A União Européia e o México querem trazer mais pressões contra a China em relação à pirataria. Ambos apresentaram pedidos perante a Organização Mundial de Comércio (OMC) na última semana, na esperança de se tornar intermediários nas conversas entre EUA e China, além de outros países que já apresentaram pedidos semelhantes, como Japão e Canadá.
Os pedidos surgiram apenas algumas semanas após Susan Schwab, do Escritório Comercial dos EUA (USTR) apresentar duas reclamações formais contra a China na OMC. Nas reclamações, o governo americano cita a "proteção inadequada de direitos de propriedades intelectuais" do país, mesmo com as promessas de Xangai. Nesta semana, o USTR também apresentou seu relatório anual 301, onde China e Rússia recebem destaque pela pirataria.
A China, por sua vez, reagiu com críticas às reclamações da USTR, afirmando que as mesmas podem dificultar relações comerciais entre China e UA. "Lutaremos até o último minuto", segundo a vice-premier Wu Yi sobre as reclamações, embora tenha admitido que o governo chinês poderá "ser mais rígido e adotar mais medidas contra a pirataria".
Conforme a política da OMC, os países membros tem 60 dias para pedir permissão de acompanhar as conversas em reclamações formais. A China, sendo foco das reclamações, pode rejeitar os pedidos do México e da União Européia, mas não pode impedir que ambos abram suas próprias reclamações.
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