Pesquisadores do Rensselaer Polytechnic Institute desenvolveram baterias flexíveis ultrafinas que podem ser recarregadas com sangue, suor ou urina. A nova bateria é feita com nanotubos de carbono num substrato de silicone. O espaço entre os tubos é preenchido com celulose - essencialmente papel.
Os nanotubos agem como eletrodos, permitindo que o dispositivo conduza eletricidade mantendo a flexibilidade. A celulose permite a ativação dos eletrólitos naturais do corpo, encontrados em fluídos como sangue e suor. O design da bateria permite que a mesma mantenha sua integridade mesmo sendo amassada, dobrada ou cortada.
"Em sua essência, é só um pedaço de papel, mas feito de maneira inteligente. Não estamos misturando materiais, é um dispositivo totalmente integrado", afirmou Robert Linhardt, professor do Rensselaer Polytechnic e co-autor do estudo. "Os componentes são unidos em nível molecular: o nanutubo de carbono é encaixado no papel, e o eletrólito é absorvido pelo mesmo. O resultado é um dispositivo que age como papel na prática".
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