O FBI precisa de mais ajuda de empresas para continuar lutando contra o crime virtual, segundo o diretor da agência, Robert Mueller. "Vocês que fazem parte do setor privado estão na primeira linha de defesa", segundo Mueller durante um discurso realizado na Conferência RSA 2006. "Nós reconhecemos que, em certas áreas, nós não temos a experiência que vocês têm. Não temos o conhecimento de ameaças que afetam certas empresas todos os dias".
O advento da era da informação deixou o mundo menor e mais esperto, mas as ameaças se tornaram igualmente mais diversas e perigosas, segundo Mueller. "Precisamos da ajuda de vocês, e continuaremos pedindo sua cooperação", adicionou.
A Tecnologia da Informação se tornou um "campo para criminosos", com ameaças incluindo fraudes on-line, roubo de identidades e redes de zumbis, segundo Mueller. "Não é fácil para agências da lei e para empresas privadas atacarem ameaças tão desenvolvidas". Lidar com vírus, spywares, roubo de identidades e outros crimes virtuais custa cerca de US$ 67 bilhões para as empresas, segundo uma pesquisa lançada pelo FBI.
A agência já tomou passos para investigar crimes virtuais de maneira melhor. Quatro anos atrás, o FBI criou sua própria divisão virtual e a agência treina diversos esquadrões especializados nos Estados Unidos. O FBI tem diversos programas para trabalhar em conjunto com empresas privadas, como o InfraGard, que já tem 3000 membros. Estes esforços já ajudaram a identificar novos ataques e rastrear os atacantes, segundo Mueller. Como exemplo, o diretor citou a colaboração com a Microsoft, que resultou na prisão dos criadores dos worms Zotob e Mytob.
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