Embora sem citar muitos detalhes, o anúncio da Microsoft sobre o 'Windows 7', sucessor do Windows Vista, apresenta um fato concreto e revelador: o sistema terá versões 32 bits e 64 bits. Com isso, vários usuários do Windows (principalmente empresas) respiram aliviados, pois poderão continuar usando suas atuais máquinas.
Basicamente, o número de bits de um processador revela a quantidade de dados que podem ser processados simultaneamente - o que resulta na velocidade final do sistema. Os computadores da década de 80 tinham arquiteturas de 8 bits e 16 bits, com capacidade limitada a 64 KB de memória RAM.
Por sua vez, um computador com a versão 32 bits do Windows XP pode usar até 4GB de memória. Enquanto isso, versões 64 bits do Windows XP e Windows Vista suportam até 128GB de memória física e 16TB de memória virtual. Desde 2004, há processadores de 64 bits para estações de trabalho e computadores domésticos, e uma versão do Windows XP para usar a tecnologia foi lançada em 2005 - porém, a adoção dos 64 bits nestes setores é bem lenta.
Na última vez que a Microsoft fez uma transição tecnológica (de 16 bits para 32 bits), foram usados 10 anos e cinco sistemas operacionais diferentes, começando com o Windows 3.0 e terminando com o Windows ME. O Windows XP é apenas o primeiro sistema operacional da Microsoft que usa apenas tecnologias 32 bits, seguido pelo Windows Vista e o 'Windows 7'.
Mais informações: ComputerWorld