Esqueça a atual estrutura geopolítica: a Comissão Européia quer que o continente drible a própria Organização Mundial de Comércio (OMC) e faça acordos antipirataria diretamente com outros países. A meta evidentemente é aumentar as proteções de propriedades intelectuais tão importantes para Europa, EUA, Coréia, Japão e outros países.
Apesar das proteções oferecidas pela OMC, a Comissão afirmou esta semana que mais ações são necessárias para proteger os negócios da Europa, em parte devido a "velocidade e facilidade da reprodução digital" e ao "crescimento no uso da Internet como meio de distribuição". Peter Mandelson, Comissário de Comércio da União Européia, é o responsável pela idéia.
O grupo 'antipirataria' atualmente é formado pela União Européia, EUA, Japão, Coréia, México e Nova Zelândia, e não tem o objetivo de servir como força contrária à China - pelo menos para a Comissão Européia, pois a Organização Mundial de Comércio já é usada em batalhas legais do gênero e os EUA já entraram com um processo contra a China.
Os desafios do novo grupo também incluem a falsificação de remédios e cosméticos. Para se ter idéia, a União Européia apreendeu mais de 2,7 milhões de medicamentos falsificados em 2006 e quase 10% de todos os remédios do mundo são falsos.
Obviamente não se pode esquecer a distribuição digital de materiais com direitos autorais, e grupos como a Federação Internacional de Indústrias Fonográficas (IFPI) não poderiam estar mais felizes com a nova iniciativa. O grupo já afirmou que "quase 33% de todos os CDs de música vendidos no mundo são piratas e cerca de 20 bilhões de músicas são baixadas ilegalmente em redes P2P por ano".
Mais informações: Ars Technica