Em uma entrevista, Eric Garland, co-fundador e executivo chefe da empresa de gerenciamento on-line de mídias Big Champagne, mostrou as novas tendências do compartilhamento de arquivos, e se as ações da RIAA (Associação das Gravadoras de Música dos EUA) surtiram algum efeito.
O compartilhamento ilegal de músicas permaneceu estável durante o último ano. Em Maio de 2006, a Big Champagne reportou ‘apenas’ nove milhões de usuários únicos simultâneos compartilhando músicas em redes populares de P2P. Um ano depois, o número cresceu para 9.35 milhões. "No passado o crescimento passou dos 10%", afirmou Garland. "Podemos dizer que o cenário entre 2006 e 2007 permaneceu estável, com crescimento dentro da margem de erro".
Pode ser que a ameaça de processos tenha afastado as pessoas de redes P2P populares como Limewire, levando-as à lojas legais como iTunes, ou então o 'mercado' atingiu seu limite. "É como e-mail", explicou Garland. "Por vários anos, a quantidade de usuários com e-mails cresceu de forma explosiva, mas quando todos que queriam algum e-mail conseguiram, o crescimento diminuiu".
A notícia para estúdios de cinema e emissoras de TV não é tão boa. A rede BitTorrent, de longe, é a mais popular: "Vimos um crescimento real e acentuado no uso da tecnologia BitTorrent", destacou Garland. E isso resultou numa maior população de usuários compartilhando arquivos – crescimento de cerca de 70% entre Maio de 2006 e Maio de 2007.
De forma curiosa, a Big Champagne também destacou um aumento no tráfego de músicas na rede BitTorrent. "É o lugar mais popular para encontrar álbuns completos", disse o executivo. A Big Champagne recentemente destacou que o BitTorrent também já é usado para o compartilhamento de filmes em alta definição - embora o conteúdo de TVs em alta definição seja atualmente mais popular.
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