Embora haja várias argumentações sobre uma conversa justa sobre pirataria partindo de executivos da Microsoft nos últimos dias - e as mudanças no sistema WGA do Windows – estas não significam necessariamente que a companhia está repensando sua estratégia contra a pirataria, segundo um analista. "Nenhuma dessas mudanças mudará a intensidade da campanha da Microsoft", segundo Michael Cherry, analista da Directions on Microsoft. "Eles são extremamente sérios em relação a pirataria".
Durante uma entrevista numa conferência com investidores, Ray Ozzie, arquiteto chefe de softwares da Microsoft, mencionou duas vezes a pirataria. Embora ele não tenha sido tão radical quanto Steve Ballmer (executivo chefe da companhia), criticou severamente os 'piratas'.
"Vários softwares que desenvolvemos são lançados para casas, e os usuários se sentem mais confortáveis com softwares gratuitos", segundo Ozzie, respondendo uma questão sobre softwares gratuitos da companhia suportados por publicidade. "Algumas pessoas os obtém ilegalmente, algumas pagam por eles, e algumas compram licenças para uma máquina e os instalam em várias".
Mas Ozzie também afirmou que piratas são consumidores em potencial, assumindo que a Microsoft pode melhorar seus softwares para dificultar a replicação de cópias não autorizadas. "Vejam o exemplo do Office. Há 500 milhões de usuários no mundo todo, e uma parte desses usuários usa cópias ilegais, porque sabem que o software é útil", argumentou o executivo.
Uma atualização para as notificações WGA, ferramenta que determina se um sistema é original ou pirata, recentemente ganhou uma nova categoria de classificação chamada de "indeterminado". Esta classificação é dada quando não há a certeza da originalidade ou falsidade do Windows. "As mudanças de classificação não importam", argumenta Cherry. "Se um usuário não for aprovado no software, ainda será indiretamente chamado de 'ilegal'", conclui o pesquisador. "Mas como nestes casos, provavelmente não houve má fé dos usuários finais, então a Microsoft criou esta nova classificação".
Mais informações: ComputerWorld