A Universal confirmou que está disposta a acabar com sua parceria de longo prazo com a Apple. Segundo a reportagem original do jornal The New York Times, a gravadora está disposta a oferecer apenas um contrato menor, para obter mais controle das músicas vendidas no iTunes - podendo até mesmo mudar o preço das mesmas (hoje, todas as músicas com proteção anti-pirataria são vendidas a 99 centavos de dólar na iTunes).
A Universal é uma das gravadoras mais agressivas quando o assunto é estratégia de músicas digitais, chegando a assinar um acordo com a Microsoft em Novembro para receber uma parte das vendas do Zune, MP3 Player da gigante dos softwares. A confirmação da mudança de contrato veio num recente comunicado. "A Universal Music Group decidiu não renovar seu acordo de longo prazo com a Apple iTunes, oferecendo em seu lugar o mesmo contrato padrão usado em ouros serviços", informou o comunicado. Em termos práticos, isso significa que se as relações entre as partes não estiverem bem, algumas músicas da Universal podem sair da loja iTunes.
As apostas, porém, são altas para ambas as partes. 15% das músicas vendidas na iTunes são da Universal, que pode perder uma parte considerável de sua receita com a mudança de contrato. A Apple, por outro lado, pode perder a exclusividade de materiais e, conseqüentemente, participação do disputado mercado de músicas digitais.
Embora não confirmado, acredita-se também que a mudança de contrato entre a Universal e a Apple tem alguma relação com o lançamento do iTunes Plus, serviço de venda de músicas sem nenhuma proteção antipirataria - a Universal é uma das gravadoras que mais defendem o uso de tecnologias antipirataria nas músicas, altamente criticadas pelos usuários.
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