Redes domésticas ainda são muito complexas

Para Gartner, empresas precisam agir para popularizar tecnologia

23/08/2007 21:52h

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As redes domésticas são 'particularmente depressivas em sua montagem para o consumidor médio'. Esta é a conclusão do Instituto Gartner, que recentemente lançou um relatório sobre o "Ciclo de fama das tecnologias para o consumidor".

O vice-presidente de pesquisa do Gartner, Van L. Baker, acredita que a maioria dos consumidores não consegue lidar com a complexidade de se escolher um SSID (identificador de rede) ou habilitar criptografia WPA nos roteadores wireless. Ele afirmou que o consumidor padrão tem apenas uma idéia básica do que pode ser feito com as redes domésticas, como compartilhar músicas e vídeos entre os computadores.

O Gartner classifica novas tecnologias e mercados - como redes domésticas - através da passagem de vários estágios de um 'ciclo de fama'. O primeiro estágio é formado pelos consumidores altamente tecnológicos, que sempre adotam novidades assim que estas são lançadas. Depois, surgem os elogios exagerados da tecnologia, seguidos pela 'onda de desilusão', onde as pessoas ficam desapontadas com problemas de desempenho e facilidade de uso. Finalmente (se a tecnologia sobreviver), há o equilíbrio de produtividade. Segundo Baker, a tecnologia de redes domésticas está 'travada' entre o terceiro e o quarto estágio, e precisa de ajuda.

Um dos problemas identificados por Baker é que restrições de DRM podem impedir que os usuários façam com suas redes o que haviam planejado: compartilhar músicas e vídeos entre vários computadores. Há processos que facilitam este problema (a Apple iTunes, por exemplo, permite que até cinco computadores ouçam as músicas compradas na loja), mas não são todas as tecnologias antipirataria que os apresentam.

Algumas vezes, grandes fabricantes tomam passos extras para impedir a execução de formatos considerados 'piratas'. Como exemplo, dispositivos de extensão do Microsoft Media Center não exibem vídeos em DivX ou Xvid. A Microsoft afirma que o suporte para os formatos não é prioridade para seus desenvolvedores.

 Mais informações: ArsTechnica

 



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