De acordo com a empresa de pesquisas NPD Group, o uso de softwares de compartilhamento de arquivos sofreu queda pela primeira vez desde que a RIAA começou sua batalha por meios legais em 2003. Desde a primeira vitória judicial da RIAA, o uso do P2P sempre esteve em alta - até o fechamento do Grokster.
Em julho, estima-se que 6,4 milhões de famílias norte-americanas fizeram o download ilegal de, pelo menos, uma música. Em Outubro este número caiu para 5,7 milhões, uma queda de 11%. O NPD afirma que esta é a primeira queda real de usuários que utilizam P2P, sem contar as quedas ocasionadas por certas épocas no ano (como estudantes que voltam às escolas, no início do ano letivo).
A empresa atribuiu a queda à vitória da RIAA ao fechamento do Grokster em Junho. A Suprema Corte Norte-Americana decidiu que o Grokster e outras redes de compartilhamento de arquivos são responsáveis pelos arquivos compartilhados, dependendo de como eles controlam seus serviços.
O Grokster encerrou oficialmente seus serviços em Novembro, se juntando aos finados WinMX e eDonkey, e concordou em pagar US$ 50 milhões para a RIAA e para a MPAA em um acordo judicial. O Grokster, assim como o iMesh, tem planos de reestruturação e tentará ressurgir como uma rede legal de compartilhamento de músicas, utilizando tecnologias da empresa Mashboxx.
A StreamCastNetworks, criadora do Morpheus, e a Sharman Networks, dona do Kazaa, continuam a brigar judicialmente com a RIAA e a MPAA, embora não se saiba por quanto tempo os dois serviços P2P continuarão funcionando.
Apesar da queda do uso do P2P, o número de arquivos compartilhados cresceu: em Junho eram 258 milhões de arquivos compartilhados, e em Outubro, foram 266 milhões. O NPD afirmou que este número indica que a 'pequena' porcentagem de usuários que utilizam frequentemente os serviços P2P não desistiu.
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