A perseguição antitruste contra a Microsoft nos EUA foi ressuscitada por um grupo de Estados liderados por Califórnia e Nova York, que querem expandir o prazo das regras antitruste seguidas pela desenvolvedora do Windows em território norte-americano desde 2002.
Todos os sansões, que durariam até Novembro de 2007, já foram estendidas até o final deste mês pela juíza Collen Kollar-Kotelly, para permitir que ambas as partes apresentassem argumentos sobre a extensão ou não das regras por mais cinco anos. Uma regra particular, que diz respeito ao desenvolvimento de documentações e pesquisas para a interoperabilidade entre diferentes produtos, já havia sido estendida até 2009.
O Departamento de Justiça dos EUA se recusou a apoiar a possível extensão, mas os promotores estaduais de sete Estados insistem que o domínio de mercado da Microsoft representa um risco a seus competidores. Eles ainda criticaram a extensão da regra de documentações, garantindo que medidas antitruste isoladas não são eficientes.
A Microsoft rebateu as afirmações lembrando que o acordo original já permitia a extensão automática das regras por dois anos e que não há motivos para a extensão exigida pelos Estados insatisfeitos. De fato, o único argumento usado pelos promotores é que a empresa continuou com uma grande fatia de mercado mesmo com as sanções.
Com base na popularidade de produtos e empresas como Google, Mozilla (Firefox) e Apple (iPod), é lógico afirmar que a Microsoft não é capaz de usar o Windows para bloquear competidores em outros mercados. Justamente por isso, a própria juíza não parece estar disposta a puni-la por muito mais tempo.