Embora a tecnologia necessária para virtualizar datacenters esteja disponível há mais de 40 anos, 2007 entrará na história como o "fim do começo", quando a virtualização saiu da teoria, invadiu o mercado e entrou na lista de itens necessários em todas as grandes corporações. Agora que todos foram convencidos pelas vantagens de diminuir o tamanho de datacenters em até 12 vezes, o foco começa a se voltar para garantir que a segurança e a disponibilidade dos dados não sejam comprometidas.
Don Norbeck, diretor de desenvolvimento da SunGuard, resumiu a situação com uma estranha comparação: "Demos um enorme salto por cima de um buraco sem saber sua profundidade. Com sorte, chegaremos ao outro lado, mas se cairmos, os danos podem ser graves". De forma irônica, num ponto de vista organizacional, os riscos existem muito antes da idéia da virtualização.
Assim como qualquer outra instalação de softwares, o projeto de virtualização requer não apenas planejamento contra os riscos inerentes a qualquer sistema operacional (bugs, malwares, controle de acesso, etc), mas também um entendimento fundamental de quais aplicações e sistemas serão usados, como eles serão usados e o fluxo de dados dos servidores virtuais e reais.
No caso dos datacenters, aonde a virtualização mostra suas maiores vantagens, reduzir 100 máquinas para 10 ou 15 servidores é tão vantajoso em aspectos óbvios (diminuição do espaço físico, queda no gasto com energia elétrica e administração simplificada) que acabam escondendo os problemas de segurança - que são basicamente os mesmos existentes em servidores reais.