Em economias maduras, o celular foi lançado como um item secundário, apenas para facilitar a comunicação entre amigos e familiares. Mas em mercados emergentes, muitos usuários utilizam seus celulares para tarefas bem menos comunicativas, como única maneira de acessar a Internet, usar bancos e abrir pequenas empresas.
Várias companhias, como Opera, Vodafone, Google e Nokia, já viram evidências do uso acentuado dos celulares para se acessar a Internet e para realizar outras tarefas "não-vocais" em mercados emergentes. Em geral, o uso dos celulares em economias emergentes cresce de forma explosiva. O número de assinantes de celulares nos países em desenvolvimento cresce de forma contínua desde 2000, alcançando 1.4 bilhões de usuários no final de 2005 e respondendo por 70% do mercado global, de acordo com uma recente pesquisa.
E estes assinantes não estão apenas falando. "O celular se tornou uma forma significativa de acesso à Internet e cada vez mais pessoas terão seu primeiro acesso em um celular", segundo Olli-Pekka Kallasvuo, presidente e executivo chefe da Nokia. Ele afirmou que esta realidade faz sentido em alguns mercados emergentes. Kallasvuo citou a Índia como exemplo, onde há mais de 136 milhões de pessoas com celular e menos de 20 milhões usuários de PCs.
Mais informações: ComputerWorld