A forma da criptografia usada atualmente para proteger transações bancárias e comerciais na Internet pode não ser mais eficiente daqui a cinco anos, segundo um especializa na área. Arjen Lenstra, professor de criptografia da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) na Suíça, afirmou que seu novo projeto de computação distribuída, conduzido nos últimos 11 meses, consegue quebrar de forma eficiente chaves de criptografia RSA de 700 bits, o que ainda não afeta transações financeiras.
Porém, o projeto "é um bom sinal de alerta" de futuras ameaças contra a criptografia RSA de 1024 bits, usada largamente em comércio eletrônico, conforme computadores e técnicas matemáticas se tornam mais poderosas, segundo Lenstra. O algoritmo de criptografia RSA utiliza um sistema de chaves públicas e privadas para criptografar e descriptografar mensagens. A chave pública é criada a partir de dois grandes números primos.
Se uma pessoa consegue identificar os dois números primeiros usados no sistema, ela pode decifrar a mensagem - mas determinar estes números é quase impossível, pois exige muito tempo e poder computacional. O problema é que pesquisadores de ciência da computadoção têm ambos.
Mais informações: PC World