A cruzada da RIAA contra usuários de softwares de compartilhamento de arquivos é um sucesso ou fracasso? A resposta é: depende de quem responde a pergunta. Em mais uma batalha no mundo das análises, dois novos estudos chegam a conclusões opostas. O Grupo NPD afirma que o número de usuários que utiliza softwares de compartilhamento de arquivos caiu pela primeira vez desde 2003, quando a RIAA começou a abrir processos contra estes usuários, incluindo senhoras já mortas e crianças de 12 anos. Entre Julho e Outubro, o NPD afirma que a queda no número de usuários foi de 11%.
Porém, os pesquisadores da BigChampagne sugerem que, no mesmo período, o uso global do P2P continuou a subir. Mesmo nos Estados Unidos, onde se tem visto queda na adoção do P2P, não há a certeza de que as ameaças legais da RIAA estão surtindo efeito. Relatórios anteriores sugerem que os amantes de músicas estão adotando os downloads legais, mas que o principal motivo é a conveniência. E como ferramentas populares de compartilhamento de arquivos fecharam as portas, é mais difícil para o usuário casual encontrar outro software de compartilhamento de arquivos.
É difícil ter uma conclusão sobre o uso da tecnolgoia de compartilhamento de arquivos que, por is só, já é mais difícil de controlar. Mas um efeito da campanha legal da RIAA é claro: os usuários estão se mudando para redes P2P mais obscuras, onde o rastreamento é mais difícil. O crescimento de redes privadas BitTorrent, por exemplo, dificulta a medição das atividades P2P, e distorce o número de usuários das tecnologias. No futuro, o compartilhamento de arquivos será semelhante ao mercado negro: sabemos que existem, mas é impossível medir seu tamanho.
Os ataques legais não são voltados apenas para os usuários. Várias companhias donas de softwares P2P recentemente foram obrigadas a sair do mercado nos Estados Unidos e na Austrália. A Sharman Networks, dona do Kazaa, perdeu uma disputa nos tribunais e seus donos podem até serem presos. Advogados das gravadoras estão acusando a Sharman Networks de não obedecer a decisões judiciais anteriores, que a obrigaram a filtrar mais de 3000 palavras chave das pesquisas no Kazaa.
Mais informações: Ars Technica