Conforme histórias sobre a cruzada européia contra a Apple surgem, Steve Jobs decidiu que é hora de falar sobre o assunto. Em uma carta aberta lançada recentemente, Jobs insiste que a Apple venderá músicas sem nenhuma proteção antipirataria, assim que as gravadoras permitirem.
Jobs argumenta que as gravadoras são as únicas que apóiam a Apple no uso de tecnologias antipirataria, também afirmando que a fixação das mesmas por DRM é estranha, já que a grande maioria das músicas vendidas atualmente não tem proteção alguma (nos CDs). Isso significa que as tecnologias DRM não impedem a alimentação de redes de compartilhamento de arquivos, e precisam de tempo e investimento de quem cria este tipo de tecnologia. "Tecnologias DRM limitam o mercado, e se as gravadoras decidirem deixar de usar este tipo de técnica, veremos uma explosão na expansão das músicas digitais legais".
Jobs enfrenta uma pressão européia sobre o sistema FairPlay, e várias reportagens mostram como o DRM está com seus dias contados este ano. A situação européia, porém, é mais imediata, já que vários grupos locais se uniram para tentar abrir (pelo menos um pouco) o ecossistema totalmente fechado da Apple.
No final da carta, Jobs destaca que a culpa não é a da Apple, mas sim das gravadoras - sendo que muitas são européias. "Aqueles que não estão felizes com a atual situação deviam redirecionar suas forças para as gravadoras, já que 2,5 das quatro maiores gravadoras do mundo são européias. A maior, Universal, é 100% operada por uma companhia francesa, a EMI é britânica e a Sony BMG é 50% alemã".
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