A análise de trojans, vírus, rootkits, spywares e outros malwares foi alvo do interesse de várias organizações nos últimos anos, e a Microsoft não é exceção. A empresa recentemente lançou a terceira versão de seu Relatório de Inteligência de Segurança (SIR) cobrindo o primeiro semestre de 2007. O relatório, disponível nos formatos XPS e PDF, analisa todos os tipos de malwares lançados no período e também verifica a eficiência da Ferramenta de Remoção de Softwares da Microsoft (MSRT), que faz parte de produtos como Windows Defender e Windows Live OneCare. Através dos dados colhidos pela ferramenta, a Microsoft concluiu que as taxas de infecção são 'visivelmente menores' no Windows XP SP2 e Windows Vista, em comparação a outras versões do Windows.

O SIR afirma que cerca de 3500 falhas de softwares foram descobertas entre sistemas operacionais e softwares durante o primeiro semestre de 2007, sendo que a maioria das falhas foi de médio ou alto risco. O número está um pouco acima do registrado em 2006, mas bem acima do registrado em 2003, quando cerca de 500 falhas foram registradas. A Microsoft destacou que as falhas atualmente se concentram mais nos aplicativos externos do que nos sistemas operacionais.
A empresa também destacou que a porcentagem de falhas que podem ser exploradas em seus próprios produtos caiu de 29,3% do total em 2006 para 20,9% em 2007. Além disso, o relatório sugere que seus produtos mais recentes apresentaram uma menor taxa de descoberta de falhas (em especial, Windows Server 2003, Windows Vista, Office 2003 e Office 2007). O resultado provavelmente se deve ao foco maior em segurança que a Microsoft aplicou em seus recentes lançamentos.

Os dados do MSRT também foram usados para promover a idéia de que os produtos mais recentes da Microsoft são mais seguros do que seus antecessores. No primeiro semestre de 2007, o Windows XP RTM (sem pacotes de atualizações) foi o mais atacado (32,9% das máquinas com o sistema foram comprometidas), enquanto o Windows XP SP1 apresentou 20,9% de ataques, o Windows XP SP2 mostrou 7% e apenas 2,8% das máquinas com Windows Vista foram atacadas. Os números foram normalizados (divididos pela porcentagem de máquinas com cada sistema) para levar em conta que há mais máquinas com Windows XP no mercado do que com Windows Vista.
Mais informações: ArsTechnica
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