
O executivo Ty Carlson da Microsoft falou sobre o futuro do Windows recentemente, durante um debate na conferência Future in Review 2007. Carlson afirmou que as versões futuras do Windows obrigatoriamente deverão ser 'fundamentalmente diferentes', para aproveitar de forma completa os processadores futuros, que conterão vários núcleos.
"Veremos em máquinas domésticas processadores com oito e mais núcleos", segundo o executivo, diretor de estratégias técnicas da Microsoft. O Windows Vista, afirmou ele, foi "voltado para trabalhar com um, dois e talvez quatro núcleos".
Em suas afirmações, Carlson admite sabiamente que os processadores terão uma evolução muito baixa na velocidade de processamento e muito grande na quantidade de núcleos por processador. Atualmente, o processamento com vários núcleos é a única maneira de aumentar o poder dos chips, mas a Microsoft não está atrasada neste setor. O núcleo do Windows suporta múltiplos processadores desde o primeiro lançamento do NT (chamado de 3.1 por questões de marketing), em 1993. Em termos de hardware, versões 32 bits do Windows suportam até 32 núcleos, e versões 64 bits do Windows suportam até 64 núcleos.
Como faz sentido admitir que a tecnologia de vários núcleos seja considerada duradoura, a Microsoft apostará na mesma para o futuro dos chips. Não está claro porém, se as 'diferenças fundamentais' nos sucessores do Windows Vista serão claras e, como Carlson é mais voltado para marketing, a afirmação pode ser exagerada. Porém, a mesma mostra que a Microsoft sabe do futuro dos chips e quer usá-lo a seu favor.
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