O compartilhamento de arquivos realmente está atrapalhando a indústria da música? As gravadoras acreditam que sim e tentam há algum tempo fechar, através de processos, todas as redes de compartilhamento de arquivos - tendo um esperado sucesso limitado. Os defensores das tecnologias P2P argumentam que a mesma acaba expondo novos artistas. Mas o assunto é controverso e acabou recebendo atenção acadêmica. O debate é exatamente a base do documento "The Impact of Digital File Sharing on the Music Industry: An Empirical Analysis", feito por Norbert Michael.
Embora a metodologia do estudo seja complexa, os resultados são bem diretos, alguns consumidores americanos de CDs diminuíram suas compras em até 13% devido ao uso de redes de compartilhamento de arquivos. O documento é o primeiro que utiliza dados obtidos pela Pesquisa de Despesas do Consumidor (CEX), feita pela Agência Federal de Estatísticas de trabalho, que rastreia quase todas as despesas de algumas famílias para calcular números econômicos dos EUA. A vantagem do uso destes dados, segundo Michael, é minimizar a margem de erro.
Os dados usados foram de 1995 a 2003. Michael queria saber se havia alguma relação entre a compra de um computador e a queda da compra de CDs durante os anos. Como exemplo, durante 2002, as vendas de CDs entre donos de computadores caiam cerca de US$ 4,79 e US$ 5,53, respectivamente. Já para usuários sem computadores, os gastos com CDs praticamente mantiveram-se constantes. Porém, o estudo simplesmente ignora a venda legal de músicas, já que donos de computadores poderiam apenas ter comprado legalmente as músicas que queriam, sem a necessidade de comprar um CD inteiro de música.
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