Na última semana, a corte européia de primeira instância, numa atitude surpreendente, cancelou a fusão das gravadoras Sony e BMG feita em 2004. A corte concluiu que a Comissão Européia agiu com base em conclusões erradas para aprovar a fusão.
O acordo foi primeiramente aprovado em Julho de 2004, quando reguladores da Comissão Européia decidiram que a nova companhia não formaria um monopólio. A decisão foi contestada em Dezembro de 2004 pela Impala, uma associação de gravadoras independentes, que argumentou que a fusão era uma ameaça clara à competição. A corte de primeira instância concordou com os argumentos da Impala, de que análises de condições de mercado não foram feitas corretamente.
O presidente da Impala, Patrick Zelnik declarou que a decisão é um marco na história da música, bloqueando futuras fusões e transformando a maneira como a música e outros setores criativos serão tratados. A decisão, porém, não significa o fim da fusão, mas a Sony e a BMG devem reapresentar os documentos necessários para a Comissão Européia e esperar uma nova aprovação da fusão. Se esta for negada, a companhia será obrigará a se separar. indiretamente, a decisão também afeta a fusão das gravadoras Warner e BMI, cuja aprovação ainda está pendente.
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