As preocupações sobre o programa de Vantagens Genuínas do Windows (WGA) não devem acabar tão cedo. Após uma falha humana no sistema ter causado erros de validação em sistemas originais, um processo na China acusa o sistema de invadir a privacidade dos usuários.
Lu Feng, estudante da Universidade de Pequim, garante que os métodos de análise do WGA funcionam como tecnologias de espionagem. Uma corte intermediária da China aceitou o caso para revisão, o que significa que Feng poderá apresentar seus argumentos perante um juiz.
De acordo com diversos relatos, o estudante instalou o WGA em seu computador (Windows XP) antes de perceber o que o aplicativo era. Feng quer convencer a corte de que foi enganado pela Microsoft, que não teria explicado adequadamente como o WGA afeta as máquinas. Além disso, o estudante também critica o contrato de utilização do WGA, que deve ser aceito antes da instalação do mesmo.
Feng afirma que o WGA monitora o computador de forma a invadir a privacidade dos usuários. A Microsoft insiste que o WGA apenas monitora o que é estritamente necessário para impedir modificações não autorizadas em ferramentas antipirataria do Windows. O WGA também monitora modificações de hardware na máquina, mas não está claro se isto é uma violação de privacidade nas leis dos países onde processos do gênero foram abertos (China e EUA).
Mais informações: ArsTechnica