Os planos da Microsoft de ter seu formato Office Open XML (OOXML) aprovado rapidamente como padrão ISO foram interrompidos recentemente, quando o V1, comitê técnico que aconselha o Comitê Internacional de Padrões de Tecnologia da Informação (INCITS), não obteve a maioria necessária (66% de 26 votos) para classificar o OOXML como "aprovado, com comentários". O INCITS é um comitê autorizado pelo ANSI (Instituto Americano de Padrões) que recomenda a posição dos EUA em relação aos possíveis padrões ISO. Também não conseguiram ser aprovadas as classificações "Reprovado, com comentários" e "Abstenção, com comentários".
A (falta de) decisão, embora atrapalhe os planos iniciais da Microsoft, não é a palavra final dos EUA em relação ao OOXML. O próximo estágio do processo envolve o corpo executivo da INCITS, para rever os comentários gerados pelo V1, e determinar a posição final do país em até 40 dias. O ISO tem 158 países, mas apenas uma pequena parte participa do processo do OOXML, sendo que a maioria quer aprovar o formato rapidamente ou estudar o mesmo mais detalhadamente.
A Microsoft quer obter aprovação do ISO de forma rápida, principalmente para ganhar contratos governamentais onde padrões ISO são exigidos. No entanto, a companhia trabalha de forma extremamente discreta neste campo, com declarações neutras sobre o formato rival ODF e auxiliando a criação de conversores entre os dois formatos.
O Office, historicamente, é famoso por ter conversores para formatos de suítes rivais em diferentes épocas, e sempre acabou se beneficiando disso. Por isso, o mais provável é que o OOXML acabe se tornando um padrão comercial, mesmo sem o aval do ISO, pois é usado pela suíte mais presente nas empresas - e ainda tem a vantagem de ser aberto.
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