O que surpreendeu o executivo Marshall Phelps da Microsoft, numa recente série de conferências em países em desenvolvimento foi que líderes governamentais, corporativos e acadêmicos sempre perguntavam a ele: "Como podemos inventar o próximo Google?".
O grande ponto do problema não foi ele ter ouvido 'Google' no lugar de 'MSN', mas sem o fato de que este ponto de vista mostra que muitos acreditam que uma simples idéia seria o suficiente para mudar um país 'do dia par a noite'. "Nada precisa ser uma quebra de paradigma", segundo Phelps, vice-presidente corporativo de propriedades intelectuais da companhia, durante uma entrevista na última entrevista.
A chave para a construção de uma economia próspera é criar um ambiente que dá suporte à inovação, segundo ele. A inovação geralmente vem com uma série de pequenas evoluções e não precisa ser criada de uma vez só - na verdade, normalmente ela não é.
Phelps encerrou uma série de conferências sobre inovação co-patrocinadas pela Microsoft, na Indonésia, Malásia e Tailândia. A idéia era reunir líderes regionais e ajudá-los a descobrir como encorajar idéias inovadoras que façam alguma diferença para os países, e como criar um ambiente para garantir a continuidade do desenvolvimento de idéias inovadoras.
A Indonésia, por exemplo, apresenta muitos artistas, o que fez o país se focar em softwares de multimídia visual. O problema conseqüente é que 65% dos estudantes graduados saem do país em busca de empregos. Na Tailândia, agências governamentais costumam ser agressivas e pensar no futuro, e podem auxiliar várias indústrias, como turismo médico e automobilismo - áreas de destaque do país.
A Malásia é o país mais avançado dos três visitados por Phelps, com parques de alta tecnologia e investimentos de gigantes globais, auxiliando na inovação local com treinamento e empregos que aumentam a habilidade da força de trabalho.
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