As táticas competitivas da Microsoft contra a Netscape foram perfeitas no sentido comercial - o Internet Explorer saiu do nada e se tornou um produto comparável ao Netscape em 18 meses, o que gerou atritos com órgãos legais dos EUA. A Microsoft claramente não vê nenhum problema em usar todas as táticas disponíveis para ultrapassar competidores. Se os hackers representam uma ameaça maior à Microsoft e a seus parceiros comerciais, porque não tratá-los da mesma forma como empresas rivais de software são tratadas?
Hackers vendem explorações para falhas ainda sem correção em leilões virtuais e, nas últimas semanas, três ataques contra falhas não corrigidas do Word foram lançados. No último mês, a Microsoft corrigiu duas falhas do Windows que já apresentavam explorações e, as falhas já exploradas e sem correção de produtos da companhia, dominam o ranking de falhas do Instituto SANS.
Se criminosos atacam softwares da Microsoft, é responsabilidade da companhia resolver o problema, já que o software não pertence à pessoa que o comprou. Segundo o contrato de utilização de softwares da Microsoft, os usuários recebem licenças perpétuas de uso do software, mas a Microsoft ainda é dona do mesmo. Então, não estaria na hora da Microsoft agir mais como dona dos softwares, atacando de forma agressiva quem se atreve a atacá-los?
A Microsoft precisa é tratar criminosos virtuais com base na ameaça que eles representam. Atualmente, a companhia 'se limita' a processá-los, comprar empresas de softwares de segurança e fazer produtos mais seguros. Mas estas respostas não se comparam com ações que a Microsoft já operou contra rivais como IBM, Lotus, Netscape e Novell.
Mais informações: Microsoft-Watch