A palavra 'rootkit' sempre dá medo em profissionais TI. Mas nem todos os rootkits lançados tem objetivos maliciosos, segundo um debate entre especialistas na conferência de segurança RSA. Tecnologias de invisibilidade de serviços já não estão mais a serviço apenas de hackers, mas também podem ser usadas comercialmente, como o que a Sony BMG fez com sua tecnologia anti-pirataria, segundo Gary McGraw, chefe tecnológico da Cigital.
A Sony atiçou a fúria de muitos em 20005 quando a gravadora empregou uma tecnologia rootkit em nome da proteção de direitos autorais. A companhia incluiu um software em CDs de música que, se executado num computador, seria instalado sem o consentimento do usuário, restringindo a quantidade de cópias das músicas. Críticos encontraram falhas que permitiam que malwares usassem este rootkit a seu favor. Embora a Sony não mais use este tipo de software, ela mostrou que não apenas hackers tem interesse em rootkits.
A fabricante de games Blizzard Entertainment também ouviu reclamações dos consumidores quando se descobriu que estava usando um software conhecido como "Warden" para impedir trapaças no RPG on-line "World of Warcraft", segundo McGraw.
O software, que checa a memória do computador em busca de programas que permitem trapaças, está no contrato de utilização do game e não obtém dados pessoais dos jogadores, mas críticos o classificaram de spyware por ler dados de todas as janelas abertas durante o game.
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