Uma das pesquisas mais profundas já feitas para examinar o uso de tecnologias de gerenciamento de direitos digitais (DRM) pelos consumidores de músicas legais apresenta duas importantes mensagens. A primeira é que o uso do DRM realmente atrapalha o mercado de músicas e cobrar mais por músicas que não apresentam as restrições pode ser ainda mais custoso. A segunda é que cada vez mais usuários conhecem a má fama da tecnologia.
A Entertainment Media Research, juntamente com o escritório de advocacia Olswang, conduziu pesquisas on-line com 1.700 consumidores no Reino unido selecionados de um grupo com mais de 300 mil usuários. A pesquisa é a mais importante do gênero, pois entrevista apenas clientes reais de músicas on-line, sem levar em consideração nenhum possível vício de pesquisa (gravadoras e softwares P2P).
Na pesquisa, 68% dos entrevistados afirmaram que apenas músicas sem DRM valem o preço cobrado, mas apenas 39% pagariam a mais para obtê-las. A familiaridade com as tecnologias antipirataria cresceu de forma significativa em relação ao último ano. Em 2006, mais da metade dos consumidores pesquisadores nunca tinha ouvido falar de DRM, enquanto em 2007, o número caiu para 37%.
Entre os usuários que conhecem o DRM, a opinião geral é negativa. 61% destes afirmam que o DRM "invade o direito do consumidor de ouvir suas músicas em qualquer plataforma". Apesar disso, 63% consideram válida a tentativa de interromper o compartilhamento ilegal de músicas. Em outras palavras, os consumidores não se importam com tecnologias contra a pirataria, desde que estas não os atrapalhem.
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