Um recente estudo feito pelo grupo de análises NPD afirma que o download de vídeos por P2P (que, para o serviço, é sinônimo de download ilegal) ainda está à frente das compras legais de vídeos pela Internet, numa relação de cinco para um. O estudo, feito pelo software de rastreamento NPD VideoWatch, foi realizado em mais de 12 500 computadores domésticos dos EUA, e afirma que 8% dos usuários fazem o download de vídeos por serviços P2P, enquanto 2% compram os mesmos em lojas virtuais. O estudo também indica que, dentre os filmes disponíveis em P2P, quase 60% são pornográficos, e apenas 5% são comerciais (feitos por Hollywood, por exemplo).
Embora a metodologia usada pela NPD não mostre muito a realidade do setor (já que usuários pesquisados são voluntários, e dificilmente quem sabe que está sendo vigiado baixaria filmes ilegalmente), vários fatores podem explicar porque o download ilegal de filmes continua tão forte, e porque os softwares P2P legais não se popularizam. Dentre os motivos mais evidentes, está a relativa baixa idade dos serviços P2P legais, a dificuldade destes serviços de conseguir conteúdo legal dos estúdios e as tecnologias antipirataria presentes nos filmes baixados legalmente, que exigem players específicos e impedem que os filmes sejam assistidos em muitos aparelhos.
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