Empresas alardeiam a eficiência de drives híbridos, consistidos de memória flash e HDs convencionais, mas as tecnologias apresentam problemas específicos.
HDs são excelentes pela grande capacidade e pela leitura de dados em alta velocidade. Mas os mesmos não são tão eficientes na leitura e escrita de pequenas quantidades de dados - procedimento feito por um computador na grande maioria dos casos. Os primeiros HDs faziam um procedimento de entrada/saída de dados para cada 10MBs de capacidade, mas atualmente a maioria dos HDs precisam de um procedimento apenas para cada 3 GBs. Os principais sistemas operacionais (Windows, MacOS e Linux) têm raízes nos tempos dos HDs pequenos e limitados e isso significa que os mesmos não lidam bem com os atuais HDs.
Por outro lado, a memória flash é rápida para pequenas leituras de dados: enquanto um disco demora entre 6 e 15 milissegundos para realizar esta tarefa, a memória flash demora menos de 1 ms. A Samsung otimizou seus flash drives para lidarem com leitura e gravação de grandes quantidades de dados, mas o problema da tecnologia está na baixa velocidade de gravação de dados, piores do que nos HDs. Como esta velocidade varia de acordo com a situação, ainda há como melhorar a tecnologia, embora não se saiba exatamente como.
Andrew Birrell, Michael Isard, Chuck Thacker e Ted Wobber, pesquisadores da Microsoft, resolveram estudar o tema, e descobriram que os processos de escrita pareada em flash drives demora a até o dobro do tempo em comparação aos HDs. Os atuais sistemas de arquivos, como NTFS e HFS+, sempre fazem dois processos de escrita no HD quando dados são atualizados (para também atualizar os metadados dos arquivos), o que explica a escrita pareada.
A memória flash nos drives híbridos custa 10 vezes mais por GB em comparação ao HD. Quem gastaria até US$ 50 a mais para ter um notebook que apenas inicia o sistema mais rapidamente? Para tal, basta um equipamento com recurso de hibernação.
Mais informações: ZDNet