Um dos muitos casos judiciais nos EUA sobre o uso ilegal de softwares de compartilhamento de arquivos pode obrigar gravadoras a mostrarem quanto elas lucram com cada música vendida em lojas on-line. No caso em questão, Marie Lindor foi processada pela RIAA pelo compartilhamento ilegal de músicas, mas decidiu rebater as acusações, ao contrário de muitos outros usuários.
As gravadoras se opõem ferrenhamente à abertura da informação, e afirmam que, caso sejam realmente obrigadas a admitir quanto lucram por música, os dados devem continuar sigilosos. A RIAA (Associação de Gravadoras dos EUA) afirma que o lucro por música digital vendida (que pode ser de 70 centavos de dólar) é um segredo industrial.
Só que as gravadoras podem estar escondendo a informação para não admitir cartel. Em 2005, o promotor de Nova York Eliot Spitzer abriu uma investigação sobre a fixação de preços de músicas digitais, alegando que as quatro maiores gravadoras americanas agem de forma conjunta para sempre obter o maior lucro possível. O advogado de Lindor afirma que o único motivo das gravadoras resistirem a admitir quanto lucram por música é para continuar processando usuários com valores absurdos (US$ 750 por música, quando a mesma é vendida por US$ 1 em lojas on-line).
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