A Microsoft e a Comissão Européia continuam batendo cabeças para tentar encerrar de uma vez por todas o processo antitruste definido em 2004. Desta vez, a disputa surgiu devido aos preços cobrados pela Microsoft para o uso de seus protocolos de servidor. A Comissão alega que os preços cobrados são altos demais.
Desta vez, a Comissão ameaça ir além das multas. "Em 50 anos de políticas antitruste, a Comissão Européia nunca havia encontrado uma empresa que se recusou a seguir ordens impostas", segundo a Comissária Neelie Kroes, na última semana. Segundo meios de comunicação, a comissária concluiu que "pode ser o caso de se usar um remédio estrutural para resolver a disputa".
Quando a Comissão concluiu o julgamento antitruste em Março de 2004, a organização exigiu que a Microsoft abrisse seus protocolos de servidor para competidores em termos "razoáveis e não-discriminatórios". A Microsoft argumentou na época que os protocolos teriam de ser cobrados, pois os mesmos são baseados em tecnologias da companhia e protegidos por patentes. A Comissão, então, reclamou dos preços cobrados, enquanto a Microsoft alegou que a empresa de auditoria PriceWaterHouseCoopers os classificou como justos.
Recentemente, a Microsoft lançou um comunicado onde pedia mais clareza da Comissão Européia sobre quais preços podem ser cobrados sem nenhum problema. A Comissão respondeu que levará o pedido em consideração e afirmou que pode aplicar (mais) uma multa por desobediência (de até US$ 4 milhões por dia). A Microsoft ainda espera uma decisão da corte européia em relação à apelação da decisão original de 2004, e certamente brigará contra qualquer "remédio estrutural" da Comissão.
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