A ferramenta de remoção de softwares maliciosos da Microsoft, atualizada todos os meses pela gigante dos softwares, detectou um aumento de 150% na quantidade de fraudes em 2007. Durante o primeiro semestre deste ano, a ferramenta de segurança da Microsoft detectou 31,6 milhões de fraudes e verificou um aumento de 500% no número de trojans, de acordo com o mais recente Relatório de Inteligência de Segurança da empresa.
O relatório produzido semestralmente indica que cada vez mais ataques apresentam o objetivo de roubar informações pessoais. Dentre as ameaças que se encaixam nesta categoria, estão os keyloggers que roubam senhas e trojans que vigiam o usuário. No mesmo período, a Microsoft também verificou um número crescente de bots que transformam as máquinas atacadas em zumbis à mercê dos hackers.
Brendon Lynch, diretor de estratégias de privacidade da empresa, afirmou numa entrevista que os resultados apenas confirmam o que profissionais de segurança já perceberam: dados pessoais formam a moeda de troca atual do crime virtual. "Informações críticas são muito valiosas para as empresas, para os consumidores e para os criminosos", afirmou o diretor.
A Microsoft destacou que quase todo o crescimento dos malwares que visam dados pessoais está associado a uma família de malwares Win32/IRCnot, que foi responsável por 81% de todos os ataques maliciosos na rede do Windows Live Messenger.
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