Não se fazem mais malwares como antigamente, ou pelo menos, como se fazia no início do ano. Mas mesmo malwares de baixa-qualidade estão consumindo os recursos de empresas de segurança, pois são detectados cada vez mais frequentemente. Nos últimos seis meses, a criatividade técnica usada na criação de malwares caiu drasticamente, o que se nota na falta de recentes ameaças com alto poder destrutivo, como os worms MyDoom e Sasser, segundo Alexander Gostev, analista sênior de vírus da Kaspersky Lab.
O laboratório de Gostev recebe malwares mais sofisticados apenas esporadicamente. Em muitos casos, os novos malwares são apenas variações de peças mais antigas, com o código fonte levemente melhorado ou modificado para driblar antivírus. Muitas vezes, o processo é de tentativa e erro. Criadores de malwares usam ferramentas on-line de varredura para saber se suas criações serão pegas por antivírus, segundo Mikko Hypponen, chefe de pesquisa da F-Secure.
Como a grande maioria dos códigos já é conhecida, o tempo de detecção de novos malwares é cada vez mais curto. Porém, como o tempo de identificação de malwares e da criação da atualização para os antivírus pode demorar horas, ainda há tempo para que as pragas atraquem alguns usuários.
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