Um oficial do setor antitruste do Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) afirmou que as decisões contra a Microsoft no país foram 'bem-feitas' e 'precisas', e pediu que oficiais americanos e europeus do setor tomem cuidado em suas decisões contra possíveis comportamentos que configuram monopólio.
Thomas Barnett, advogado assistente do DoJ, defendeu as medidas tomadas contra a Microsoft em 2002, com duração original de cinco anos. “As medidas foram bem-feitas e precisas", resumiu Barnett numa conferência sobre casos antitruste. Vários estados americanos, porém, querem que as decisões sejam estendidas até 2012, argumentando que a Microsoft ainda pode voltar a usar seu monopólio para prejudicar rivais. Algumas partes do acordo já foram estendidas até 2009.
Barnett também alertou sobre a escolha de soluções contra o monopólio, lembrando que o mercado é dinâmico. "Sempre devemos lembrar que o mercado muda de maneira não previsível. Muitas empresas consideradas grandes no passado agora têm pouco mercado".
Barnett já havia criticado a conduta da Comissão Européia no caso contra a Microsoft, afirmando a corte Européia de 'impedir a inovação e desencorajar a competição'. Neelie Kroes, chefe antitruste da Europa, rebateu a crítica afirmando ser 'inaceitável' alguém dos EUA tecer opiniões sobre uma decisão fora de sua jurisdição.
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