Quando a Associação de Gravadoras de Música dos EUA (RIAA) abriu um processo de quebra de direitos autorais contra o sargento Nicholas Paternoster do exército americano, ela usou fotos do que seria a coleção de arquivos ilegais do acusado como prova.
O problema é que as imagens mostram muito mais do que apenas as músicas - incluindo até mesmo arquivos com conteúdo pornográfico que não apresentam relação com o caso. Reconhecendo a falha, a RIAA entrou com um pedido de remoção de provas do processo original para manter como prova apenas as músicas.
O caso Warner vs. Paternoster teve seu início após a MediaSentry (braço investigativo da RIAA) encontrar evidências de quebra de direitos autorais. Após a abertura do processo que teve como conseqüência a exibição dos arquivos pessoais de Paternoster, o acusado decidiu abrir um contra processo acusando a RIAA de violação de privacidade.
A Associação destacou que os advogados de Paternoster expressaram preocupação com a listagem de mais de 4500 arquivos 'pessoais e privados'. Como resposta, a RIAA pediu a remoção destes arquivos do processo. Mas a ação aberta por Paternoster pode atrapalhar os lucros das gravadoras, caso o militar ganhe o caso.
Mais informações: ArsTechnica