A maior notícia da feira CTIA Wireless 2007 foi que após anos de conversas sobre conteúdo e aplicações móveis, a indústria finalmente está agindo no setor. E a Microsoft está pronta para lucrar.
Dispositivos móveis deixaram de ser simples "celulares" há anos, graças ao sucesso de tecnologias como mensagens de texto, mensagens com figuras, games móveis, funcionalidades MP3, GPS, busca local, proteção biométrica e sensores que substituem cartões de crédito. Ironicamente, a maioria dos aparelhos atuais usam pequenos sistemas operacionais com funcionalidades limitadas.
Smartphones, pequeno mas crescente segmento do mercado móvel, usam sistemas operacionais de alto nível (HLOS), como Symbian OS, Linux e Windows Mobile. Os HLOS permitem o uso de aplicações mais sofisticadas e melhores ferramentas de desenvolvimento. Por isso, muitos esperam por uma padronização do setor, para permitir que um software seja executado da mesma forma em diferentes sistemas.
Outro ponto de buscas é a extensão dos HLOS em aparelhos mais baratos, o que coloca o Symbian em vantagem, já que ele foi criado para este fim. O problema é que quase 50% do consórcio do sistema é da Nokia, que pode, no futuro, acabar restringido o sistema a seus aparelhos.
O Linux poderia ser uma resposta natural para o problema, pois é aberto. Mas ele ainda está sendo adaptado para dispositivos móveis, já que seu foco inicial é o servidor. E estas adaptações dificilmente caminharão unidas.
A indústria móvel sempre esteve alerta para o possível ganho de mercado da Microsoft no setor e a companhia utiliza duas estratégias para tal: os sistemas Windows Mobile, para usuários corporativos e domésticos que precisam de compatibilidade com seus computadores, e o Windows CE, sistema normalmente distribuído com seu código fonte aberto para ser readaptado a diferentes mercados.
Mais informações: Arnnet.com