A Microsoft há algum tempo argumenta que o campo open-source infringe várias de suas patentes. Em comentários publicados esta semana pela revista Fortune, o advogado geral da companhia, Brad Smith e o chefe de licenciamento, Horacio Gutierrez, divulgaram uma contagem mais precisa de quantas patentes estariam sendo quebradas: 235 no total, sendo 42 no Linux.
Gutierrez e Smith recusaram-se a identificar quais patentes estariam na lista, afirmando que isto faria com que a comunidade open-source começasse a brigar por elas. Eles também não disseram o que a Microsoft fará em relação a isto, mas processar não está entre as opções: "Queremos melhorar nossos relacionamentos e promover a interoperabilidade", segundo Smith.
O caminho preferido da Microsoft é o acordo de licenças cruzadas, onde todo o aparato legal é deixado de lado para uma 'troca justa de patentes'. Alguns desses acordos, como o famoso 'tratado de paz' com a Sun Microsystems, fechado há três anos atrás, foram elogiados por toda a crítica especializada.
Mas a mesma alegria com certeza não foi vista quando a Microsoft fez um acordo semelhante com a Novell em Novembro. A gigante dos softwares, pelo acordo, concordou em não processar clientes da Novell com o SUSE Linux devido a quebras de patentes. Neste acordo, está implícito que outras distribuições Linux não teriam a mesma proteção.
A polêmica foi tão grande que a Fundação de Software Livre (FSF), autora da licença pública geral GNU (GPL), usada em quase todos os softwares open-source, preferiu atrasar o lançamento da nova versão da licença para proibir este tipo de acordo no futuro.
Mais informações: CRN