Em um novo estudo sobre o fiasco da gravadora Sony BMG com o famoso sistema anticópia que espionava os usuários, dois advogados argumentam que a gravadora acabou dando um golpe nos próprios sistemas antipirataria. Deirdre Mulligan e Aaron Perzanowski são os autores do estudo "O alcance de um desastre", que analisa toda a história do problema.
O mercado de músicas continua perdendo dinheiro a cada ano e é compreensível ver as gravadoras apoiando qualquer atitude que possa ter algum efeito benéfico imediato, mesmo que os efeitos em longo prazo sejam desastrosos. Os processos contra usuários de softwares de compartilhamento de arquivos se encaixam perfeitamente nesta descrição.
O que a Sony BMG fez foi tentar eliminar uma das maiores fontes de pirataria: os CDs sem proteção anti-cópia. Mas será que este ‘desespero’ é suficiente para explicar porque a gravadora usou softwares da First4Internet e da SunnComm sem pensar em nenhuma possível conseqüência?
Os autores afirmam que negligência e falta de conhecimento técnico são argumentos muito usados, porém não convincentes, porque a Sony tem um vasto conhecimento em tecnologia. Logo, pode-se concluir que a gravadora simplesmente subestimou a opinião pública para os problemas de segurança e privacidade criados com o sistema anticópia usado, achando que os usuários não se importariam com as tecnologias em questão.