Proteger o usuário das blitzes eletrônicas da RIAA, a associação das gravadoras dos EUA, também é a missão do Filetopia. O programa promete conexões criptografadas e tem aspirações, no mínimo, ambiciosas. Além da troca de arquivos, da proteção ao anonimato (e conseqüentemente, à impunidade), o programa divide a comunidade em canais (salas de bate-papo), como o antigo mIRC. Tem fóruns, mensagens instantâneas e lista de amigos. "O legal é que se pode achar obras fora de catálogo", diz André, analista de sistemas que pediu para omitir o sobrenome. Indicado por um amigo, baixou o Filetopia em busca de óperas e músicas eruditas. Há três canais abertos para este público: La Ópera, Ópera Brasil e allegro. O La Ópera é internacional, sendo destinado principalmente para troca de óperas, oratórios e demais gêneros vocais. O allegro, formado recentemente por alguns brasileiros, é para qualquer tipo de música erudita. Entretanto, quando não há ninguém no canal o usuário não aparece na lista - só por precaução.
O programa só está calamitoso num sentido: há pouquíssimos brasileiros e nem sequer houve resposta para "Gilberto Gil" ou "Caetano Veloso" no sistema de busca. Em compensação, artistas internacionais não faltam. "O certo seria as gravadoras baratear seus custos e investir em qualidade. Isso esvaziaria softwares como esse", aposta André. "Pela forma que as gravadoras estão agindo, baixar arquivos seria tão criminoso quanto o adolescente que vai a casa de um amigo gravar uma música em fita cassete".
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Informação postada por Sid Vicious