Continuando com os onipresentes processos de patentes, a empresa de softwares para Internet Vertical Computing acusou a Microsoft de violar uma patente aberta em 1999. O processo, aberto na Corte Distrital do Texas (famosa por quase sempre dar ganho de causa a quem abre o processo de patentes), afirma que a tecnologia .NET quebra uma tecnologia da empresa.
A Vertical Computing descreve-se como uma companhia que "fornece softwares administrativos e tecnologias base para a Internet" - ou seja, é uma empresa de serviços web. Seu principal produto, chamado de SiteFlash, é um sistema de gerenciamento de conteúdo comercial que usa XML para publicar e manter sites. Na página de informações do SiteFlash, a Vertical Computing deixa claro que o produto é coberto pela patente americana 6.826.744 (a mesma do processo).
A patente, assim como muitas outras patentes de softwares, utiliza uma linguagem vaga para descrever "um sistema e método para gerar aplicações de computador em ambientes de objetivos arbitrários". A patente envolve a criação de objetos numa aplicação web. Estes objetos são gerenciados em seu ciclo de vida e postos conjuntamente num ambiente para criar aplicações interativas. O mecanismo separa design, funcionamento e conteúdo, para desenvolver cada um separadamente.
Só que este é o funcionamento básico de sistemas como o WebObjects (Apple) e Java (Sun), existentes antes mesmo da criação da tecnologia .NET. De fato, a patente admite isso: "Soluções anterior conseguiram parcialmente separar estas funcionalidades. De forma notável, bancos de dados de gerenciamento de conteúdo e repositórios digitais fornecem uma maneira de separar conteúdo de funções", segundo o texto da patente. Por isso, a empresa defende a necessidade de sua patente com a vaga afirmação de que "ferramentas de gerenciamento de conteúdo tipicamente falham em corrigir problemas de design/funções".
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