O compartilhamento não autorizado de músicas continua sendo um grande problema para as gravadoras no mundo todo, mas toda a fúria das mesmas deve se focar apenas no P2P? Por anos, estas redes foram consideradas o 'bicho-papão' dos lucros das gravadoras, mas novas pesquisas sugerem que outros tipos de ilegalidades musicais são igualmente perigosos para o mercado.
Um recentemente estudo do NPD Group mostra que o download legal de músicas cresceu vigorosamente em 2006, e a companhia prevê que os serviços legais terão mais usuários do que redes P2P até o final do ano. Mas isso não significa que as gravadoras não estejam ameaçadas. "Infelizmente para as gravadoras", segundo Russ Crupnick, vice-presidente e analista de entretenimento do NPD Group, "o volume de músicas compradas legalmente é encoberto pelo volume de arquivos compartilhados ilegalmente, por P2P e CDs gravados".
Note a referência à 'CDs gravados'. A Fundação de Fronteiras Eletrônicas (EFF) destaca que a NPD acha que este tipo de pirataria 'antiquada' ainda é uma grande ameaça. De acordo com o NPD, "a gravação 'social' de CDs entre amigos - feita sem a necessidade da Internet, e completamente fora do controle das gravadoras - foi responsável por 37% de todo o consumo musical, superando o P2P".
O número é grande, mas as gravadoras simplesmente não podem impedir que um CD comprado legalmente seja emprestado e copiado (no máximo, dificultam a cópia, com mecanismos antipirataria). A RIAA (Associação de Gravadoras dos EUA) se foca exclusivamente no P2P principalmente pelo alcance da ilegalidade.
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