A máfia virtual deve crescer e se aproximar cada vez mais de hackers em 2007, em busca de uma comunidade de crimes organizados mais coesa, de acordo com um novo relatório. A recente união cooperativa de criminosos virtuais venderá, comprará e trocará kits de ataques virtuais e exploração para falhas ainda sem correção, segundo previsões de analistas da Websense, empresa de segurança Web. A Websense também espera um aumento no número de falhas de segurança relacionadas a serviços Web 2.0.
"Criminosos organizados perceberam que a Internet é um terreno praticamente inexplorado, no sentido de geração de lucros", segundo Dan Hubbard, vice-presidente de pesquisas de segurança da Websense, em um comunicado. "Incentivados pelos ganhos financeiros, os métodos de ataque estão melhorando, e o número de pessoas envolvidas está aumentando. Ferramentas e exploração para se roubar informações pessoais, corporativas e financeiras são as maiores mercadorias de criminosos virtuais".
Em 2006, os crimes virtuais e a evolução de novos ataques estiveram em alta. A Websense prevê que esta tendência só será maior em 2007, conforme hackers e criminosos organizados trabalham cada vez mais unidos e se tornam mais organizados. Graças a isso, o mercado por explorações de falhas de segurança sem correção oficial se tornará mais competitivo, o que fará com que cada vez mais falhas sejam exploradas antes do lançamento de correções.
Sites da Web 2.0 como MySpace e Wikipedia representam cerca de 80% do trafego dos 20 sites mais visitados na Web, o que os torna alvos em potencial para criminosos virtuais. Analistas da Websense afirmam que sites com tecnologias da Web 2.0, o que inclui sites de relacionamento social, são particularmente difíceis de monitorar, com as constantes alterações em seus conteúdos.
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