Spywares e malwares sempre foram sinônimos de problemas para usuários domésticos, mas recentemente os criminosos começaram a exagerar em suas táticas. Antigamente, a pior praga imaginável nos computadores eram os trojans, vindos como anexos de e-mails disfarçados de arquivos importantes. Mas estas pragas podem ser facilmente removidas através de antivírus, muitos dos quais gratuitos. No entanto, a atual motivação dos hackers (dinheiro) fez com que novas e temíveis ameaças virtuais fossem desenvolvidas, como bots para transformar computadores em zumbis e rootkits, que ocultam softwares maliciosos das varreduras de antivírus.
"Ao lidar com rootkits e algum spyware avançado, nem sempre é possível removê-los e fazer o sistema voltar ao normal. Em alguns casos, não há outra maneira de recuperar o sistema sem reinstalá-lo", segundo Mike Danseglio, gerente de projetos do grupo de Soluções de Segurança da Microsoft, em uma apresentação na conferência mundial InfoSec. A remoção deste tipo de praga, sem comprometer o sistema, é difícil porque não se sabe qual o estado do sistema antes da infecção.
Desta forma, serviços tradicionais não são 100% confiáveis na tarefa de afirmar que o sistema está sem infecções. Enquanto é possível remover os códigos maliciosos comparando o sistema infectado com um sistema limpo e apagando as diferenças, na prática o melhor a se fazer dentro das empresas é manter todos os dados em dispositivos separados, para reinstalar o sistema sem muitos efeitos colaterais às empresas.
Mais informações: Ars Technica