O governo alemão planeja usar trojans e outras formas de malwares (chamados de 'policewares') para espionar e rastrear suspeitos. O plano usaria mensagens de e-mails legítimas para instalar os malwares em computadores de supostos terroristas. A idéia era confidencial até a última semana, quando estas informações vazaram para a mídia. Oficiais alemães já estão discutindo o plano de forma aberta, confirmando a veracidade dos boatos.
A idéia foi duramente criticada por órgãos de defesa da privacidade, mas a mesma não é inédita. Em 2001, agentes federais dos EUA entraram na casa de um suspeito e instalaram um software de gravação de dados digitados em seu computador para driblar a criptografia que protegia os dados do usuário.
Os EUA também usam a Internet para enviar 'policewares' para suspeitos em potencial. O "Verificador de Endereços IP e Computadores do FBI" (CIPAV - nome formal do malware) já foi usado para prender um possível terrorista em Washington, embora seus detalhes de funcionamento sejam secretos. No caso do suspeito de Washington, sabe-se que a página pessoal do usuário no MySpace foi usada na infecção do CIPAV.
Apensar do nome aparentemente inofensivo, o CIPAV captura vários dados do computador invadido, como endereço IP, endereço MAC ('impressão digital' da placa de rede do computador), lista de programas em execução e versão do sistema operacional. Os dados são enviados para o FBI, que ativa o CIPAV para rastrear sites visitados e endereços de e-mail em correspondências eletrônicas.
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