Se a experiência da Microsoft serve como parâmetro, a esperança da indústria de softwares para reduzir a pirataria de seus produtos está na aplicação de tecnologias anti-cópia no lugar de acordos legais para diminuir as formas de uso dos softwares.
O exemplo mais claro de restrição contra cópias piratas é o programa de Vantagens para Windows Genuínos (WGA). O programa basicamente analisa algumas informações do sistema operacional e as envia para a Microsoft, que pode bloquear funcionalidades de versões ilegais do Windows. Mesmo sem fornecer estatísticas detalhadas, a empresa alega que o WGA é bastante funcional: no último trimestre, a venda do Windows cresceu 20% enquanto a venda de PCs cresceu 16%. A Microsoft justifica a diferença citando usuários que legalizam seus sistemas.
Cori Hartje, que lidera o time do WGA na Microsoft, alerta que a iniciativa é apenas parte de toda a tática anti-pirataria da empresa, sendo que ações legais e campanhas de educação do usuário são igualmente importantes. Outras tecnologias anti-cópia, como a inserção de números seriais antes da instalação dos produtos, são adotadas por várias desenvolvedoras, com sucesso limitado.
Bob Kruger, diretor da Aliança de Empresas de Softwares (BSA) entre 1993 e 2005, disse que as desenvolvedoras não tentam investir em novas formas de evitar a pirataria de seus produtos, fazendo com que as técnicas já usadas se tornem obsoletas rapidamente.
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