Segundo a empresa de segurança F-Secure, uma linha de drives USB da Sony instala arquivos em um diretório oculto que pode ser acessado por hackers. O incidente é semelhante ao fiasco da Sony BMG dois anos atrás, quando pesquisadores descobriram que o software de proteção antipirataria de CDs da gravadora continha tecnologias de rootkits.
De acordo com a F-Secure, o software de leitura de impressões digitais da linha de flash drives Sony MicroVault USM-F instala um driver que se esconde um diretório oculto dentro da pasta 'C:\Windows'. O diretório e os arquivos dentro do mesmo não são visíveis dentro do Windows, mas podem ser acessados através do prompt de comando, segundo Mika Tolvanen, pesquisador da empresa. "É possível até criar arquivos igualmente ocultos dentro da pasta", afirmou o pesquisador.
Esta característica, juntamente com o fato de que alguns antivírus não conseguem varrer a pasta, é semelhante ao caso de rootkits da Sony BMG em 2005. Na época, pesquisadores captaram tecnologias de rootkits no software antipirataria presente em CDs de música da gravadora. A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) alegou que a Sony violou leis federais, e fez um acordo com a companhia, que também pagou US$ 6 milhões em casos judiciais de usuários.
"Não é o mesmo código reciclado", afirmou Mikko Hypponen, chefe de pesquisa da F-Secure, numa entrevista. "A Sony não tem nenhuma relação com este caso; parece que uma companhia chinesa é a responsável no caso. Mas há semelhanças com o incidente ocorrido com a Sony BMG". Em Novembro de 2005, trojans usaram a tecnologia da Sony BMG duas semanas após as primeiras denúncias. Para Hypponen, o mesmo acontecerá neste caso.
Mais informações: InfoWorld