚNICO malware para infectar o computador. Enquanto em um dos testes de proteção a AV-TEST utiliza cerca de 14 mil amostras de malware, a Virus Bulletin utiliza até 2.000 amostras e a AV-Comparatives utiliza cerca de mil amostras, em 2018 surgiram nada menos de 350 mil novos vírus POR DIA. Os testes realizados não levam em conta malwares locais, que são malwares que funcionam apenas em alguns países: no Brasil temos malwares que alteram boletos bancários e interferem no bankline dos bancos nacionais. De nada adianta um antivírus ter ótimas taxas de detecção em testes de laboratório, mas falhar na detecção de malwares locais. Os resultados desses testes podem mudar a cada hora por causa da atualização constante do banco de dados dos antivírus. Com isso, se um mesmo teste de antivírus for realizado de manhã, à tarde ou à noite, ele pode gerar resultados totalmente diferentes por causa da atualização do banco de dados de malwares realizada diversas vezes em cada um desses períodos. Nem todos antivírus são testados, pois embora o resultado dos testes seja idôneo (as empresa de antivírus não têm nenhuma influência nos testes), as empresas que desenvolveram os antivírus são obrigadas a pagar uma anuidade às empresas que testam seus antivírus - e nem todas têm interesse nisso. Esses testes são somente ilustrativos e jamais devem ser utilizados na escolha de um antivírus - tanto que a própria AV-Comparatives informa em seu site: "Please note that we do not recommend purchasing a product purely on the basis of one individual test or even one type of test. Rather, we would suggest that readers consult also our other recent test reports, and consider factors such as price, ease of use, compatibility and support.", ou seja: "Por favor, note que não recomendamos a compra de um produto puramente com base em um teste individual ou mesmo um tipo de teste. Sugerimos que os leitores consultem nossos outros relatórios de teste recentes e considerem fatores como preço, facilidade uso, compatibilidade e suporte." Com isso, mesmo se um determinado antivírus for eleito o "melhor do ano", isso não significa que ele seja o melhor produto do mercado - muito menos para o Brasil! Na prática os melhores antivírus devem ser escolhidos baseado nos resultados obtidos no mundo real, ou seja, na sua eficiência durante o dia-a-dia em todo tipo de cenário e com o maior número de computadores possível. CONCLUSÃO Para mim os três melhores antivírus do mercado são o Kaspersky Internet Security, seguido pelo Bitdefender Internet Security e o Trend Micro Internet Security: Quer saber quais são os melhores antivírus gratuitos? Clique aqui! Se você quer comprar um antivírus, é fundamental que você compre no site do desenvolvedor ou em sites confiáveis como Kabum e Silicon Action, pois existem muitas lojas online na internet que vendem software ilegal (pirata) sem que o comprador saiba disso. O pior lugar para você comprar antivírus é o Mercado Livre: Quer comprar software? FUJA do Mercado Livre pois a quase totalidade dos programas vendidos ali são ilegais: os bandidos "vendedores" comercializam versões piratas, chaves de ativação que já foram utilizadas, chaves de ativação roubadas de empresas, etc., enganando os consumidores que acham que estão comprando um produto legítimo. Eu abordei isso há alguns anos quando eu publiquei um artigo mostrando como internautas são enganados pelos "vendedores" do Mercado Livre ao comprar alguma "licença vitalícia" (termo inventado por eles, pois isso simplesmente não existe) do Windows. Esses crimes acontecem livremente desde sempre, e obviamente o Mercado Livre nunca teve real interesse em resolver isso: simplesmente impedir a venda de software em sua plataforma. Mas o que você espera de uma empresa que está se lixando para os problemas dos seus clientes?!? Pior, impossível.
  8. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Como você tem certeza que o antivírus instalado no seu computador é eficiente? Aprenda a testar seu antivírus. A melhor maneira de fazer isso é realizar algumas varreduras online. A varredura online permite que o mecanismo de detecção de outros antivírus rastreie todos os arquivos do seu computador em busca de algum malware que esteja instalado e que não foi identificado pelo antivírus que você está utilizando. A vantagem de realizar varreduras online é que você não precisa desinstalar o seu antivírus para executá-las: basta você baixar, instalar e executar essas varreduras online, e em alguns minutos ela informa o resultado obtido - com a vantagem de remover malwares que possam estar no seu computador. A única desvantagem da varredura online é que ela não serve para proteger o computador: ela apenas detecta e elimina malwares já existentes - algo excelente para manter seu computador limpo e também definir se você precisa substituir seu antivírus por outro melhor. Vídeos que mostram antivírus falhando ao impedir que um computador seja infectado servem apenas para provar que nenhum antivírus é 100% eficiente. Você jamais deve escolher um antivírus baseado nisso. Testando seu antivírus com uma varredura online A varredura online é uma excelente maneira de verificar se o seu antivírus realmente está mantendo o seu computador seguro. A Kaspersky oferecia um serviço de varredura online, mas infelizmente ele foi removido quando a empresa lançou o Kaspersky Free, seu antivírus gratuito, embora a empresa disponibilize o Kaspersky Virus Removal Tool. A Bitdefender também oferecia o QuickScan, mas ele foi removido. Varredura online com Kaspersky Virus Removal Tool O Kaspersky Virus Removal Tool (KVRT) detecta e remove malwares do computador do usuário, mas ele tem uma importante diferença com as demais varreduras online: enquanto as demais varreduras online abordadas nesse artigo baixam o banco de dados de malware mais recente assim que elas são executadas (permitindo detectar os malwares mais recentes), o KVRT não baixa nenhum banco de dados. Com isso, para você garantir que esteja utilizando a versão mais recente do KVRT, é fundamental que você acesse a página oficial do KVRT e baixe a versão disponível ali para garantir uma maior eficiência na detecção e remoção de malwares. Ao executar o KVRT e aceitar os Termos de Uso, aparecerá a imagem abaixo: Se aparecer essa mensagem, isso indica que o KVRT está desatualizado: Além disso, ao clicar em About (embaixo à esquerda da janela), o KVRT informa que essa versão é obsoleta: Nesse caso clique em Update Now e a versão mais recente será baixada: Ao executar a versão nova, clique novamente em About e você confirmará que ela é a versão mais recente: Actual version. Clique na opção Change Parameters e quando abrir a janela, adicione System drive e clique em OK: Agora clique em Start Scan e aguarde a finalização da análise: No final ele informa se há alguma ameaça. Se houver, a tela abaixo aparecerá com a lista de ameaças. Confirme que a opção Delete esteja selecionada em todas as ameaças e clique em Continue: A remoção será iniciada.. E no final aparecerá a confirmação que as ameaças foram eliminadas. Embora o KVRT tenha apagado as ameaças (por causa da opção Deleted), elas foram armazenadas na Quarentena e você deve eliminá-las. Para fazer isso, clique em Quarantine: Agora tecle CTRL+A para selecionar todas as ameaças e clique no botão Delete. Após a eliminações deles, clique em Close para fechar o KVRT: Se o KVRT detectou malwares, isso indica que o seu antivírus não está protegendo seu computador e eu sugiro você substituí-lo. Conheça os melhores antivírus gratuitos e os melhores antivírus pagos. Na próxima página você confere o Trend Micro HouseCall Varredura online com Trend Micro HouseCall Para baixar o Trend Micro HouseCall, acesse esta página. Ali você deve baixar a versão 32-bits ou 64-bits, de acordo com a versão do Windows instalada no seu computador. Mas como saber se o seu Windows é 32-bits (x86) ou 64-bits (x64)? Como saber se seu Windows é 32-bits ou 64-bits? Para saber se o seu Windows é 32-bits ou 64-bits, basta acessar a sua partição C: e verificar ali se existe a pasta Arquivos de Programas (x86). Isso acontece pois o Windows 32-bits armazena todos os programas instalados na pasta \Arquivos de Programas, enquanto o Windows 64-bits armazena programas 64-bits na pasta \Arquivos de Programas, e os programas 32-bits ficam localizados na pasta \Arquivos de Programas (x86). Se houver apenas uma pasta Arquivos de Programas, então o Windows é 32-bits. Se existir duas pastas Arquivos de Programas, ou seja, Arquivos de Programas e Arquivos de Programas (x86), isso indica que seu Windows é 64-bits. Ao executar o programa, ele automaticamente baixa o banco de dados mais recente de malwares: Clique em Next para prosseguir e novamente em Next para aceitar os termos e condições de uso: Para aumentar a eficiência da varredura e detecção de malware, clique em Settings e Full system scan: Agora clique em OK e no botão Scan Now para iniciar a análise: Se o HouseCall encontrar algum malware, ele mostrará o resultado e você deve clicar no botão Fix Now para eliminá-los: E no final ele informará que as ameaças foram corrigidas: Se o Trend Micro House Call encontrou algum malware no seu computador, você deve considerar substituir seu antivírus por outro, pois o atual não é suficiente para a sua proteção - e nesse caso eu sugiro você ler o artigo Os MELHORES ANTIVÍRUS do mercado. Aliás, eu publiquei um artigo com a análise do Trend Micro HouseCall for Home Networks, um programa gratuito que faz uma varredura em todos os dispositivos da sua rede local em busca de vulnerabilidades. Confira aqui. Mais varreduras online Além do ótimo Trend Micro HouseCall, existem três outras varreduras online que você pode (e deve!) utilizar para garantir que seu computador está limpo sem nenhum vírus ou malware: a varredura da ESET, da F-Secure e da Panda Existem duas outras varreduras online no mercado que eu não indico: o Norton Security Scan, por ele apenas detectar malwares mas não removê-los, e o McAfee Security Scan Plus, que utiliza o péssimo mecanismo de detecção da McAfee (que é um antivírus que eu não indico seu uso). Abaixo estão as varreduras online da ESET, F-Secure e Panda. Clique na imagem para acessá-las: ESET Online Scanner F-Secure Online Scanner Panda Cloud Cleaner O uso do Panda Cloud Cleaner é abordado em detalhes neste artigo.
  9. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Todos antivírus alegam ser o melhor do mercado, mas isso está longe da verdade pois nem todo antivírus é uma boa solução. Estes são os motivos que NÃO DEVEM SER UTILIZADOS para escolher um antivírus: Seus amigos usam ele Ele é gratuito ou muito barato Ele tem uma forte campanha de marketing, aparecendo em muitos sites Ele se saiu melhor do que outros em algum teste de antivírus Ele foi eleito "o melhor" por algum site que não tem nenhum foco em segurança digital Ele tem uma interface bonita e atraente Neste artigo você aprenderá a escolher corretamente um antivírus. Desde o aparecimento dos primeiros antivírus, tem havido discussões para saber qual é o melhor deles. Existem dezenas de antivírus no mercado, então antes de definir qual é o melhor, é importante que você compreenda o que é um produto e o que é uma solução. Quando você compra um produto, seja ele uma camisa, um carro ou um lanche, na verdade você está selecionando uma solução disponível para o seu problema de vestuário, transporte e fome, sendo que a melhor solução depende de diversos fatores: disponibilidade, eficiência, custo/benefício, etc. Esse raciocínio simples também se aplica a um antivírus: dentre os muitos produtos de antivírus existentes no mercado, como escolher a melhor solução para você ou para sua empresa? Da mesma maneira que os fatores decisivos na escolha de uma solução envolvem a disponibilidade, eficiência e custo/benefício citados anteriormente, a escolha de um antivírus deve ser analisada de maneira técnica e racional sem levar em contra preferências pessoais ou informações marqueteiras desses antivírus. Eu cansei de ver usuários e pequenas empresas usando antivírus ruins pois ele foi indicado por algum amigo (cujo foco não é segurança digital) ou porque o site dele é "legal" e o produto é "bonito" ou "bacana". Você jamais deve escolher um antivírus só porque todos usam ele, por ser gratuito ou por causa da sua interface gráfica. O melhor antivírus é o resultado da combinação de CINCO fatores: 1. Alta taxa de detecção de malware Alta taxa de detecção de malware é o que define se um antivírus é eficiente ou não: o antivírus com alta taxa detecta e bloqueia a imensa maioria dos malwares. Se o antivírus tiver uma taxa de detecção muito baixa, ele não vai bloquear as ameaças e obviamente ele não é uma boa solução. Existem várias empresas que publicam testes de antivírus, sendo que as mais conhecidas e confiáveis são a AV-Comparatives, AV-TEST, VB100 da Virus Bulletin e a MGR Efittas. Como cada um delas utiliza uma metodologia própria para testar os antivírus, evidentemente o resultado dos testes são únicos e diferem entre si, ou seja, se um determinado antivírus teve um ótimo resultado nos testes de uma dessas empresas, isso não significa que ele também foi ótimo no resultado de outra. Além disso, um antivírus que teve um ótimo resultado em um determinado teste pode ter um resultado pior no mesmo teste realizado meses depois, pois os resultados variam muito durante o ano. Com isso, você jamais deve escolher um antivírus baseado em alguns testes. O melhor antivírus é aquele que se sai muito bem continuamente na maioria dos testes realizados, uma vez que jamais haverá um antivírus capaz de detectar 100% dos malwares em todos os testes. 2. Baixíssima quantidade de falso-positivo A quantidade de falso-positivo é fundamental para manter a credibilidade do antivírus. O falso positivo acontece quando o antivírus detecta um programa ou arquivo como malicioso, quando na verdade ele não é. Isso é relativamente comum quando um programa contém alguma função, código ou script interno que realiza alguma tarefa considerada potencialmente danosa ao computador. Um bom exemplo disso é o netpass.exe (mostrado no artigo sobre o Kaspersky Internet Security), que é um software que mostra a senhas do Windows, pois ele pode ajudar o usuário ou administrador de rede a descobrir uma senha esquecida, mas também pode ser utilizado por criminosos para descobrir as senhas do usuário. Quando um antivírus tem uma quantidade muito alta de falso-positivo, ou seja, ele detecta erroneamente arquivos legítimos como maliciosos, o usuário aos poucos deixa de acreditar no antivírus pois ele pensa "bem, o antivírus errou nas últimas 5 vezes então agora também deve estar errado" - e isso é a receita para o desastre. 3. Ótimo custo/benefício O preço de um antivírus é um fator importante, pois não adianta um antivírus ser extremamente eficiente, mas ter um preço muito alto que impeça a sua compra ou a renovação da sua licença. E um antivírus gratuito NUNCA será tão eficiente quanto a versão paga dele, pois a versão paga tem funcionalidades e proteções adicionais. O custo/benefício torna-se ainda mais importante nas micros e pequenas empresas, pois elas precisam comprar várias licenças para seus computadores e notebooks. Embora o ideal seja obviamente utilizar um antivírus gratuito, essa escolha tem duas limitações que devem ser consideradas: 1. Antivírus gratuitos têm menos opções de proteção em comparação com as suas versões pagas, limitando o seu nível de proteção. As versões pagas têm módulos e funcionalidades adicionais muito importantes. 2. Alguns antivírus gratuitos só podem ser utilizados em ambientes domésticos, pois a sua licença de uso proíbe seu uso em ambientes corporativos. Então a solução é escolher um bom antivírus que tenha um custo razoável, mas que não seja tão caro a ponto da empresa ou você desistir de comprá-lo para comprar um antivírus inferior só porque este é mais barato. Algumas informações adicionais: Antivírus gratuitos que podem ser utilizados em ambientes corporativos: Kaspersky Free e Kaspersky Security Cloud Free Antivírus gratuitos que NÃO podem ser utilizados em ambientes corporativos: Panda Dome gratuito, BitDefender Free, Avira Free Antivírus gratuitos que eu recomendo que você NÃO utilize: ClamWin (péssimo e limitadíssimo), Comodo, 360 Total Security, AVG, Avast e ZoneAlarm. Se possível, compre um antivírus que proteja mais de um PC, pois quanto mais dispositivos ele proteger, menor o preço por dispositivo. Sempre que possível compre antivírus em sites conhecidos (como a Kabum, Saraiva ou Americanas), pois os preços são mais baixos do que no site oficial e jamais compre software no Mercado Livre pois a imensa maioria dos softwares "vendidos" ali são ilegais pois a chave de ativação já foi utilizada anteriormente, a sua venda é ilegal (chave NFR que não podem ser vendidas) ou ela simplesmente foi roubada de alguma empresa. Um detalhe importante que você deve levar em consideração na compra de um antivírus é que quanto mais dispositivos ele proteger, mais barato é o custo por dispositivo. No exemplo abaixo, o BitDefender Internet Security custa R$ 140 para UM dispositivo, R$ 190 para 5 dispositivos e R$ 200 para 10 dispositivos, ou seja, o custo mensal para 10 dispositivos custa 7 vezes menos do que o custo mensal para um único dispositivo. Mesmo que você não precise proteger 10 dispositivos, você pode utilizar as licenças adicionais para amigos ou familiares, dividindo o custo com eles Intromissão ZERO para o usuário Intromissão ZERO para o usuário é muito importante pois o antivírus precisa ser autossuficiente. Ele jamais deve aborrecer o usuário com informações e mensagens irrelevantes que desviem a atenção dele sem necessidade. O ideal é que o antivírus mostre apenas uma mensagem quando algum vírus foi detectado e apagado. Todas as demais informações (sugestões, boletins, propagandas, notícias e atualizações) devem ter opção para serem desabilitadas. Quando menos o usuário perceber o funcionamento do antivírus, melhor. Isso permite que ele não perca o foco no trabalho que ele está realizando. Eficiência que não dependa em nada de qualquer ação do usuário Por fim, o antivírus não pode depender de qualquer ação do usuário: ele precisa "trabalhar sozinho" e saber o que fazer sem incomodar o usuário. Isso é diferente do item anterior, pois no item anterior o antivírus fica informando o que está acontecendo, sendo que neste caso o antivírus não deve perguntar o que fazer. Isso é necessário pois não é função do usuário (que não entende a fundo sobre segurança digital) definir o que o antivírus deve fazer ou não: é o antivírus que deve decidir isso. Um antivírus que tenha as cinco características acima sem dúvida alguma é uma excelente SOLUÇÃO para o usuário. Um detalhe importante é que se o antivírus for implementado em uma micro ou pequena empresa, é importante que ele tenha uma opção de gerenciamento remoto das estações - sendo preferencialmente via web. Isso permite que o responsável pelos computadores da empresa consiga controlar todos os antivírus de todas as estações de trabalho de um único local - incluindo atualizá-los, executar uma varredura completa e analisar eventuais problemas. Embora alguns antivírus tenham gerenciamento via web somente nas suas versões corporativas (Endpoint) como o Panda, outros antivírus disponibilizam isso para todas as versões dos seus produtos, como a Kaspersky e a BitDefender. Um detalhe final é que você JAMAIS deve instalar antivírus e programas chineses em geral, conforme eu detalho aqui e aqui. E os testes de antivírus? Existem no mercado três empresas conhecidas por testarem antivírus: + AV-Comparatives, empresa austríaca fundada em 1999 + AV-TEST, empresa alemã fundada em 2001 + Virus Bulletin, empresa inglesa fundada em 1989 Estas empresas realizam dezenas de testes automatizados de antivírus, incluindo testes: + Mundo Real: análise de malwares na web utilizando as configurações default dos antivírus + Performance: desempenho na varredura do disco rígido + Falso Positivo: taxa de detecção de programas legítimos que são considerados maliciosos + Remoção de Malware: análise da detecção e remoção de malwares provindos de rede local e USB Embora esses testes aparentemente sejam úteis, na prática eles servem apenas como referência para saber como os antivírus se comportam nesses cenários. Esses testes JAMAIS devem ser utilizados para escolha de um determinado antivírus - e existe vários motivos para isso: A quantidade de malwares testados é desprezível, representando menos de 0,01% do total de malwares existentes - e basta UM ÚNICO malware para infectar o computador. Enquanto em um dos testes de proteção a AV-TEST utiliza cerca de 14 mil amostras de malware, a Virus Bulletin utiliza até 2.000 amostras e a AV-Comparatives utiliza cerca de mil amostras, em 2018 surgiram nada menos de 350 mil novos vírus POR DIA. Os testes realizados não levam em conta malwares locais, que são malwares que funcionam apenas em alguns países: no Brasil temos malwares que alteram boletos bancários e interferem no bankline dos bancos nacionais. De nada adianta um antivírus ter ótimas taxas de detecção em testes de laboratório, mas falhar na detecção de malwares locais. Os resultados desses testes podem mudar a cada hora por causa da atualização constante do banco de dados dos antivírus. Com isso, se um mesmo teste de antivírus for realizado de manhã, à tarde ou à noite, ele pode gerar resultados totalmente diferentes por causa da atualização do banco de dados de malwares realizada diversas vezes em cada um desses períodos. Nem todos antivírus são testados, pois embora o resultado dos testes seja idôneo (as empresa de antivírus não têm nenhuma influência nos testes), as empresas que desenvolveram os antivírus são obrigadas a pagar uma anuidade às empresas que testam seus antivírus - e nem todas têm interesse nisso. Esses testes são somente ilustrativos e jamais devem ser utilizados na escolha de um antivírus - tanto que a própria AV-Comparatives informa em seu site: "Please note that we do not recommend purchasing a product purely on the basis of one individual test or even one type of test. Rather, we would suggest that readers consult also our other recent test reports, and consider factors such as price, ease of use, compatibility and support.", ou seja: "Por favor, note que não recomendamos a compra de um produto puramente com base em um teste individual ou mesmo um tipo de teste. Sugerimos que os leitores consultem nossos outros relatórios de teste recentes e considerem fatores como preço, facilidade uso, compatibilidade e suporte." Com isso, mesmo se um determinado antivírus for eleito o "melhor do ano", isso não significa que ele seja o melhor produto do mercado - muito menos para o Brasil! Na prática os melhores antivírus devem ser escolhidos baseado nos resultados obtidos no mundo real, ou seja, na sua eficiência durante o dia-a-dia em todo tipo de cenário e com o maior número de computadores possível.
  10. O artigo abaixo foi atualizado em 2019 com informações adicionais a atualizadas deste vídeo publicado em 2017: Alguns jornalistas e youtubers alegam que antivírus não serve para nada, além de deixar o computador mais lento. Para piorar, alguns deles sugerem o uso de programas como o Shadow Defender e Deep Freeze (indicados para uso em computadores públicos como em bibliotecas, cafés e Lan Houses) em substituição ao antivírus - algo que é um grave erro. Se até mesmo a empresa que desenvolveu o Deep Freeze também vende seu próprio antivírus(!), isso é um ótimo indicativo de que ele é necessário. Eu abordo isso em detalhes aqui. Para piorar, até mesmo o blog da Avast publicou um artigo com 5 razões para você não instalar antivírus em seu PC(!!) aonde eu achei que era um artigo "primeiro de Abril", mas infelizmente não é. Entre os motivos listados estão: Se seu PC roda em Linux Isso é um absurdo, pois Linux também é infectado por malwares e ransomwares e eu detalho dezenas de problemas de segurança no uso do Linux nesse artigo completo. Se seu PC só funciona offline Esse é outro erro grave, como eu detalho mais abaixo, aonde eu mostro que arquivos do Office são um dos principais meios de infecção de computadores - e eles podem ser copiados via pendrive para computadores que não estão conectados na web. Se seus dados não são importantes Esse é um dos piores argumentos possível: mesmo se o seu computador não tiver dados importantes, um malware pode se infiltrar na rede local e infectar outros computadores. Inclusive existem malwares que acessam o roteador e alteram o DNS para infectar todos os dispositivos conectados na rede WiFi - incluindo smartphones. Para piorar, sites que não se focam em segurança digital copiam alegremente esse tipo de informação absurda sem questionar nada. Nesse artigo eu destruo o falso mito que antivírus não serve para nada, aonde eu listo cinco motivos reais para você utilizar um antivírus. Proteção contra vulnerabilidades 0-day Antivírus é a primeira barreira contra vulnerabilidades 0-day do Windows, que são vulnerabilidades recém-descobertas e que já estão sendo utilizada por criminosos, mas que a Microsoft ainda não lançou a correção para essa falha. Esse tipo de falha permite que o Windows seja infectado mesmo que ele esteja com todas as atualizações do Windows instaladas. Há alguns anos apareceu uma falha inacreditável no Windows que permitia que o computador pudesse ser infectado se o usuário simplesmente visualizasse uma imagem .jpg. Para piorar, algum tempo depois aconteceu o mesmo com imagens .bmp. Nesses casos, a Microsoft estava trabalhando na correção dessa falha quando os principais antivírus do mercado atualizaram seu banco de dados para detectar imagens maliciosas que ser aproveitavam dessa vulnerabilidade. Na prática quem não utilizava qualquer antivírus podia ser facilmente infectado, e somente os usuários que utilizavam antivírus estavam protegidos até a Microsoft lançar a correção para a falha. Esse exemplo real mostra de maneira simples a necessidade de uso de antivírus por todos que querem se manter seguros online. Proteção contra arquivos maliciosos do Office e outros Quem acha que antivírus é dispensável se você não estiver conectado na internet está duplamente enganado. Primeiro por ser perfeitamente possível infectar o computador através de pendrive com documentos do Office (Word, Excel e PowerPoint), arquivos PDF, fontes do Windows, arquivos auto-executáveis e programas que foram infectados sem o conhecimento do próprio desenvolvedor. E em segundo lugar, quem não está conectado na internet não está com NADA atualizado - nem mesmo o sistema operacional, fazendo com que continue com bugs, vulnerabilidades e problemas de desempenho cujas correções vêm apenas através das atualizações do Windows. Além disso, muitos acham que estão protegidos por utilizar um navegador atualizado, seja ele Chrome, Firefox, Edge ou qualquer outro - mas isso também é um erro grave. Até hoje o Firefox teve mais de 700 falhas que permitiam execução de código remoto, o Chrome teve mais de 120 e o Edge mais de 380. Esse tipo de falha permite que hackers executem programas e scripts em um computador remoto sem que o usuário perceba isso. Em 2018 a Kaspersky publicou um relatório indicando que quase metade dos malwares distribuídos no primeiro trimestre de 2018 foram via arquivos do Office. Proteção contra ransomware Qualquer internauta está em perigo ao navegar na web, mesmo que ele não acesse sites pornôs ou sites de download pirata. Um bom exemplo aconteceu em 2016, quando um dos maiores portais dos EUA estava distribuindo o ransomware CryptoWall via propagandas de banners, infectando os internautas que acessavam o portal. Isso aconteceu pois os servidores responsáveis pelos banners, que não tinham nada a ver com o portal em si, foram invadidos e começaram a distribuir banners maliciosos que faziam o download de trojan. Esse tipo de ataque chama-se malvertising. Internautas que tinham um bom antivírus evitaram ser infectados pois o antivírus impediu que o trojan fosse executado. Além disso, muitas empresas disponibilizam anti-ransomware gratuitos, aonde eu detalho isso e posto links para download nesse artigo. O ransomware se tornou um malware muito poderoso, pois ele criptografa os arquivos do usuário e exige o pagamento para que os arquivos sejam descriptografados. Mesmo existindo sites que ajudam a fazer isso gratuitamente, muitos ransomwares não permitem o acesso aos arquivos sem o pagamento de resgate no valor de centenas ou milhares de dólares. Proteção contra sites falsos (phishing) Atualmente muitos criminosos roubam dinheiro dos internautas através de sites falsos ou phishing. Esses sites simulam sites verdadeiros vendendo smartphones, TVs e produtos em geral que não existem, e internautas incautos compram ali (normalmente pagando em boleto) caindo nesse golpe. O resultado disso são centenas de milhões de reais de prejuízo todos os anos. Os antivírus têm módulos de proteção (como o Kaspersky Protection), além do usuário poder utilizar extensões para navegadores web que ajudam a identificar sites falsos (como o TrafficLight da Bitdefender), impedindo que internautas acessem esses sites e percam dinheiro ali. Não existe solução mágica! O mercado de produtos de segurança digital é de US$ 120 bilhões anuais (cerca de R$ 450 BILHÕES), que é o valor anual dispendido pelas empresas para compra e renovação de produtos e serviços relacionados a Segurança Digital. Entre estes produtos está o antivírus, em que elas gastam anualmente centenas de milhões de dólares em licenças para usar antivírus nos seus servidores, desktops e tablets para proteger seus funcionários contra todo tipo de malware e roubo de dados. Se existisse alguma solução que torne dispensável o uso de antivírus, não tenha a menor dúvida que essas empresas e grandes corporações seriam as PRIMEIRAS a deixar de usá-los, economizando milhões de dólares em licenças de antivírus. Além disso, o criador dessa “solução mágica” seria um gênio da segurança digital pois isso seria algo revolucionário. Mas vivemos no mundo real, e não no mundo de Harry Potter, e isso não existe. Jornalistas e youtubers que indicam que antivírus não serve para nada estão ERRADOS pois estão mal informados. Eles obviamente não entendem de segurança digital - e quem alega que tem alguma solução que faz com que o antivírus seja dispensável, algum script ou “solução hacker” que faz com que o computador dele fique seguro sem antivírus, está mentindo. Simples assim. Atualmente não existe nenhuma solução tão boa e eficiente quanto um antivírus - e se um dia houver, tenha certeza que você saberá em detalhes aqui no BABOO PRO
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