Conforme ferramentas antispam se tornam mais eficientes e os usuários mais conscientes, os spammers são obrigados a usar novas idéias para driblar filtros de segurança. Uma das mais recentes táticas é o spam com arquivos MP3 anexados. A empresa de segurança MXSweep já afirma que os 'MP3 spams' respondem por entre 7% e 10% de todas as mensagens comerciais não solicitadas.
Os arquivos anexos apresentam nomes inocentes e não passam de mensagens vocais mostrando as 'vantagens' das ações de alguma empresa - em outras palavras, é a nova geração dos spams que induzem a compra de ações. Só que a idéia é extremamente ingênua, pois há uma enorme distância entre os usuários que abrem arquivos MP3 vindos de fontes não conhecidas e usuários que investem seu próprio dinheiro em ações.
Spams com anexos podem ser facilmente filtrados, mas o grande problema dos 'MP3 Spams' é seu tamanho, que chega a 147KB por mensagem, de acordo com a MXSweep. "Embora estes e-mails respondam em média por 8% dos spams, o tamanho avantajado consome até 55% de toda a banda das mensagens - em outras palavras, há aumento de custos para as empresas", segundo Danny Jenkins, chefe tecnológico e fundador da MXSweep.
Até agora, pesquisadores de segurança não identificam nenhuma ação maliciosa nos 'MP3 spams', então o único desafio para especialistas será configurar os filtros de segurança para bloquear anexos MP3. Naturalmente os 'MP3 spams' são apenas mais uma arma temporária dos spammers, e com certeza serão substituídos quando não forem mais eficientes - exatamente como aconteceu com os spams com imagens e os spams com arquivos PDF.
Mais informações: ArsTechnica