| |
Ubuntu: a insignificância da linha de comando
Interface do sistema operacional torna a experiência mais agradável para os usuários iniciantes
08/02/2010 14:31h
Feito para usuários com qualquer nível de conhecimento ou com perfil similar
aos daqueles que utilizam
Windows,
Ubuntu
tornou-se a mais popular distribuição
Linux
no mundo. Com o surgimento dele, as experiências dos usuários em um sistema
operacional livre tornaram-se cada vez mais prazerosas e duradouras. Repleto de
interfaces gráficas, o Ubuntu tende a afastar seus usuários do Console,
interface ícone do modo texto, tradicionalmente utilizado em distribuições mais
velhas como
Slackware,
Debian,
Suse,
Mandrake,
Gentoo
e Red
Hat.
O UOL Tecnologia
publicou uma matéria recente a respeito do
Ubuntu 9.10, onde informa que Fábio Filho, diretor da
Canonical da América Latina, diz que há cerca de 13 milhões de
usuários do Ubuntu no mundo. Recém lançado,
Karmic Koala (9.10) é a mais nova versão da
distribuição Linux e o weblog
MeuPinguim apresenta quais recursos foram
melhorados e ou implementados no Ubuntu, dando destaque ao fenômeno computação
em nuvem, sistemas de arquivos, performance da inicialização do sistema e o
cliente para mensagens instantâneas.
Antes do Ubuntu, usuários de Windows penavam para conseguir migrar para um
sistema operacional livre. Para eles, o começo da migração até gerava prazer
pela satisfação da curiosidade de saber o que é Linux e como funciona, porém,
após recorrerem à exaustão ao Console e viverem como escravos de scripts da
linha de comando, logo desenvolviam uma fadiga, responsável pela desmotivação
para operar num sistema cujas características ainda não eram totalmente
compatíveis com o perfil desse grupo de usuários. O que é lamentável.

Ubuntu Linux
Para quem manipula códigos e parâmetros em interfaces modo texto objetivando
a criação, como é o caso dos programadores de softwares, a fadiga pode ser
inexistente. Mas para aqueles que só os executam, repetidas vezes, não. A
dependência à linha de comando é, sem dúvidas, um mal para muitos usuários,
pois, em pouco tempo condiciona todos eles a autômatos inquietos, que,
posteriormente, sofrerão as consequências disso e abandonarão o Linux. A partir
daí, fica fácil compreender por que Ubuntu é um sucesso como distribuição.
Em outro fragmento da matéria do UOL Tecnologia, Fábio Filho afirma que: – "O
Linux traz alternativas e o Ubuntu oferece, visualmente, algo muito parecido com
que os sistemas da
Apple têm". O conglomerado de recursos
gráficos dessa distribuição Linux formou um muro que separa as interfaces de
modo texto dos usuários. Com o padrão de uso não orientado para a linha de
comando, estes nem percebem o Console, face à sua insignificância dentro de uma
distribuição que tem como característica principal uma arquitetura simples e
intuitiva.
Embora muitos possam alegar que havendo falhas no Ubuntu, o velho Console
tronar-se-á a ferramenta mais valiosa para o usuário, vale lembrar que nenhum
sistema operacional é projetado para ser vulnerável a isso e ou instável. Então,
a simples recorrência ao Console no Ubuntu em casos como esses atesta a
fragilidade do Linux e, por tabela, evidência ainda mais a insignificância do
Console nessa distribuição. Pois, ninguém quer utilizar um sistema inseguro, sem
estabilidade e que põe em risco a integridade dos dados, entre outras coisas.
Segundo o que informa a
Wikipédia, a enciclopédia livre, Ubuntu tem
sua proposta presa a um conceito sul africano de mesmo nome, que significa
"humanidade com os outros". Foi pelo respeito e consideração às limitações
técnicas e humanas dos usuários de computador, em geral, que o Ubuntu tornou-se
a mais popular distribuição Linux do mundo. A sua aversão à linha de comando
resgatou perfis de usuários excluídos do universo do Software Livre pela
natureza das velhas distribuições e, claro, abriu portas para novos. E isso é
mesmo Ubuntu.
Autor:
Alan Dantas
Blog: Por Ofício
Artigo original
|
 |
|
|