A RIAA desistiu do processo que movia contra Paul Wilke, que ficou notoriamente conhecido por contestar de forma ostensiva as acusações da RIAA, ameaçando abrir um contra-processo contra a Associação de Gravadoras Americanas.
Wilke foi acusado pela típica denúncia vinda da RIAA: compartilhar músicas em uma rede P2P. Ao invés de tentar fazer acordos como todos os acusados anteriores, Wilke rebateu todas as acusações, afirmando não ser o "Paule Wilke" citado no processo, nunca ter usado softwares de compartilhamento de arquivos e não ter as músicas relacionadas no caso.
Os argumentos de Wilke de que a RIAA não tinha provas suficientes surpreenderam a associação, que chegou a entrar com um pedido de investigação estendida, para vasculhar o computador de Wilke em busca de alguma nova prova. O advogado Ray Beckerman, observador do caso, afirmou que as evidências apresentadas pela RIAA em seus processos (nome, número IP e lista de músicas) não são o suficiente para se abrir "um processo definitivo de acusação contra o usuário".
O caso aparentemente é mais um dos muitos erros de identidades cometidos pela RIAA. Mas o que chama a atenção é que, ao contrário de apenas se inocentar das acusações, Wilke de seus advogados decidiram atacar a RIAA, acusando a associação de utilizar materiais não suficientes para se abrir um processo criminal, o que pode ter graves conseqüências para a associação.
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